O Doom Metal épico – Parte III

É hora de encerrar o mergulho nas batalhas, fantasias e lamentos épicos em forma de música desacelerada, como eu comentei lá no início deste artigo, poucas bandas se aventuraram nessa feita, é provável que tantas poucas mais se aventurarão, faz parte, um universo tão rico de possibilidades sonoras que o Doom Metal propõe, há espaço para tantos outros experimentalismos, para todos os gostos.


2008 – Polônia. Membros que preferem o anonimato, porém, rumores dizem que são caras envolvidos numa banda chamada Monasterium (que é posterior aos Evangelist). Com temas que vão de R.E Howard (criador do Conan), Lovecraft à cristianismo, a sonoridade é cortante, um baixo pulsante pra caralho, voz copiosa, todos os componentes necessários estão presentes.


2008 – Alemanha. Uma banda que findou suas atividades, deixou 3 discos, uma sonoridade bem alinhada aos Candlemass/Solitude Aeturnus, o debut é mais rústico em relação ao 2º disco, que apresenta uma melhor lapidação. O 3º disco apresenta algo de mais moderno, além de contar com fortes doses da escola chorona (Doom/Death meloso dos 90). Por fim, no percurso de toda a obra da banda, é possível notar pitadas de música oriental, algo que também remete ao conteúdo lírico.


2010 – França. Banda formada por membros dos Fatum Elisum, na antiga banda, mandavam um Doom/Death chorão que flertavam com a sonoridade mais tradicional, a sonoridade nos Forsaken P. é mais rústica, áspera, debutaram em 2014.


2011 – Chile. Creio que o país mais voltado ao clássico na América do Sul seja o Chile, você já deve ter sacado uma pa de banda de lá que passou por aqui, a qualidade e a profunda reverência aos Antigos Mestres é mágica, e é exatamente isso o que acontece com o Ancient, cantado na língua pátria deles, guitarras dobradas em toneladas de peso, chega a ser um absurdo só terem um EP na conta.


2011 – Grécia. Solitude Aeturnus é a palavra, menos o vocal que tá bem longe do Mestre Lowe. A banda conta com 2 discos, fiéis a receita primordial.

Uma do 2º –


2012 – Suécia. Uma das poucas bandas desse rolê que causou um certo burburinho mundo a fora, completamente mergulhados na escola dos Candlemass, lembrando até Avatarium, os lek soam como a continuidade do que se esperava dos Candlemass. Não é a toa que eles assinaram com a gigante Metal Blade Records. Os discos lançados seguem a risca a sua receita inicial.


2013 – EUA. Um projeto paralelo do baixista dos Sinister Realm (que figurou por aqui num artigo sobre o Heavy/Doom), o duo deixou uma demo e um EP até se dissiparem em 2017, a sonoridade é calcada na daquele quinteto sueco, que, creio não precisar dizer quem são, né?!


2013 – EUA. Essa lembra ainda mais os Avatarium, mais melodioso que o de costume, uma atmosfera epopeica, bate até aquele vento de batalha no seu rosto, porém, nada tão manowarzeiro. O debut não foi muito bem polido, nada que atrapalhe a obra.


2014 – Inglaterra. Ainda não contabilizados 3 anos de existência, esta banda conta com 2 discos lançados, a sonoridade é rústica, um tanto azeda, uma meiota entre Pagan Altar e Candlemass, o mano que cantou no debut saiu fora, o fundador e guitarrista Vince Hempstead (sua voz lembra de longe o finado Mestre Terry Jones – Pagan Altar), tirando esse fator, a receita primordial segue inalterada. A grande vacilação é como foram disponibilizadas as faixas no bandcamp, com apenas 40 segundos cada, se você acabar curtindo a banda, vai ter que se virar pra ouvir na integra, boa sorte.


2016 – Irlanda. Projeto duma galera envolvida com umas bandas do rolê desacelerado, apresentam uma nova cara pro som, com uma timbragem pós-90, que se tornou típica nas bandas do rolê lerdo chorão, de longe, lembra Warning/40 Watt Sun/Pallbearer com um pé afundado na pegada épica 80’s, isso soa bem estranho, não é? Pois é!


2017 – Suécia. Outra banda que não exita em fazer uso de timbragens mais modernas, fique atento ao que essas cordas executam, é provável que isso se torne corriqueiro a partir daqui, o vocal não foge do comum, é um som ríspido, caótico, uma atmosfera realmente cortante.


Manterei a vigilância, como sempre, se caso algum dia eu tope uma quantidade de bandas que rendam a parte IV deste artigo, o farei sem pestanejar!


 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe – G.Z/SUD

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