5 bandas da onda revival pra você sacar – III

Se você acompanha o rolê revival já deve ter sacado que a Suécia é um grande exportador dessa nova onda, não se limita ao hard fumacento 70’s, tem muita coisa do metal 80’s também, aquele país vive um momento explosivo de música velha feita por gente nova, a qualidade, o profissionalismo e, principalmente, a simplicidade das composições são um grande atrativo. Os anos 70 foram marcados por fritações excessivas, “faixas com solos de 20 minutos”, faixas com mais de 20 minutos, um roque muito rebuscado pra se ouvir sentado em silêncio, isso gerou a maior expressão de selvageria e insatisfação numa galera sangue quente que criaria o punk roque, o que rendeu mais uma revolução nesse mundo a parte que é a música pesada. Pois bem, é exatamente isso que acontece com a atual onda revival, principalmente na Suécia, eles aprenderam a misturar aquele roque dourado 70’s com a simplicidade e agressividade do punk roque, mergulham pelo heavy metal dos 80 também, entre o NWOBHM, além do heavy metal do seu próprio país que tinha sua própria maneira, mais melódico (de melodias mesmo, não aquela coisa grudenta), até porquê a música pop sempre reinou por lá, isso acabou influenciando de forma natural essa galera nova. Creio que bandas de todo o mundo deviam prestar mais atenção naquela galera, eles conseguem resgatar aquela música dourada, conseguem aplicar a sua dose de música moderna fechando numa obra interessante de se apreciar. Sei que o revival anda muito batido, exatamente por muitas bandas se portarem como cover de bandas do passado, tudo muito reto e chupado, tentando emular aquele som, o que é impossível, os suecos sacaram isso e aprenderam a lidar com essa questão. É por isso que sempre vai rolar uma banda sueca aqui nessas dicas! Simplicidade e sagacidade, amiguinho, é isso que falta pra muita banda.


Troubled Horse foi fundada em Örebro, em 2003, a formação contava com o que havia sido 75% dos Witchcraft, Ola Henriksson (baixo), seu irmão Jens Henriksson (bateria), John Hoyles (guitarra, fundou os Spiders com sua esposa Ann-Sofie) e o vocalista/guitarrista Martin Heppich. A 1ª manifestação sonora do quarteto foi acontecer em 2010, um single de duas faixas via Crusher Records. Como toda a base musical um dia foi os Witchcraft, não teve como, a sonoridade acabou se tornando um misto entre Graveyard e Witchcraft, um fenômeno interessante de ser observado, a nova onda “influenciando” a nova onda, a voz de Martin é outro fator interessante, parece um misto de Magnus com Joakim Nilsson (vocalistas das bandas citadas) com mais agudo, isso acabou atraindo a atenção da Rise Above, que logo abraçou a causa dos doido. O debut ganha vida em 2012, a sólida parceria da Rise Above com a Metal Blade fez com que o som dos Trouble Horse fosse difundido na América.

De fato o som era mais melódico que o comum, mais garajão, o que não os põe em pé de igualdade com as bandas que se parecem, fama nesse meio requer um pouco de sorte e uma gravadora grande por trás, sem novidade. Lá se vão 5 anos pro 2º disco ser parido, mais polido que o anterior e mais comercial também, a própria banda se auto sacaneia nos video-clipes, só faltava ser um fan-clube dos Graveyard quem os detona, faria mais sentido.


Aqui temos um trio italiano que mergulhou forte na escola inglesa do peso sombrio 70’s, os italianos costumam ser mais secos, digamos, mais tradicionalistas, foi o que aconteceu com o som dos Doctor Cyclops, poucos espaços vagos foram preenchidos com doses modernizadas. Isso é algo perigoso, tanto que a banda seguiu numa linha praticamente reta nos seus 3 discos, uma hora pode saturar, dependendo do intervalo de espaço entre os discos essa situação pode piorar ainda mais, parece que eles tão cagando pra isso e seguem fazendo o que iniciaram em 2007.


Fundada em 2013 pelos irmãos Dolan, em Ohio, os Electric Citizen conseguiram um espaço no rolê sem muito enrosco, contam com 2 discos munidos de um roque visceral e ardido. Laura fronteia a parada, sua voz é única no meio disso tudo, a estranheza de não entender o que ela fala parece ter se tornado um charme na parada, ela investiu na estética feminina, de uma moça comportada pra uma garota que beira a extravagancia (se você confundir o que eu disse com algo relacionado ao machismo, favor ir se tratar imediatamente!). O selo RidingEasy abraçou a causa, lançou seus 2 discos e os fizeram alcançar as vielas do submundo vintage.

Faixa pedrada presente no debut, a faixa título do 2º disco é uma das coisas mais maravilhosas que eu ouvi em 2016.


Voltando pro lado mais fumacento da coisa, fumaça do colo do capiroto. The Wizards nasceu em 2013, oriundos do País Basco, chegando com um som fortemente influenciado por Danzig, mais agressivo e corrosivo do que o costume, o EP de 2014 colocou os mano no jogo.

A debutagem rolou no ano seguinte, um onda mais aliviada e calcada no que se espera costumeiramente duma banda revival, a receita foi mantida no 2º disco, mais cuidado, melhor elaborado.


Retornando a Suécia pra encerrar isso aqui, um quinteto macio forjado na capital em 2014, fronteado por uma mina, com um leve teor teatral, um ar ocultista, a banda ainda não debutou, tão trabalhando nisso, qualidade pra tal feita, fica provado no EP que eles tem.


 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe! – G.Z/SUD

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2 comentários sobre “5 bandas da onda revival pra você sacar – III

  1. Primeiro: esse wordpress tava de rosca! Uns três ou quatro comentários simplesmente não consegui postar, travava. mensagem esquisita. Vamos nessa:
    o Troubled Horse é um típico representante dessa onda sueca de rock retrô e isso é elogio. Músicas grudentas nas melodias e nos timbres de guitarra e voz mais limpos, agudos;
    O italianos do Dr. Cyclops fazem umas paradas estranhas, mudanças de andamento e até de gênero no meio, nem todas as músicas funcionam, algumas desconjuntadas. A música com a Alia O´Brien é bem estranha, por exemplo;
    Sou suspeitíssimo para falar do Electric Citizen: acompanho desde que surgiram nos sites e notícias de rock retrô, ouço sempre, a vocalista é uma das mais poderosas de todo esse rolês, como se entrega à música!!!
    The Wizards tb é velho conhecido de quem acompanha esse rolê regressista, bom grupo;
    O Spiral Skies lembra um pouco o Luciferian Light Orquestra, projeto paralelo do líder do Therion, lembra é muito em alguns trechos… (mas é igualmente bom)

    Curtido por 1 pessoa

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