A melancolia no Doom Metal, um mergulho nos anos 90 – Parte VIII

1994 – Suécia. Os October Tide são parte do 2º escalão das bandas melosas com algum reconhecimento no underground, são 5 discos até aqui, com direito a um hiato de uma década (1999-2009). O debut fora lançado em 97, forjado no rastro dos Katatonia, com um toque próprio. O disco foi gravado em 95.

O duo fundador Fredrik Norrman (cordas) e Jonas Renkse (bateria e voz) colocam um cara pra dentro pra assumir o vocal, em novembro de 99 o 2º disco é lançado, bem cinza ante o anterior, sem brilho.

A banda entra em hibernação até o despertar em 2009, Jonas não retorna, Fredrik reúne uma nova galera. Quase nada restou daquela pegada mais ríspida, chegam com o 3º play bem polido, soando bonitinho, não tão almofadado quanto os Katatonia. Essa nova cara sonora se repetiria nos próximos 2 discos. Se configure com algum lucro, o vocal gutural foi mantido, coisa rara, mesmo que o som não soe comercial.


1994 – Russia. A melosidade russa e seus lançamentos em K7. Uma década de existência foi o suficiente pro quinteto da capital lançar 4 play. Como sempre, um som caracteristicamente fora do esquadro, seguindo na mão da pegada leste europeu.


1994 – Holanda. Mais uma banda de um disco só, os Crystal Darkness mergulharam forte na melancolia da escola inglesa pra lançar o seu único disco em 1999.


1994 – Holanda. Creio que os Officium Triste também sejam mais conhecidos no meio, uma banda ainda ativa que lançou um single em 2017. Lá no passado, quando começaram a desenrolar o seu som, beirava um Katatonia, porém, a banda sempre teve uma quedinha pelo lado funeralzão da coisa. O tempo os fizeram sucumbir pra algo mais atual, mais enfeitado e bonitinho, a fase atual beira um Draconian, acontece nas melhores famílias.

Todos os discos estão disponíveis no bandcamp deles. Por que as bandas não seguem esse exemplo???


1994 – Rússia. Retornando pra mais um lançamento eslavo em fitinha magnética. Com um único play na conta, lançado em 96, os RaI seguiam pelo lado mais rude e sombrio da coisa, pra quem é chegado em algo mais cru é um pratinho cheinho. Não faço ideia do porquê de ter rolado uma coleta em 2017, não tenho informes dum retorno deles.


1995 – Espanha. Com apenas um play, lançado em 2002, os mano executaram um som todo rebuscado que se pa te lembrará alguma banda brasileira dos anos 90/2000 dessa pegada, tipo um Adagio.


1995 – Portugal. Caraio! Essa banda chegou a ter 8 pessoas, como seguir em frente com tanta gente? O resultado de tantos ofícios foi 3 discos até o fim da 1ª metade da 1ª década do 2º milênio da era falsa. É o lado mais adocicado do rolê em completo movimento, com aquelas pira operística, guitarrinhas ardidas, divirta-se, ou entristeça-se.


1995 – México. Essa muchachada debutou em 1999 e acabou ficando por isso mesmo, bem na veia da pegada latina.


1995 – Holanda. Uma dose mais prafrentex aqui no meio, vocais guturais, rasgados e limpos, atmosfera adocicada, uma receita que rendeu 3 álbuns.


1995 – Turquia. Daquelas bandas sem muita informação, o fato do único play ter sido postado no youtube configura um grande achado, fora a questão da falta de tradição de bandas orientais nessa pegada, outra que irá te lembrar alguma coisa de som nacional, caso você tenha conhecimento das coisas do passado, é claro.

 


 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe! – G.Z – SUD

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.