Mulheres na Música Arrastada e Desacelerada – Ato III

Após um longo tempo é hora de retornar com esse especial dedicado ao trampo das minas na música arrastada, chapada, revival, etc… Direto e reto surge uma nova banda com a presença feminina o que me faz afirmar que neste submundo, a presença feminina é cada vez mais notada, não só no meio musical, elas estão produzindo shows, festivais, são fotógrafas, produzem artes gráficas, escrevem sobre música, etc… e isso é de suma importância para a manutenção da caminhada. Mergulhemos então uma vez mais pelos abismos sonoros em que as mulheres também mergulharam!


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Miss Aileen – The Evil – Brasil

Começando com um quarteto belo-horizontino, formado por músicos experientes que resolveram mergulhar profundamente no universo obscuro, sinistro, bruto e desacelerado. Munidos de mortalhas, trazendo uma teatralidade abismal quase perdida na atualidade, sua fronteadora chega com um vocal operístico, lembrando a voz de Farida Lemouchi (The Devil’s Blood). A estreia da banda foi marcada pelo auto-intitulado lançado em maio de 2017. O tradicional selo francês Osmose Productions (voltado pro lado mais extremo da coisa) irá lançar o material na gringa.

“Made by Doom Maniacs for Doom Maniacs!!!”


Siân Greenaway e Sophie Day – Alunah – Inglaterra

Alunah é um quarteto adepto do mais reto doomzão, sabbathico pra caralho, moldado na escola inglesa por completo. Sophie estava desde o início, segurando a 2ª guitarra e cuidando dos vocais, ela gravou 4 discos até sua saída, em 2017, Siân a substituiu logo em seguida.

Com Sophie –

Com Siân –

Conheça os 4 discos da banda no bandcamp –


Lea Amling Alazam – Besvärjelsen – Suécia

Besvärjelsen é a junção de uma galera que já vinha fazendo barulho pelo lado mais lerdo e massivo da coisa, com 2 membros dos Dozer e Greenleaf. Marcou a estreia de Lea na música desacelerada, um som rústico, obscuro e psicodélico, com nuances da musicalidade popular nórdica, de quebra, a maioria das letras são cantadas em sueco, o vocal de Lea é grave e sútil ao mesmo tempo. A banda debutou no início de 2018 com o Vallmo e suas 8 faixas.


Uta Plotkin e Kayla Dixon – Witch Mountain – EUA

Uma banda mais experiente, com 20 anos de jornada, seu fundador e guitarrista Rob Wrong assumiu os vocais no debut (2001), até que a destruidora Uta P. adentrou na banda em 2009, ela gravou os 3 discos seguintes, deixou a banda em 2014. Não menos destruidora, Kayla assumiu o posto em 2015, ambas vocalistas souberam segurar a ginga duma onda mais Blues, uma característica sonora da banda que vem a colocando como uma das melhores da atualidade.

Com Uta –

Com Kayla –

Kayla gravou o 5º disco dos WM, a ser lançado no final de maio, mais absurda do que nunca essa guria, puta que pariu! Você ainda pode conferir os outros discos da banda no bandcamp –


Kirsti Huke – Ann-Mari Edvardsen – Kari Rueslåtten – The 3rd And The Mortal – Noruega

Indo por um caminho bem diferente do traçado até aqui, uma banda que já deixou de existir, sua obra é benquista até hoje por aqueles que apreciam o lado mais experimental da música pesada feita em terras nórdicas, é possível até dizer que essa banda foi uma das pioneiras do estilo a ser fronteada por mulher, trazendo o lado mais adocicado da voz feminina a um som gélido, atmosférico, tristonho e amargo.

Com Kari –

Com Ann-Mari –

In This Room marca a transição da banda para algo mais fora do peso do metal, mergulham em suas atmosferas melosas e Ann-Mari ganha mais destaque.

Com Kirsti a coisa muda ainda mais, um lado industrial, pop, ganha cena, mesmo que com aquela tipica frieza das bandas de metal daquela região que se enveredaram por outros confins… solte o som e dance em câmera lenta.

Memoirs foi a última investida sonora da banda, que segue em silêncio até o momento.


Laura Donnelly – King Witch – Escócia

Um quarteto explosivo do norte britânico, a banda foi formada em 2015, porém, seus membros já faziam barulho em outras empreitadas sonoras. King Witch segue pela escola tradicional do Heavy/Doom chuta cus, após um EP, debutaram em fevereiro de 2018. Laura é dona de uma voz potente criada na antiga escola do peso.


Mihaela Žitko – Nina Spruk – Neža Pečan – Ema Babošek (esq – dir) – Mist – Eslovênia

Mist é composta por 5 pessoas, 4 delas são mulheres, as 4 estão batalhando desde 2012 como o seu Doom Metal mergulhado na velha escola, sem frescura, reto e direto. Com uma demo (2013) e um EP (2015), a banda conseguiu um contrato com o selo holandês Soulseller qual irá lançar o debut em junho de 2018, um material contendo 10 faixas do mais puro creme do arrasto sonoro maldito!


 

Encerramos este mergulho por aqui, até o ato IV.

 


G.Z/SUD

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Um comentário sobre “Mulheres na Música Arrastada e Desacelerada – Ato III

  1. Outra audição lenta, mas finalmente terminada:
    The Evil: o que mais dizer de um grupo que abrilhanta ainda mais o heavy metal brasileiro, o doom em particular? Canções realmente sinistras, a voz da garota é de arrepiar;
    Alunah: legal,mas nada de excepcional;
    Besvärjelsen: que pedrada! Música pesada, obscura, climática e todos os clichês mais usados para descrever um doom que nos arrebata. A psicodelia é muito bem posta nas músicas e a voz dessa garota é pura possessão;
    Witch Mountain já é velho conhecido de quem se interessa por metal lento e obscuro cantado por mulheres, bom grupo e a segunda vocalista realmente arregaça!
    Também já conhecia o the 3rd and the mortal, mas nunca dei muita atenção. As músicas que você pôs foram muito bem escolhidas, ilustram didaticamente a transformação do grupo. Stream e Magma têm um clima obscuro que prende a atenção, sons com pouco peso, mas bem envolventes, já a última música postada mostra que a coisa degringolou de vez…
    King Witch: nada de mais, muito derivativo, embora feito com garra;
    Mist: que banda!! que o primeiro petardo detone nossos já danificados cérebros.
    Valeu!

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