RESENHA: Kadavar, Novo Estrago em Terras Paulistanas! – São Paulo, 3/3/2018

A volta do Kadavar em São Paulo, no Fabrique Club, é um ótimo momento para fazer a cabeça (vide a turnê de 2015). Também pudera, estamos falando de Stoner Rock de ótima qualidade, não que a banda se rotule dessa forma, mas a atitude deles é direta e sem frescura, característica do estilo.

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Flyer do evento promovido pela produtora Abraxas

Foram duas bandas de abertura, sendo a primeira os Disaster Cities, banda pesada com influências que vão de Sabbath ao Desert Rock. Nas palavras do vocalista: “Hoje é o nosso segundo show, mas consideramos como o primeiro. Estamos perdendo o cabaço aqui”. Perderam com estilo, amigos! A banda ainda tem o que evoluir, mas começando com o pé direito o progresso é natural. O primeiro play acabou de sair nas mídias digitais, vale o confere!

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Disaster Cities estreando no role

Grindhouse foi um arregaço esperado. No telão muita psicodelia, várias imagens que tiravam a sobriedade como bomba atômica, macaco dançando e umas paradas muito loucas que brisavam bem. E olha que (infelizmente) nem utilizei entorpecentes… Só porrada o som, algumas músicas um pouco HC para o meu gosto, mas bem distorcidas e pesadas. No meio do show o vocalista manda: “Galera, hoje é um dia especial, meu filho de três anos está me assistindo, ali no fundo, pela primeira vez”, momento comovente sem dúvida. A banda tocou sem maiores problemas, com exceção de uma microfonia chata, que surgia de vez em quando, em um dos microfones principais. Mostraram-se bem à vontade no palco, agitaram a galera que, àquela altura, já havia lotado a casa.

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Mancada do DJ neste dia. Entre uma banda e outra ouvíamos Foo Fighters, Queen, Clapton e por aí vai. Achei estranho, mas quando escutei ‘It’s Not Unusual’ quase podia ver o Carlton Banks dançando na frente do Will Smith… Amigão, Rock não é tudo a mesma coisa!

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Uns gringos subiram ao palco, eram os roadies falando alemão. Montaram as paradas e testaram cada instrumento. Quando um deles mandou um “” no famigerado microfone, a porcaria da microfonia veio com tudo. Ele testou, foi até o responsável da mesa para conversar sobre o problema. No fim o volume foi reduzido, prejudicando um pouco o Lupus, vocalista do Kadavar. Paciência, vamos escutá-lo como dá.

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Alguém sabe onde consigo uma camiseta dessas?

Quando o trio Kadavar entra a mãe chora e o filho não vê. Fui empurrado, tomei uns banhos de cerveja e a marola comeu solta. Mandaram a ‘Skeleton Blues’ de abertura e muita gente mostrou quem é de verdade (quase vi uma treta). A capacidade técnica dos caras é impressionante, são profissionais e precisos no que fazem, além de muita presença de palco. Como bons alemães são de pouco papo, só metem o louco e vão direto ao ponto, bom para quem não quer enrolação. A iluminação do show foi boa, para os meus padrões um tanto simples, mas acho que era a proposta deles. Na ‘Into the Wormhole’ o timbre do baixista Dragon puxava para um Doom muito pesado, alto pra caralho, foi melhor do que eu esperava e ouvi antes. Destaque para a ‘Die Baby Die’ do novo álbum onde todos cantaram juntos como um hino. Chegando o fim do show saíram um pouco para tomar um fôlego. Na volta para o bis o baterista Tiger distribui algumas brejas para o público mais próximo, cara gente fina mesmo. O fim da apresentação ficou por conta das músicas ‘Thousand Miles Away From Home’, ‘All Our Thoughts’ e ‘Come Back Life’, que encerrava toda a viagem da noite com chave de ouro. Valeu a pena o show, valeu MESMO. Estive com preguiça de sair de casa no dia, mas o Canhoto me levou para o caminho certo.

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SETLIST

Skeleton Blues

Doomsday Machine

Pale Blue Eyes

Into the Wormhole

Die Baby Die

Living In Your Head

The Old Man

Black Sun

Forgotten Past

Purple Sage

Bis:

Thousand Miles Away From Home

All Our Thoughts

Come Back Life


É isso aí galera, espero que tenham curtido a resenha. Em breve novos shows farão parte desta seção. Abrs! Rogério Klaussner

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