O Doom Metal épico – Parte I

Creio eu que, quando se fala em Doom Metal épico, no mínimo, um Candlemass vem a mente, talvez seguido dos Solitude Aeturnus. Esse sub-produto do Doom Metal é pouco executado, tendo em vista seus mais de 30 anos de existência, poucas bandas se aventuraram nessa pegada. Como sempre, sem uma receita específica nos temas abordados, vai de batalhas, medievalismo, condição humana, fantasias, etc… até a religiosidade. A musicalidade deve seguir um padrão específico, vocais mais agudos típicos do Heavy Metal melodioso, uma aura medieval, uma atmosfera num misto entre obscuridade e melancolia, riffs cortantes, cavalgados e obviamente, pesados pra caralho. As poucas dezenas de bandas que existiram/existem serão abordadas nesta nova jornada, ainda farei uma matéria especial falando sobre a jornada dos Candlemass + Solitude Aeturnus. Mergulhem.


1988 – Suécia. Em sua 1ª investida, os Sorcerer não conseguiram desenrolar legal a sua música, foram apenas duas demos até o desativamento em 1992. O baixista e fundador Johnny Hagel foi passar uma temporada com os Tiamat, mantendo os Sorcerer adormecidos. John Perez (fundador dos Solitude Aeturnus) compilou as duas demos e lançou o material em 95 via seu selo – Brainticket Rec., essa parada se repete em 2004, desta vez, um selo grego chamado Eat Metal compilou e lançou as demos. Em 2010, Hagel dá ideia em Anders Engberg (vocalista que se juntou à banda em 1989 e gravou as demos), sobre retornar as atividades, Anders topa, recrutam uns sangue novo e finalmente debutam em 2015. Um possível acúmulo de material faz com que ainda em 2015, eles lancem um EP.

Coleta com as duas demos.

O debut.

O EP.


1990 – Itália. O único rastro deixado por essa banda é um disco lançado em 2001, impressionam pela atmosfera abismal. Apenas mais uma entre tantas outras que surgiram e desapareceram.


1990 – Inglaterra. Essa banda deveras seja a mais conhecida além dos 2 monstros que citei lá no início. Banhados pela típica pegada mais melosa dos ingleses, diria até que foram mais influenciados por Solitude do que Candlemass. A banda tem uma atividade quase tão parada quanto o seu som, contam com apenas 2 discos, porém, os anos 90 foram produtivos se a questão for demos, isso fez com que lançassem 4 compilações, a banda segue ativa e o mais recente manifesto foi uma demo de 2016. A banda nunca conseguiu manter um vocalista fixo, os 2 discos contam com vocalistas diferentes, nenhum deles deram sequência, ao todo, foram 7 caras, o mais recente, Paul Kearns, segue com eles desde 2011, por fim, o único membro original é o guitarrista Richard M. Walker. Os caras foram legais e liberaram boa parte de sua discografia no bandcamp, aproveite.

Debut de 1994.

Disco de 98.

A demo mais recente, continuam na mesma receita.


1991 – Suécia. Forlorn é o que precedeu os Isole, banda que foi oficialmente fundada em 2004. Diferente da jornada com o Isole, os Forlorn ficaram apenas no mundo das demos, resumindo seus 13 anos de existência. Isole conta com uma discografia mais rica, com o tempo, seus membros criaram uma outra banda banda chamada Ereb Altor (um Viking Metal), essas duas bandas começaram a se confundir, falarei sobre os Isole mais especificamente em um outro momento.


1991 – Malta. Malta é uma amontoado de terra ao sul da Itália, lá é realizado o Malta Doom Metal Festival, realizado desde 2009, conta com atrações locais, além de bandas de outros lugares do globo, nem sempre, especificamente Doom Metal, os brasileiros Mythological Cold Towers passaram por lá em 2016. Os caras do Forsaken estão metidos em outras bandas também, um país com nem 0,5 milhão de habitantes, tudo deve ser reutilizado. A sonoridade inicial dos Forsaken se aproximava mais dos Trouble e Pentagram, com o tempo foram transformando isso, foram apostando mais no lado épico da coisa, vai conferindo a discografia pra entender melhor.

Debut de 1997 –

É iniciada a transição –

Transição completada –


1993 – Russia. Os russos são mais chegados numa parada bem melosa, costumo dizer que é a terra do funeral doom, surgiram muitas bandas nos idos de 2000 quando o boom daquelas bandas que misturavam música gótica, doses modernas e doomzera por lá, porém, uma banda que deixou um disco de muita importância durou nem 4 anos. Os Scald deixaram apenas um play para a posteridade, o ano de 97 marca o fim da banda em função da morte do vocalista Maxim “Agyl” Andrianov, isso fez com que o curtíssimo legado da banda se tornasse ainda mais respeitoso. O play é simplesmente uma aula em seus 64 minutos.


1997 – EUA. Essa banda é praticamente um tributo autoral aos Solitude Aeturnus, a influência é absurdamente gritante, além disso, também são texanos. Apesar dos 20 anos de estrada, apenas 2 discos foram lançados. Pra variar, eles não facilitaram a nossa vida em sacar o som duma forma mais completa.


1997 – Itália. Chegamos numa banda manowarzeira. Nos 20 anos de jornada, foram 5 discos lançados, foram lapidando melhor o som com o tempo sem deixar de seguir sua receita primordial. Os membros tocam em várias outras bandas que vão do Viking Metal ao progressivo.

Debut de 99 –


1999 – Alemanha. Outra banda que foi pro lado mais meloso da coisa, além de jogar no time das que só lançaram um disco. Encerraram as atividades em 2005, após o lançamento do debut.


Chegamos ao fim desta 1ª parte de 3 partes, qualquer dia desses, será dada continuidade nessa jornada. Até lá.


 

Qeu Coffin Joe vos abençoe – G.Z/SUD

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