A continuidade do Doom Metal clássico, um mergulho no sub-mundo – Ato III, anos 2000 – Parte V

2008 – França. Quando eu comecei uma aventura mais aprofundada no mundo da música lerda e azeda, eu criei um grupo no facebook chamado “Doom, Be Doomed, or Fuck Off”, eu tirei esse nome do único disco deste trio da terra dos adoradores de queijo. Rústico, visceral, chutando cus por onde passa, é um dos discos mais fodas do sub-mundo do sub-mundo da lerdice. Reza a lenda que o 2º tava no esquema, mas os caras nem curtiram o resultado e engavetaram a obra, aguardemos o retorno.


2008 – Inglaterra. O batismo dessa banda é oriundo duma faixa dos Bedemon – Serpent Venom. Não espere uma escola chupada estadunidense em movimento, os mano vão bem mais além, investem severamente no peso, aquele vocal macio que já se tornou típico das bandas voltadas ao clássico, riffs macabros, um baixo que te martela a mente junto dos batuque quebrado. Nesta quase 1ª década de existência, foram lançados; uma demo e 2 discos. Caso você seja chegado em Sabbath, Vitus, Pentagram, etc… é praticamente impossível você não pirar nesse som, caso você não seja chegado em nenhuma dessas bandas, pode fazer o favor de cair fora daqui, este não é o seu lugar, vaza! Xô!


2008 – EUA. Ao dar o play no único disco dessa banda, você sente uma certa pegada jovial, é a escola estadunidense em ação, mas, existe algo mais que torna o som um tanto diferenciado, riffs cavalgados, limpos, andamento simples, nada de alopração, é um culto aos antigos modos em se fazer música lerda que chuta cus. A banda encerrou as suas atividades em 2016. Abaixo, o debut e uma coleta de sons antigos.


2009 – Hungria. Banda com membros das já abordadas aqui – Mood e Wall of Sleep, a sonoridade é diversificada, mesmo que não fuja da proposta, o debut passeia pelos anos 70, pelo Stoner Rock, Heavy Metal e até doses groovadas são notadas. O segundo é um disco mais rápido e pesado, o EP traz guitarras mais agudas, melodiosas, um outro diferencial é o vocal, aquela voz presa, pra dentro, pode-se dizer que o som dos mano tem a sua própria cara.


2009 – Bulgária. Carrancudo é palavra, atmosfera cabulosa e obscura, quase épica, te fará lembrar claramente da escola mais rústica dos escandinavos, essa é a receita usada nos 2 discos deste trio.


2009 – EUA. Este trio texano iniciou sua jornada numa outra banda que já abordei aqui, os Well of Souls, ao se desligarem, formaram o Project Armageddon. A sonoridade é rústica, é macabra, eles adotaram essa vibe nos 3 discos, a mudança de gênero de Adam Hollada para Doomstress Alexis modificou a sua voz, ela também toca baixo. O 2º disco é mais lerdo, mais marretado e estupidamente mais pesado que o anterior, esse peso continua no disco seguinte, que leva doses de uma certa melancolia em seu decorrer, ainda é preciso destacar as doses de Stoner Rock. Creio que essa banda seja a 1ª a ter uma pessoa trans em sua formação, e, pelo o que eu acompanho aqui de longe, a banda é muito respeitada, não tenho conhecimento de alguma situação preconceituosa a respeito dessa feita. Alexis tem um projeto paralelo chamado Doomstress, um som mais voltado ao Stoner/Doom, deixarei aqui um som da banda.


2009 – Finlândia. O gelo retorna com um som que te faz cerrar o punho e ranger os dentes, apesar das duas guitarras na formação, é o baixo que te espanca o juízo. Com um disco lançado em 2014, creio eu que a banda esteja ativa.


2009 – Suécia. A escola nórdica em movimento, guitarras afiadíssimas, lento pra caralho, barulhento ao mesmo tempo, um vocal mais torto que o comum, vai do cavernoso ao épico (favor não confundir com gutural). Após algumas demos e um EP, a debutagem ocorre em 2013, um play que te arrasta ao mesmo tempo que te rasga o cérebro. O seguinte ganha vida dali 2 anos, a receita continua a mesma, fato que você pode conferir abaixo.


2009 – EUA. Um trio com um som rústico, por vezes melódico, por vezes barulhento, envolto numa pegada mais suja, uma receita que lhes renderam 2 discos, um live no Roadburn 2015, entre outros materiais. Em 2017, a banda resolveu encerrar suas atividades.


2009 – Alemanha. Doses e mais doses de melancolia, tanto das cordas e cozinha quanto da voz, aquela coisa meio que sofrida, saca?! Em vista do 2º disco, o debut destes alemães é apenas bom. Uma música amadurecida, bem lapidada, um peso que te fere a alma e, obviamente, a melancolia continua presente.


Chegamos ao fim das bandas iniciadas em 2000, faremos um mergulho ainda maior, agora, com as bandas oriundas da 2ª década do 2º milênio da era vulgar. Até lá.


 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe – G.Z/SUD

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