Entrevista: Fallen Idol

Os Fallen Idol permeiam a mente de 3 caras que já vinham fazendo barulho de longa data, após idas e vindas, no início desta década, deram vida à uma nova proposta sonora. Influenciados por Black Sabbath, Candlemass, Cirith Ungol, Paradise Lost, Trouble e Celtic Frost, nos pouco mais de 5 anos de banda eles lançaram 2 discos, e o 3º está a caminho. O baixista Márcio desenrolou melhor algumas questões sobre a banda e assuntos referentes ao rolê, confira na entrevista.

1. Salve Márcio, satisfação ter sua presença aqui na SUD. Inicie esta falando um pouco sobre o surgimento da banda e porquê entraram nessa furada? (haha)

Grande Zombeta! Em primeiro lugar, obrigado mais uma vez pelo convite e pelo espaço! É sempre um imenso prazer estar aqui. Desculpe pela demora na resposta, foi devido ao grande volume de afazeres domésticos… O Fallen Idol é o reinício de um projeto de 25 anos atrás que não saiu do papel. Foi a última tentativa de fazermos heavy metal juntos, pois tivemos alguns outros projetos no meio do caminho, mas ainda faltava a realização de uma banda de heavy metal que tocasse o tipo de música que gostávamos de ouvir e sonhávamos em fazer. Em 2012 nos reunimos novamente, demos esse novo pontapé inicial e lançamos em Janeiro de 2015 o primeiro CD, apenas em formato digital. Com a boa recepção, partimos para o segundo CD, que veio a ser o Seasons of Grief, lançado em Outubro de 2016 nos formatos físico e digital. A aceitação foi ainda melhor, fizemos muitos shows, conhecemos muita gente bacana e cá estamos, já com um disco novo saindo do forno.

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debut auto-intitulado

2. Os 3 membros já trilharam caminhos juntos no passado, creio que isso tenha resultado em algumas composições que ficaram engavetadas, fato que corroborou na produção de 2 discos em 2 anos, procede?

Não, não exatamente. No passado fizemos muitas músicas juntos, incluindo bandas de outros estilos, isso é verdade. Mas a única música dessas levas a entrar num disco do Fallen Idol foi a Forgotten Page, que foi escrita em algum momento entre 1995 e 1997 e veio a fazer parte do primeiro CD. De resto, sempre entregamos músicas novas e ainda temos algum material guardado. Acho que dificilmente haverá motivo para voltarmos àquele material antigo.

3. Ainda sobre os 2 discos lançados, é facilmente notável uma “evolução” entre o debut e o Seasons of Grief, isso se dá ao fato das composições no debut serem mais antigas, ou vocês trabalharam mais na lapidagem a fim de obter um resultado melhor? 

Não tem muito a ver com a idade das músicas e sim com muito ensaio, shows e um trabalho mais focado nos arranjos. Tudo isso somado, evidentemente, ao nosso natural crescimento como músicos e compositores. O primeiro CD é muito rústico e cru, propositalmente. Já no Seasons optamos por uma produção mais limpa e arranjos mais trabalhados. Nosso próximo CD virá com uma produção mais orgânica e um som mais “na cara”. Estamos ansiosos para lançar esse trabalho, curtimos muito fazê-lo.

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4. Afinal de contas, como é ter uma banda que executa um tipo de som muito pouco comum no mundo todo, ainda enfrentar inúmeras barreiras como instrumentos caros, logística, produção ainda amadora em vista dos gringos, ante todos esses percalços, fazer a música que se gosta é por pura satisfação pessoal?

Você mesmo já respondeu a pergunta, notou? Tem tudo isso mesmo, então se não houver a tal satisfação pessoal, a pessoa desiste e vai fazer outra coisa na vida. No nosso caso, todos temos empregos e fontes de renda, de modo que não existe chance de viver da banda, ao contrário, ela só gera gastos e satisfação pessoal.

5. Vocês seguem fazendo shows por aí, tocando ao lado de bandas do rolê mais acelerado, a reação do público quando vocês começam a tocar, qual é? Alguma apresentação em especial, uma como positiva e outra negativa, porque no underground rosas são espinhosas pra caralho. 

Crescemos ouvindo de tudo no rock ou no heavy metal, então pra nós é muito natural tocar com bandas de diferentes estilos e sempre recebemos retorno positivo do público nos shows ou mensagens pelas redes sociais. Eu até prefiro tocar em eventos assim, pois quando são várias bandas, fica chato e repetitivo se todas fizerem o mesmo som. Me entristece o fato de que produtores de shows às vezes deixam de nos convidar para eventos puramente por receio de misturar estilos. É uma estupidez, pois é tudo metal. Sobre momentos positivos, são muitos. Creio que o mais legal é poder dividir o palco com gente talentosíssima, conhecer ótimos músicos e pessoas, incluindo alguns que tocaram em discos que temos em casa desde adolescentes. De negativo, só aqueles shows absolutamente vazios de público que, afinal de contas, fazem parte da vida.

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single – 2018

6. O 3º play tá a caminho, o que nós podemos esperar dessa nova empreitada?

Podem esperar um peso ainda maior, uma produção soberba, arranjos muito trabalhados e, musicalmente, uma evolução natural do Seasons of Grief, sem repeti-lo em nada, entretanto. Esperamos lançar esse trabalho ainda no primeiro semestre de 2018.

7. Recentemente foi lançado um single que estará presente no próximo play, como “bônus” algumas faixas ao vivo, numa delas, “escondido”, um medley com alguns clássicos dos Candlemass, qual foi o motivo disso?

Pra ver quantas pessoas realmente ouviriam e quantas perguntariam a respeito hahahah Aquele cover foi algo feito meio de brincadeira, quem toca guitarra ali é o Ivi Kardec, grande amigo nosso, guitarrista da banda Beyond the Grave e proprietário do estúdio No Limits, onde ensaiamos o Seasons of Grief e gravamos esse novo CD.

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Márcio, Sitta e Ulísses

8. Fallen Idol costuma lançar seus materiais nos formatos digital e físico, é imprescindível que uma banda que queira mostrar o seu som por aí aposte numa divulgação digital, mas o físico ainda tem o seu valor, é um tanto ridículo dizer que ambos formatos travam uma guerra, creio que um complementa o outro, qual a sua visão sobre esse tema? 

Creio que todos os formatos acabam encontrando seu público. Tem gente que compra nossas faixas isoladamente no bandcamp, tem gente que entra em contato pra adquirir os CDs, tem gente que baixa de graça, tem gente que só ouve streaming. Creio que se tivermos um dia a chance de lançar álbuns em vinil ou k7, haverá gente interessada em ter cópias. Enfim, acho que a banda tem que estar em vários lugares e ao alcance do público.

9. Encerramos por aqui, utilize esse espaço pra acrescentar alguma coisa, dizer o que quiser, valeu!

Gostaria apenas de agradecer pelo espaço concedido e parabenizá-lo pela determinação nessa sua luta. Quando falamos na tal satisfação pessoal, eu acredito que você saiba muito bem como a coisa funciona. A todos os que de alguma forma nos apóiam, nosso muito obrigado! Fiquem ligados, pois 2018 será um ano de muitas novidades!

 

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G.Z/SUD

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