A continuidade do Doom Metal clássico, um mergulho no sub-mundo – Ato III, anos 2000 – Parte I

Nos restam pouco mais de uma década e meia para ser explorada, veremos que a criação de bandas segue um movimento crescente, o velho estigma da produção de material mais lenta que o som permanecerá firme e forte. É hora de mergulhar no que rolou na 1ª década do 21º século da Era Vulgar, já que o mundo não acabou.


2000 – Finlândia. 3 caras vindos da escola Punk resolvem desacelerar e abaixar a afinação, o início dessa brincadeira terminaria em 6 demos, material que precedeu o debut de 2006 – The Womb of the Earth.

Fall of the Idols, até o momento, é a única banda que usa 3 guitarras que eu tenho notícia, em muitas faixas, a 3ª funciona como se fosse um teclado, criando certas atmosferas específicas. O próximo disco é lançado 2 anos depois, um play cansadão, riffs da escola épica mesclados com os da viking, parado até o talo.

Os anos seguintes são marcados por splits e uma coleta.

Em 2012, nasce o mais recente disco da banda, melhor lapidado, fiel à lerdice, ao azedume e aos riffs cortantes. Vesa K. (um dos fundadores, baixista/vocalista) disse numa entrevista que a banda possui material prum disco novo e que esse seria o derradeiro, encerrando as atividades de criação e se dedicando à apresentações ao vivo esporádicas.


2000 – EUA. Visceralidade e feiura define esse trio que lançou 2 discos e sumiu no mapa. Segue uma faixa de cada disco – 2002/2006.


2001 – Austrália. Pra quem é chegado numas bizarrice, essa banda é o canal, na real, essa one-man-band, fruto da mente de Dave Slave, a discografia conta com 2 discos e mais alguns materiais menores. O maluco investiu nuns videoclip simplão, toscão e loco, o som é brisa também.

A escola desse maluco é baseada no metal extremo, ele foi um dos fundadores duma das bandas mais respeitadas do rolê Death/Black australiano, os Sadistik Exekution, tipo um Sarcófago da terra dos canguru.


2001 – Espanha. Glow era uma banda paralela dos Autumnal (uma banda mais antiga com uma proposta voltada ao rolê chorão), com a intenção de investir no clássico, os caras gravaram 2 discos e encerraram as atividades para retornar com a Autumnal, um rebosteio da porra, faz parte. A escola que eles escolheram foi a americana, cumpriram a tarefa com classe.

Clipe duma faixa do debut –

2º e último disco na íntegra –

Autumnal só foi debutar após o encerramento dos Glow e o retorno de suas atividades, é simplesmente outro mundo musical, por mais que venham da mesma matriz sonora –


2001 – Peru. Reino Ermitaño vai além do ano de sua formação, tanto os que passaram quanto os que ainda perduram na banda vem da escola peruana dos arrastados, passaram por bandas que não vingaram, com esse porém, fica fácil de desenvolver uma parada foda, não é a toa que a banda conta com 5 discos lançados, rolês pela europa. Além da banda jogar no time das fronteada por mulheres, optaram por cantarem em sua língua pátria, as letras te levam pr’uma viagem pelo complexo intelecto humano regado a magia e rituais, a sonoridade passeia pelos 70/80/90 sem vacilação.

Debut – 2003 –

3º disco – 2008 – já com uma cara mais atual, timbragem wizardiana, a faixa que abre esse disco te deixará arrepiado do começo ao fim –

4º disco – 2012 – investiram em músicas mais compridas.

Em 2014, um play mais enxuto, mais reto, curto e direto, riffs com uma dose melosa –


2001 – Suécia. Um quarteto que deixou duas demos, um split e o debut e encerraram a jornada em 2012. Um som simples, clássico, com um vocal voltado ao rolê épico.


2002 – EUA. Trio sabbathico que vivei seu ápice entre os anos de 2002/2006, tempo suficiente pra lançarem 2 discos. Naqueles tempos, creio eu, a proposta sonora dos caras ainda encontrava muito mato, esse terreno fértil que temos hoje era ilusão, saca!? É provável que essa foi uma das questões para o fim da banda. Quase 8 anos depois, o trio retorna, percebendo que chegou a hora deles, ainda sob os cuidados do já tradicional selo especializado no underground do revival Twin Earth Rec., a banda vai renascendo com alguns splits, um live e um EP. Os lek seguem firme em sua receita e, quem sabe, logo menos sai mais um disco…

Debut de 2003 relançado em formato digital.

2º disco – 2006.

Marcando o retorno da banda.


2003 – EUA. Outra banda com uma discografia (até que) extensa, escola americana em movimento, sangrando os Sabbath sem dó nem piedade. Lá se vão 5 discos…

Debut de 2006.

O seguinte – 2007.

Mais um – 2008 –  a partir desse a banda passa a seguir com menos pressa.

2011. Começam a cair pro lado mais seboso, após o famigerado boom wizardiano.

Voltam os olhos pros 70 em seu mais recente play.


2003 – Itália. Banda fundada por membros da parada Black Land (falei sobre essa banda numa matéria especial sobre o rolê obscuro italiano), diferente da proposta dos Black Land e, de certa forma, com um pé fora da escolinha do espaguete, esses mano preferiram dar uma sabbathizada no som, não ficaram estagnados, foram se modernizando com o tempo, acompanhando os avanços tecnológicos, questões que ficam nítidas de play pra play, a sonoridade se mantém fiel à proposta original.

Discografia em ordem crescente cronológica.

O play em que eles saem um tico fora da curva, com riffs mais cortantes, timbres mais modernos.


2003 – EUA. Mais uma daquelas bandas que passaram pelo rolê sem deixar muita coisa, ficou um disco pra contar história com seus 74 fucking minutos chapantes, com letras baseadas nas obras de Tolkien misturadas com mitologia hindu, dá lhe suruba!


2004 – Portugal. A terra dos “hora poisxxx” pintando por aqui, outro país com pouca tradição nos desacelerado. A galera dessa banda se aventurou/aventura por outras bandas nessa pegada, sempre prezando pelo lado clássico/crú da coisa. Dawnrider conta com 3 discos lançados entre outros… vários splits…

Play mais recente, som com uma outra identidade, ainda clássica, porém, mais cortante, um outro vocalista com uma voz que casou bonito com o som.


200? – Espanha. Retornando ao país das touradas pra falar dessa galera azeda que deixou só um disco na praça e foram seguir outros poréns musicais, sujeitos envolvidos com outros tipos de sebosidade, entre eles, o Tas, aquele mano com a cara tatuada que participou dos Wizard, gravou o baixo no Black Masses, nos Great Coven, ele assumiu a bateria.


Eis o fim da 1ª investida no universo lerdo dos anos 2000, tentarei dividir este ato em 5 partes, o que resultará numa caralhada de banda.


 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe – G.Z/SUD

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