Heavy/Doom Metal, a arte de chutar cus! – Parte V

Tive que “desativar” esta jornada a fim de se dedicar ao curso que estava realizando, tudo nos conformes, é hora de retornar aos recantos empoeirados da SUD. Chegamos à última parte sobre o Heavy/Doom, na real, estamos chegando ao fim de tudo, me refiro aos sub-estilos que foram/são abordados aqui. Para este 2018, pretendo realizar mais entrevistas, mergulhar em pesquisas sobre bandas de extrema importância pr’este rolê, claro que só o tempo dirá, dependerá de ânimo e Vontade.


2013 – Suécia. Leif Edling resolve iniciar um novo projeto, com uma sonoridade um tanto diferente da dos Candlemass. De início, os Avatarium me pareceram um Purple com mais peso, modernidade, e claro, uma mulher cantando, um voz absurda. Indo pro pessoal… gostei do debut, nada de absurdo, mas parece que a banda foi se desgastando, a sonoridade se tornou muito limada, melosa de mais, eu sei lá… só sei que não me desce mais. Leif parece estar nos bastidores da criação, não se apresenta ao vivo, coisa que vem fazendo nos Candlemass, cara esquisito. Avatarium já conta com 3 discos lançados e um contratinho com a Nuclear Blast.

Uma faixa do debut de 2013 – https://www.youtube.com/watch?v=GWuGTYiQs8U

Nos outros 2 discos, rolou um forte investimento em clipes e faixas baladas, abaixo, uma faixa do 2º disco de 2015.

Uma do disco de 2017 mostrando no que a banda se tornou –


2014 – Finlândia. Uma banda que faria a galera do “lacre” gozar pelo cu, não pelo som, mas pelo seu batismo; SAPATA. É bem provável que a banda não faça ideia do que esse termo signifique para nós e, eu não faço a minima ideia do que isso quer dizer. O quarteto embarca numa onda interessante, a voz da mina até lembra a dos Avantarium, mas aqui o som é mais rude, cortante, gelado. O disco de estreia não segue em linha reta, mas também não é tão torto.

Essa é cabulosa –


2014 – Canadá. E com a próxima banda retornamos aos riffs punhetas, aos confins dos anos 80 com corpinho de 2010. Os mano contam com 2 EPs até o momento.


2014 – Itália. Os “mama mia” sempre devem marcar presença por aqui. Como sempre, uma áurea de mofo púrpura, uma mergulhadinha no revival 70’s, passando pelo révão 80’s calcado no gingado lerdo da coisa. O debut dos lek parece ter sido bem aceito na Europa. Se não te lembrar Uncle Acid e Bloody Hammers, sei lá viu…


2014 – Alemanha. Saca aqueles cara que já tocou/toca em várias bandas e nutre um fogo no cu insaciável por fazer música? Então, é o caso desse duo, soa tipo; “ei, Doom Metal tá na moda por aqui”. Então eles pegam sua capacidade e transformam em algo moderno, com um estética clichê e acertam a mão no que se meteram.


201? – Grupo losangelense fronteado por uma mina que alopra na sua função, voz parruda de quem mata boi no soco. Com apenas um EP de 4 faixas na praça, se pa eles ainda estejam ativos.


2016 – Suécia. Os ventos gelados voltam pra soprar nesse seu ouvido leproso o som desse quarteto, outra banda que caminha ao seu modo pelo 70/80 aliando uma dose moderna ao seu som.


2016 – Inglaterra. Jogando no time da onda de ficção científica, um som marretado, grande cuidado com a capa do EP.


201? – EUA. Muita gente na banda, deveria sair algo mais empolgante, pra quem curte um som chocho é um prato cheio.


2016 – EUA. Um trio formado por caras experientes em bandas do underground estadunidense, eles resolveram apostar nessa onda, o resultado você confere no debut deles.


Estarei acompanhando o que acontece nesse rolê, conforme for, voltaremos a falar sobre esse sub-estilo. Até lá.

 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe! – G.Z/SUD

2 comentários sobre “Heavy/Doom Metal, a arte de chutar cus! – Parte V

  1. Opinião rápida e rasteira sobre alguns grupos desse rolê pelo heavy/doom:
    The Ossuary – os italianos sempre mandando bem.O som dos caras é um equilíbrio perfeito entre a lerdeza pesadona do doom e o tom épico típico do heavy dos 80´s, e o vocal é grande responsável por isso. Bandaça.
    Vampyromorpha – só a primeira faixa convenceu, o resto gritado e retão demais.
    Sisters ov the black moon – a mina realmente ‘é do mal’, som mais doomzão que metal, a primeira e a última faixa são as melhores.
    Starlight Ritual – quase inteiramente revival do heavy épico dos 80´s, nas guitars, vocal. Bom, mas nada marcante.
    Avatarium – já tinha ouvido os discos. Essa melosidade que você apontou no trampo mais recente deles pode ser por causa das origens da vocalista, que veio do jazz. Para o medíocre gosto deste eclético, agrada bastante. Moonhorse, do debut, é fodaça.
    Interessante, esses especiais sobre grupos que adicionam ‘metal tradicional’, ‘oitentista’ ou ‘épico’ ( bem, essas três vertentes se confundem um tanto) ao doom deixam claro que frequentemente o resultado quase descamba para um heavy metal mais puro, se é que tal porra existe.
    Mais uma vez, valeu mesmo pelo trampo para nos mostrar o que rola nos porões macabros mundo afora.

    Curtido por 1 pessoa

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