Death/Doom Metal: a escola bruta – Parte II

1988 – Alemanha. Mandando um som mais direto, sem rodeios, chegaram a gravar um split com os Agathocles (91) um ano antes de lançar o 1º disco. Em pouco tempo, o som sofreu uma certa maturação, o 2º disco nasce em 95, já com um rostinho de Death Metal melódico rústico, foi o fim.


1989 – EUA. Seguindo o tradicional pouco tempo de vida, após duas demos, o debut dos A.S. ganha vida em 92, nada mais a acrescentar. Em 2014 foi lançada uma coleta trazendo as duas demos. A capa do debut é bem loca, podre como exigia o detão da época, um dos zumbis me lembrou o Nicko dos Maiden.


1989 – EUA. O som desses mano é uma chupação total dos Celtic Frost com corpinho de anos 90, timidamente ousaram alguma experimentação, o timbre de bateria ganha um puta destaque, todo o trampo do batuque é evidenciado. Lembro quando eu comecei a mergulhar nesse submundo (2ª metade dos 2000), acabei topando essa banda, o debut deles foi prensado algumas vezes até 2011, inclusive a Nuclear Blast foi responsável por uma dessas novas prensagens, o que provavelmente, trouxe o som da banda pra perto da superfície, naquela época, quem vagava por blogs de download deve ter topado com eles. A banda acabou em 1992.


1989 – Australia. Um quarteto a fim de experimentar um som mais seboso e amargo, que demo horrível de estreia, meus parabéns caso você curtir! Sem sombra de dúvidas, uma das bandas que começaram a fazer música feia desacelerada, talvez sejam influência até hoje para essas bandas descoladas compostas por filhinhos da mamãe que, cansados de serem paparicados, se rebelaram fazendo música ruim que os amigos dizem que curtem só pra não magoa-los.

Com o lançamento do EP, eles criam um pouco de vergonha na cara, souberam aliar sua pegada torta com o lado bruto.

No único disco que eles lançaram, mergulham no detão bruto, sem abandonar o lado torto e dissonoro. A banda abandonou o logo que tinham para usar uma espécie de logomarca, creio que nos quinto do submundo esse símbolo seja icônico.

A banda morreu ainda em 93, no início dos 2010, 2 membros das formação original deram início num projeto, chegaram com os 2 pé, uma onda mais brutal, de longe, algum resgate do passado…


1989 – Holanda. Um pouco de pancadaria pra ver se você perde o sono!

Mais uma banda do time das que lançaram apenas um disco, até tentaram seguir com outra banda numa onda detão puro, mas não vingou.


1989 – Holanda. Continuando pelo país das putas na vitrine ❤ – com mais um pouco de pancadaria.

Sei lá porque diabos lembrei dos Cancer, até Vital Remains (old), o som dos holandeses parece conter uma pitada de escola estadunidense. Eles tentaram um retorno em 2000, lançaram um EP mas ficou por isso mesmo.


1990 – Inglaterra. Como uma banda que se preze, estes ingleses lançaram algumas demos mal gravadas, tinha até um gostinho de Paradise Lost na fase das demos. Mais uma com apenas um disco lançado.

O disco deles deveria ser considerado pelas bandas atuais que se metem a fazer esse tipo de som, é a pura magia podre noventista em movimento, um disco aula.


1990 – Portugal. Vejam só, um dos raros momentos em que os “ora poisxxx” aparecem por aqui.

Em 95, os portuga mostram o que tinham pra oferecer num disco quase adocicado, riffs que me lembraram a escola grega. Após isso, a banda seguiu agonizando durante 20 anos, lançaram duas demos até chegarem no 2º disco.


1990 – Suíça. Banda que contou com o 1º baterista dos Samael, seguindo a onda do “fracasso”, ficaram apenas num disco. No meio da bagunça é possível notar alguma coisa dos Samael (daquele tempo) no som, deveras tenham sido influenciados mesmo.


1990 – Holanda. De volta ao país dos moinhos e da erva legalizada. Um som rude, beirando o burro é a pegada inicial, no (uma vez mais) único disco foi adicionada uma pitada de açúcar, nada que embelezasse a obra.

A banda se desfez após o debut, retornaram em 2010 e lançaram um EP em 2015, mantiveram sua pegada primordial.


 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe! – G.Z/SUD

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2 comentários sobre “Death/Doom Metal: a escola bruta – Parte II

  1. O rolê por essa matéria tá bem no começo, muito ainda a ouvir, mas vamos lá:
    Lunatic Invasion – o primeiro play é bem interessante; perfeito equilíbrio entre o death e o doom, na minha modesta opiniçao. Ouvi esse play em algum momento das eternas peregrinações pelo metal e tinha esquecido dele, bom disco.
    Accidental Suicide – essas demos toscas têm seu charme, como tem. Som derivativo, nada marcante, o play via na mesma toada, muito retão e seco.
    Winter – ouvi somente a demo, me soou bem familiar(ou será que lembrou outras inúmeras chupações e Celtic Frost, encontradas rolês metálicos afora?). Mostraram algum potencial, após ouvir o play, dou o veredicto. Mais uma vez, valeu pelo site.

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  2. Mais audições:
    O álbum do Winter começa bem, umas sonoridades que apontam para algo próprio, daí desanda e o espírito ‘frostiano’ baixa de vez;
    Esses tais australianos( não tô com saco de escrever aquele nome longo): ô demo ruim, ô banda ruinzaça!!! O vocal é simplesmente patético. Mas o álbum é de uma diferença abissal na produção,timbres, até tem umas ideias legais, uns climas macabros, mas o vocal põe tudo a perder. Uma tranqueira que merece ficar esquecida, enfim;
    Mourning – mais do mesmo;
    Mystic Charm – idem;
    Sobre o Decomposed: você afirmou que esse disco deveria ser uma aula para quem se mete a fazer death/doom podre, pois arrisco dizer que muitas bandas do gênero ouviram sim atentamente esse disco, bem interessante, um tanto tosco demais, mas base para muito do que veio depois nessa seara.

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