A continuidade do Doom Metal clássico, um mergulho no sub-mundo – Ato IV, 10’s – Parte I

Chegamos a reta final deste puta mergulho no mundo da música maldita, incrivelmente, notaremos uma elevada alta na criação de bandas, a história se repete; dificuldades em lançar um full, bandas com pouco material, bandas que mesmo novas já deixaram de existir, como já dito, o maior fenômeno a ser notado a partir daqui é o maior número de bandas em relação as décadas passadas, mesmo que seja um número pífio em relação aos outros estilos mais apetecíveis ao público em geral. Creio que este Ato renderá 9 partes, toparemos com variáveis formas sonoras no sentido lerdo da coisa, inclusive a modernidade, não no sentido de comercial, e sim, numa nova abordagem sonora, tecnológica (modo de gravação, equipamentos e até timbragens), ainda gozando de toda a liberdade que o estilo lhe oferece, mergulhem!


2010 – Alemanha. Pentagramatico até o talo! Este quinteto conta com apenas uma demo (2011) e um EP (2015), além das fortes influências da banda já citada, umas doses a lá Witchfinder General e Pagan Altar são notadas.


2010 – Suécia. Uma banda que durou apenas 4 anos e nos deixou um EP, um som carrancudo, fazendo jus a escola nórdica.


2010 – Inglaterra. O azedume inglês transbordando, riffs lerdos e o peso intenso, reza a lenda que a banda não existe mais, alguns membros continuam no caminho lerdo, porém, mais pro lado funeralzão da coisa. Deixaram um EP e um full.


2010 – Alemanha. Uma banda que confere o que eu comentei a respeito da modernidade. Uma bateria escancaradamente eletrônica, não tenho informações precisas, mas é bem provável que eles gravem num homestudio. O experimentalismo também pode ser observado, o EP de estreia é o mais torto, no debut, se aproximam do mais clássico, ainda que conte com um vocal que se aproxime do gutural, já no single de 2016, um som que parece até um cover d’alguma banda obscura dos 70/80, um refrão marcante pra caralho, é como ouvir outra banda, a meteção de loco come solta aqui.


2010 – Canadá. Entre os anos de 2011 a 2014, este quarteto lançou um EP por ano, sua música apresenta uma outra abordagem, com doses de Post-Metal (algo que vem se tornando comum nessa nova onda), riffs e uma atmosfera fria que remete ao rolê nórdico, em 2017, eles lançam o debut, com uma atmosfera mais oriental e introspectiva, é uma banda que mostra uma nova faceta da música lerda.


2010 – Chile. Com uma demo (2010) contendo 7 faixas, este projeto dum ex-membro dos Mourners Lament, traz uma sonoridade obscura, melancólica, transitando pela escola estadunidense e pela nórdica, após um tempo em hiato, retornam com um EP com 3 inéditas.


2010 – EUA. Atmosfera estranha, sinistra, bucólica, rústico, uma voz feminina por vezes suplicante, por vezes ritualística, temas de cunho ocultista… é essa a receita que você topará nos 2 discos deste trio.


2010 – EUA. Talvez a banda mais conhecida das abordadas nesta parte. Doomzão direto e reto, marretado, obscuro e desolador, até o momento, foram 2 discos lançados, entre splits, etc…


2010 – Noruega. Um trio que pegou crista na onda do revival 70’s, aplicou mais peso e desacelerou o bang, o resultado foi traduzido em uma demo, um EP e o debut que você confere abaixo.


2010 – Itália. Não é nenhuma novidade que os “mama mia” tenham um costume diferenciado, caso você tenha sacado tantas bandas daquele país que já passaram por aqui, deve ter percebido que aquele povo curte deixar a sua marca registrada no som que mandam, o trio que encerra esta 1ª parte não ficou de fora disso. O som chegou a me lembrar um disco dos (também italianos) Mortuary Drape, uma banda alemã chamada Valborg e até Rotting Christ, é um som torto, quebrado, estranho, e por aí vai…


 

Que Coffin Joe vos abençoe – G.Z/SUD

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3 comentários sobre “A continuidade do Doom Metal clássico, um mergulho no sub-mundo – Ato IV, 10’s – Parte I

  1. Acabei de ouvir Occultation. Realmente, sinistro, bucólico e estranho. A voz feminina não se rende aos clichês que infestam vocais femininos no gênero.
    Acompanho o blog há anos e nunca postei comentários… Bem, é hora, para parabenizar. Afirmo há tempos que o doom e o stoner foram dominados por uma mesmice infinita: é grupo copiando grupo atrás de outros grupos se copiando e tantos outros se limitando a repetir o que o Black Sabbath fez, mas seu blog é o antítodo: seus especiais infindáveis sempre contêm obscuridades que renovam o interesse pela música maldita.
    também curto muito o tom informal, de ‘papo de boteco de rock’, com que escreve as postagens.
    parabéns e vida longa ao blog.

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    1. valeu mano, eu tento o máximo fugir dessa coisa mastigada que sempre nos foi empurrada, por isso que resolvi criar esses artigos, além de galgar pelo sub-mundo do sub-mundo, de falar de igual pra igual, de apreciador pra apreciador do som, e mostrar que existe muito mais coisas além da superfície, que é preciso cavar… obrigado por acompanhar o blog e pelo retorno, continue seguindo que vem muito mais pela frente, valeu memo!

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