A psicodelia no Doom Metal – Parte V

Chegamos ao fim desta empreitada pelo mundo derretido da lerdice sonora, fiquem com umas bandas novatas que tão torando pau.


201? – Austrália. Um quarteto que chegou estralando com o seu disco de estreia, 6 faixas com muita ginga, passeando por décadas idas, adicionaram um peso com um rostinho do atual momento.


201? – Noruega. Sem informação sobre o ano de fundação nem de quem compõe a banda, sabe-se apenas que a banda (ou seria um cara só?) é oriunda da capital norueguesa. A sonoridade é algo já bem explorado, mas dá o play no EP aí que vale o tempo.


2015 – Indonésia. No país em que traficante de drogas paga com a vida, 4 garotos meteram o loko na vibe derretida, um EP de 6 faixas que flerta legal um som lerdo ardido com um lance revival recheado com brisas.


201? – EUA. Mais um quarteto adepto do torto policromado, o som desses caras tem um lance diferenciado, uma guitarra um tanto gótica anos 80, de resto, aquele mergulho no revival.


2015 – Finlândia. Uma one-man-band aqui na fita… já no ano de criação, Rami H. lançou um EP afã de mostrar pro rolê qual era a sua, em 2017 ele debutou com um play de 5 faixas. O lek também atua numa banda de Heavy Metal 80’s revival chamada Nightstryke.


2016 – Suécia. O ano de 2017 serviu para que esse quarteto lançasse 2 EPs causando um certo burburinho no rolê europeu, além da sonoridade rústica característica, o som é tipo a fase mais molenga e suave (sem deixar de ser trevosa) dos Electric Wizard, e claro, apostaram numa estética visual também, nada muito apelativa, aquele pretinho básico e Satan no coração.


2016 – EUA. Ei amiguinho, é hora de acender aquele incenso vagabundo e tóxico, a “vela”, ficar em pose de lotus e escrever “namastê” no feice com uma foto sua meditando ouvindo o som dessa banda. Os lek já chegaram debutando, 10 faixas pra te entortar o juízo rumo ao caminho da iluminação, ou de qualquer outra droga que você acredite.


201? – EUA. Atmosfera bem doida dessa banda, uma voz feminina que casou bem com o som, ao contrário do costumeiro, as faixas não são longas.


2016 – Noruega. Mais 4 garotos iniciados no lado fritado da lerdice, o sabbathismo comeu solto no debut dos lek.


2017 – Alemanha. Um duo que executa um som pirado, o mais diferenciado entre os abordados até aqui, na onda dos caras tem espaço pro lado extremo do Metal, uma onda tipo manthra que intercala com gutural e resgado, lembrou até a fase atual dos Rotting Christ.


Tem muito sangue novo mandando esse tipo de som que não é nada tradicional, e pelo visto, mais doidos se arriscarão, estaremos acompanhando.

 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe! – G.Z/SUD

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2 comentários sobre “A psicodelia no Doom Metal – Parte V

  1. O que foi degustado dessa seleção:
    Rezn – doideira pura, as faixas longas e bem viajantes lembraram Zaum;
    Petrichor – confesso: larguei na metada, soou chato e sem ‘sustância’, a voz da mina começou a incomodar ( e olha que tenho fraco enorme por vozes femininas);
    Alastor – lerdeza, peso, clima macabro,voz retumbante que comanda a missa negra com perfeição, tudo muito bem executado e encaixado, tão bom que o clima ‘ já ouvi isso antes’, não atrapalhou, pois lembra muito mesmo Electric Wizard;
    Mound – a banda menos ‘lerdona’ das ouvidas, com elementos de heavy metal mais ‘tradicional’ fortes, muito bom!

    Curtido por 1 pessoa

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