A melancolia no Doom Metal, um mergulho nos anos 90 – Parte V

Todas as bandas abordadas nesta parte iniciaram seu rolê em 1992, por isso, destacarei apenas o país.


Holanda. Essa galera dosou legal o lado rude com a parte mais adocicada, chega a soar torto em certos momentos.


Argentina. Podreragem melosa feita pelos hermanitos na fita, meteram o loco fazendo uso da sua língua pátria.


Alemanha. Começaram bailando pelo lado mais parrudo e logo se renderam ao som que tinha mais cara da nova onda da época.


República Tcheca. Dois discos bem caprichados na breve jornada desses tchecos, um som frio, característico, pra dançar agarradinho.


EUA. Mergulharam na fonte da escola inglesa para produzir seus 2 discos. O vocal do mano ficaria bem encaixado numa banda de funeralzão, até que tem algo no meio disso.


Espanha. Com um rostinho da onda mais prafrentex da época, essa galera conseguiu perdurar pelos anos 90 e capengar pr’um derradeiro disco nos anos 2000, parece que foi reativada em 2015.


Suécia. No som desses mano parece ter rolado um equilíbrio entre as influências do rolê nórdico e do inglês, aquelas guitarras melódicas características dos novos vikings bunda mole. O único disco deles é bem massa, bem característico da época, nostálgico.


Irlanda. Daquelas bandas que apesar de terem iniciado nos 90, capengaram pra caralho até estrear. Porém, os M. B. passaram pela 1ª década dos 2000 bem produtivos, seguem até o momento bem ativos, são 6 discos pr’uma banda que tinha tudo pra não vingar. Representam uma nova escola do rolê, carrega toda a incúria dos antigos, porém, fizeram uso duma sonoridade mais polida, utilizaram os avanços tecnológicos que tinham ao alcance, seu debut trouxe 3 tipos de vozes (esses entrelaçar de vozes diferenciadas se tornaria uma marca registrada), além disso, a maioria dos seus discos são extremamente longos, com mais de uma hora, um deles, Formless de 2013 extrapolou os 80 minutos duma mídia, o que os fizeram lançar apenas uma música em outro cd, tornando um “disco duplo”, ainda mais, mesmo que sejam longos, são no máximo 6 faixas por disco.

Com o tempo, o som da banda foi sendo incorporado pelo rolê funeral, servindo de base para essa nova geração de bandas.

A partir daqui, a banda cai de cabeça numa onda mais desesperadora.


EUA. Novembers Doom é tipo um primo pobre dos Katatonia, por vezes tentou ser como o primo branco do olho azul com caixinhos dourados. Claro que essa banda nem faz frente aos suecos em questão de fama, mas é incrível o quanto também acataram a mesmice após discos mais originais.

Os dois discos lançados nos anos 90 já não eram coisa manjada, mas tinham sustância, o debut d 95 ainda fazia o que era feito no início dos 90, faziam um som que tinha mais do detão estadunidense do que influências das bandas do “panteão”. De fato, o disco seguinte começou a moldar o que seria a sonoridade atual, mas era diferente pra época, isso tinha um certo charme.

O 3º disco vai na contramão do que já havia sido feito, sabe-se lá por qual rumo eles pretendiam seguir, tem doido pra tudo. Foi no 4º disco, ainda que de forma rústica, que enfim encontraram o seu som, com o tempo, seria cada vez mais polido e repetitivo, pior, quase um cover mal feito dos Katatonia.


Holanda. Encerrando com um play pirado, mais uma galera que não foi além de apenas um disco em sua caminhada.


 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe! G.Z/SUD

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