A influência “gótica” no Doom Metal – Parte IV

1999 – Espanha. Chegando nos anos 2000, as coisas vão mudando de forma, a receita passa a ser incrementada com a cara da época, o que causa muito mais confusão num sub-estilo já bem confuso. O som desses espanhóis é um misto de Katatonia (atual) com Lacrimas Profundere e HIM, debutaram em 2005 e lançaram mais 2 discos após isso, seguem ativos.


2000 – Portugal. Por aqui também temos bandas que só lançaram um play. Esses portuga só debutaram 6 anos após sua formação, um som bem moderno pra época, comercial sem um pingo de vergonha.


2000 – Alemanha. Prafrentex com tecladinho e vocal feminino adocicado, receita infalível, 2 play na conta.


2001 – Itália. Pegando embalo na onda mais Goth/moderna dos Paradise Lost, esses “mama mia” aplicaram uma dose mais metal no som, lá no seu início, apostaram em produção audio-visual também, coragem admirável.

Duas do 2º disco –

Aquela pegada mais révão foi sendo apagada, e no 3º disco, já haviam mergulhado no lado mais Goth da coisa.

Uma mudança na formação ocorre, novo vocalista, a sonoridade também é alterada.

Uma vez mais ocorre uma mudança na formação, o antigo vocalista (responsável pelos 3 primeiros discos) retorna e a sonoridade fica mais azeda, mais obscura.


2001 – Portugal. Quase uma década pra debutar, lá se foram mais 7 anos até o lançamento do 2º disco. A mais pedrada até aqui, por mais que mergulhem na fonte Katatonia/Paradise Lost atual.


2002 – Noruega. Uma banda só de mina (tirando o baterista que é sacudo), com aquele rostinho de escola nórdica, guitarras afiadas, na 1ª década dos 2000 elas lançaram 2 discos, uma produção audio-visual aplicada, elas encerraram as atividades em 2008, mas parece ter voltado em 2015.


2002 – Canadá. Uma banda cvlt no mundo hipster, deveras a mais famosa entre todas as abordadas aqui, nem sempre tocaram música triste de dançar cas parede, no seu início eles eram tipo um Agalloch canadense, mas essa veia mais florestas e gelo ficou apenas no EP de estreia.

A mudança radical ocorreu no debut (2004), agora, com um rostinho de Katatonia e Paradise Lost modernos com alguns resquícios das guitarras gélidas, o finado mentor David Gold, já fazia muito barulho extreminho em seus projetos extreminhos, um deles com um nome ridículo que fez jus ao resto da obra – The Northern Ontario Black Metal Preservation Society, acreditemos ser uma sátira.

O disco seguinte segue numa onda entre o ríspido e o pomposo, a atmosfera gelada segue no meio da bagunça.

O penúltimo escancara o lado bunda mole que ainda não havia aflorado, David aparece como um cosplay hipster de Varg Vikernes, da paz, do bem, da saudação matutina ao sol. da galera do #namastê

O derradeiro trouxe uma pegada ainda mais adocicada, David criou um “hit” grudante de 10 minutos, a “Kiss my Ashes”.

Discos longos pra caralho, isso é perigoso, pode ser muito cansativo, não deixa de ser um ato corajoso. O interessante é ver como a música de David e seus convidados foram sendo lapidadas com o tempo, experimentando modernidades mas mantendo alguma característica de sua ideia inicial. David morreu vítima de um acidente automobilístico em 2011, aos 31 anos, WoY foi encerrado após isso, seria ridículo se continuasse.


2003 – Suíça. Outra banda com mania de disco comprido, uma das poucas a dosar influências dos TON em seu som, soa com Jack Frost também, apesar dos 15 anos de caminhada, contam apenas com 2 discos na conta.


2003 – Turquia. Aquela melosidade que chega a escorrer das caixas de som, pra você que curte um lance mais pratrasex é um prato cheio.


2005 – Portugal. Na teoria seria um duo, na prática, uma one-man-band, isso porque um cara cuida apenas da composição das letras e o outro, do resto. Não tão desconhecido no meio, seguindo um caminho mais próximo dos Draconian/Katatonia, qualquer coisa nesse sentido, são 3 discos na jornada até aqui.


 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe! – G.Z/SUD

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