A psicodelia no Doom Metal – Parte III

2012 – Portugal. Indicado para quem é chegado no lado mais rústico da coisa, uma banda que ainda não debutou, lançaram uma coleta reunindo o pouco material que possuem, nele é possível notar uma lapidagem no decorrer do som. Meteram o loko com um cover dos Darkthrone.


2012 – Inglaterra. Junção duma galera fortemente ativa em outras escolas da música lerda, resolveram mandar um som voltado ao passado, além dos dotes psicodélicos, o Rock progressivo também se faz presente. Em 2014, lançaram 2 discos, o 3º nasceu 2 anos depois.


2012 – EUA. Uma banda que chegou causando e rapidamente se perdeu na braquiara (termo caipira pra braquiária – um capim alto, isso quer dizer, desaparecer). Deixaram um EP fortemente recheado, é bem a cara do boom revival da canhotagem (me refiro ao capiroto, tá?!), clichê até o último pentelho anal, porém, pegou muita gente de jeito na época… curte Blood Ceremony, Jex Thoth e afins? Então dá o play.


2013 – Finlândia. Ciência, ficção, assuntos abstratos, músicas compridas, experimentalismos, fortes doses de Post-Rock, se você se identificou com tudo isso, é só fazer a mente.


2013 – Itália. O azedume quando topa o modernismo produz umas crias como esta, com apenas uma demo na praça, um som bem amador, é aquela coisa feia com uma puta cara de hipster.


2013 – Canadá. Uma banda, provavelmente, mais conhecida, rolou até uma resenha aqui (não lembro qual foi o disco), aquela onda zen imersa no som, faixas longas, o 2º play conta com duas em 20 minutos cada, é um som pra você chapar, atingir o nirvana e dar um tiro na cara ❤


2013 – EUA. Fruto da mente duma mina alucinada, bruxaria, vela preta, erotismo, aqueles sample de filme de sempre, atmosfera tenebrosa, grossura nos riffs, as vezes parece trilha sonora de jogos da Sega, aqueles mais darkão… o debut será lançado em 2017.


2013 – EUA. Outra banda que conheci no boom do revival, logo chamaram a atenção do rolê gringo e o pau torou, rodaram pelos states e Europa, não vejo muita diferença entre os 2 discos, não sou fluente em inglês, mas acho que a mina que canta mete o loko no idioma, entendo porra nenhuma, pra quem curte Paul Chain, não tenho moral pra falar mal do assunto. O som é bem visceral, mergulhado nos 70, em ambas estéticas. Uma banda padrão da onda revival que chuta bundas.


201? – EUA. Retornamos à onda mais moderna, riffs e marteladas, aquela banda que só é ‘psicodélica’ porque o mano meteu um reverb na voz, na real, o som em questão é bem voltado ao Stoner/Doom reto e direto.


2014 – Alemanha. Quer coisa mais psicodélica do que por uma abelha em um fundo de nuvens numa capa de disco??? O puro creme da modernidade, uma bela tentativa de contrastar riffs quase sebosos com palhetadas de banda indie, uma voz açucarada pra complementar, caso você tenha 30 anos e tenha sido criado na teta do Metal carrancudo tradicional, as chances de você torcer o nariz, são altíssimas.


 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe – G.Z/SUD

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Um comentário sobre “A psicodelia no Doom Metal – Parte III

  1. Rapaz, que piração o Zaum. Místico, viajante, macabro. Se permite a ousadia, esse som sim deveria ser chamado de ‘new age music’… das trevas e da chapação! Lembra em alguns momentos os mestres do Wounded Kings e a influência do krautrock mais doido é nítida.
    Cosmic Eve é um pouco mais do mesmo, mas muito bem feito.

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