Os lançamentos do 1º semestre de 2018

Resolvi compilar umas obras que talvez valha a pena dar um confere, claro que tudo o que vai constar aqui é baseado no meu gosto pessoal, caso você sinta falta de algum disco, relax baby, pois isso quer dizer que não temos o mesmo gosto, nenhum de nós é obrigado a concordar com o que o amiguinho gosta e deixa de gostar, não é mesmo? Por isso, se você clicou aqui, é porque deve gostar deste espaço e está curioso pra saber se algum play lhe passou batido, tenha um bom deleite.


Esse 1º semestre até que não foi tão ruim, na real, chega um momento que você passa a filtrar muito mais coisa, ainda mais na atualidade que tudo é muito forçado, igual, chato, sem alma e brilho. Fazendo um apanhado da onda revival, posso destacar as bandas abaixo:

Alms: Act One – Shadow Kingdom Records

A receita deste quinteto oriundo de Baltimore é simples e direta, roque pesado velho e mágico, a dobra de vocal (feminino + masculino) me lembrou os também estadunidenses The Well, um som cru e ácido como manda a cartilha da onda revival, o debut é composto por 6 faixas, totalizando pouco mais de 30 min. de uma fritação suave haha.


High Reeper: High Reeper –  Heavy Psych Sounds

Isso aqui é bem foda de se dizer o que diabos seria, parece absurdo, e é! Um Sabbath com Orchid regado com a ginga do roque 90’s estadunidense, aperte o play, entre no clime e tire suas próprias conclusões.


Oblivious: När Isarna Sjunger – Gaphals

A Suécia se tornou referência no rolê de música velha feita por sangue novo, algumas bandas vem se arriscando a cantar em sua língua original, o resultado você confere abaixo, dance e chape e frite.


Spiders: Killer Machine – Crusher Records

Creio que essa banda fronteada por essa loira baixinha doida seja um tanto conhecida no meio vintage, no 3º disco eles apostaram num som mais polido, mais pop, bem trabalhado.


Spiral Skies: Blues for a Dying Planet – Art of Propaganda

Continuando pela Suécia pra trazer o debut dessa banda doida, mais uma pro time das fronteadas por minas, uma bela obra regada a metal antigo obscuro com psicodelia, o play ainda traz algumas releituras de faixas do EP de estreia.


Svartanatt: Starry Eagle Eye – The Sign Records

Mais um roque sueco pra você levantar da cadeira e dançar, bem macio, com um pé na onda 60’s, você não precisa de muito pra entrar no clima do 2º disco desses caras.


Octopus: Supernatural Alliance – Rise Above Records

Um quinteto estadunidense também adepto do fronteamento feminino, essa galera soube muito bem como dosar o roque velho com uma ginga moderna, bem polido, bem executado, maciozinho, um bom disco.



Agora é hora de falar sobre alguns discos do roque chapado que me fizeram a mente, começando por uma da velha guarda…

Fu Manchu: Clone Of The Universe – At The Dojo Records

Veteranos no roque chapado de rua, seu mais novo disco chega sem pretensão de soar diferentão, mergulhados na velha escola, Clone Of The Universe é direto e certeiro, feito pra te aloprar o juízo. Meteram o loko na última faixa, 18 minutos de doidera com direito a palhetadas do tio Alex Lifeson (Rush).


Monster Magnet: Mindfucker – Napalm Records

Mais uma boa dose de velha guarda nesse novo disco chuta cus dos Monster Magnet. Um play simples, desfirulento, menos fritado que o comum, mais roquem roll, passível de agitar num bate-cabeça. Como é de costume, produziram uns clipe doido pra geral entrar no clima.


Orange Goblin: The Wolf Bites Back – Candlelight Records

Encerrando a veteranice com esses ingleses malditos, aqui sim o pega é pra bater cabeça sem dó nem piedade, sobrou espaço pra algo mais macio no meio das 10 faixas, mas o fato é, eles também não quiseram ir além do que fazem com maestria, continuam firmes na sua pegada originária.


The Watchers: Black Abyss – Ripple Music

Aqui temos um disco quase fora do esquadro, essa banda conta com o ex-baterista dos Orchid (Carter Kennedy), um disco muito bem trampado, recheado de doses noventistas, até algo do grunge mais pesado dos Chains e Soundgarden pode ser notado no meio da bagunça.


Indo de encontro ao lado mais stoner/doom da coisa, alguma coisa boa também deu as caras:

Besvärjelsen: Vallmo – Suicide Records

Retornando a Suécia com o debut dessa banda massa, mais uma fronteada por mulher, com a maioria das faixas cantadas em sueco, seu som é rústico, um atmosfera fria e psicodélica, um vocal macio e manhoso, uma pitada da música pesada folclórica daquela região, um play gostosinho.


Blackwülf: Sinister Sides – Ripple Music

O 3º disco destes californianos segue firme e forte na receita deles, um passeio pelos 70, 80, com algumas doses do metal pesado feito em 90, uma onda jovial caracterizada pela voz adocicada de Alex Cunningham, no mais, agite a cabeleira.


Deathbell: With The Beyond – Kozmik Artifactz

A debutagem deste trio francês foi emergida numa sopa de Wizard com Windhand, martelado, atmosfera sombria, fuzz, é um clichezão que até desce.


Haunted: Dayburner – Twin Earth Records

Falando em clichê e Windhand… O 2º disco deste quarteto italiano tem uma forte aplicação de densidade, faixas mais longas, atmosfera fria e obscura, mais de uma hora de pesadelo, indicado pra quem frita um num quarto escuro.


Mr Booze: The Mourning Hypocrites – Independente 

Pra encerrar, uma banda grega com um groove diferenciado, um vocalzão típico do rolê southern roque faz um diferencial, alias, o som parece ter uma pegada “sulista”.



É hora de falar sobre o lado mais tradicional da coisa…

Abysmal Grief: Blasphema Secta – Terror From Hell Records

A banda mais putrefacta do rolê lerdo chega ao seu 5º disco, seguem completamente imersos naquela onda rústica e obscura, como manda a tradição da velha escola italiana, são 6 faixas pra você ouvir caminhando pelo cemitério.


Apostle of Solitude: From Gold to Ash – Cruz del Sur Music

Lamento, sofrimento e aspereza, eis a tríade que compõe a proposta sonora deste quarteto estadunidense, uma voz adocicada, sofrida, banhada por um peso rústico sem firula, cai pra dentro do 4º disco deles.


Burning Saviours: Death – Transubstans Records

Mais uma dose de Suécia… outra que joga no time do som rústico, aquele heavy/doom sofrido calcado em algum abismo perdido nos anos 70, a receita pro 5º play dessa banda é simples e direta, cerre o punho e ranja os dentes.


Mist: Free Me of the Sun – Soulseller Records

Enfim esta banda debutou, formada por 4 minas e um cueca, profundamente adeptos do lado mais tradicional dessa bagunça toda, um disco pra quem antes de mais nada, é maniaco por metal, se você for muito descoladinho, é melhor vazar daqui.


Solstice: White Horse Hill – Independente

Só 20 anos separam o 2º disco deste novo lançamento, sobrou muito pouco daquele molde mais meloso que eles usavam, essa banda foi tipo um Pallbearer dos 90, porém, bem melhor. O novo disco apresenta uma proposta mais metálica e épica, é hora de cerrar o punho uma vez mais.


Witch Mountain: Witch Mountain – Svart Records

35 minutos de blues metal, se você acha que música lenta não foi feita pra te dar tesão, você tá vacilando grandão otário, tesão é a palavra pro 5º disco dessa galera de Portland, marca a estreia da poderosa Kayla Dixon, a entrega dessa guria no disco é absurda, play mais transante do ano, sem dúvida!


WitchSorrow: Hexenhammer – Candlelight Records

O 4º disco dessa banda também mantem seu pé atolado na sua escola primordial, a inglesa, um misto de Cathedral com Wizard, polido, marretado, pesado e obscuro como deve ser.


Encerrando os discos da gringolandia com 2 discos da ala mais moderninha…

Black Moth: Anatomical Venus – Candlelight Records

Um roque jovial, pesado, meio torto, sangue novo experimentando alguma coisa. O 3º disco da banda segue tranquilamente pela proposta inicial da banda.


Messa: Feast For Water – Aural Music

Temos aqui uma banda italiana que resolveu galgar novos horizontes, já que a maioria das bandas daquele país costuma seguir pela escola tradicional. O 2º disco deste quarteto mergulha ainda mais num lance sutil, quase transcendental, cinzento, quase hipster. Capricharam rigorosamente num clipe pr’uma faixa do disco, forte candidato ao clipe mais massa do ano.



Pra encerrar esse assunto, é hora de falar de bandas nacionais…

Absent: Towards the Void – vários selos

Formada por caras atuantes em diferentes meios de executar música pesada, oriunda de Brasília, o trio Absent apresenta em seu 1º EP, 4 faixas longas que transitam por um peso potencializado por uma atmosfera mágica, indicado pra quem se torporiza.


Fallen Idol: Mourn the Earth – vários selos

O trio de Arujá chega ao seu 3º disco, melhor lapidado, bem polido, apresentam alguns desprendimentos musicais sem perder a velha pegada heavy/doom.


ITD: EP 2018 – Independente

Mais uma banda de Brasília, no caso dos ITD, seu som é carrancudo, marretado e maldito, com letras em língua pátria.


Tenebrario: The Silence of the Ancient Souls – Independente

Uma tradicional banda paulista traz em seu EP uma faixa inédita, duas novas versões pra faixas antigas e a poderosa Amrá. Heavy/doom bruto chuta cus!



 

G.Z/SUD

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