A continuidade do Doom Metal clássico, um mergulho no sub-mundo – Ato II, 90’s – Parte II

Eis a 2ª de 3 partes deste Ato II, muita coisa reta e estranha, mergulhe.


93 – Alemanha. Dreaming é uma banda com pouca coisa disponível, sabe-se que lançaram 2 discos e um live, sendo a sua 1ª manifestação, exortada numa demo de 94. Encontrei apenas uma faixa do debut, lançado em 99 – Tý Volœý –

Ainda em 99, eles lançam um live, depois, mergulham num silêncio de quase 7 anos para retornarem com o 2º disco, retornaram ao silêncio após isso. O disco abaixo é o 2º, fica bem explícito que o lance dos caras era a velha escola americana, parece até um tributo autoral.

Na real, tirando o baterista, Thomas Schulz (v/bass) e Sandro Uhlmann (guitar) se envolveram com outras bandas, Sandro se manteve até o fim numa banda de Sludge/Doom chamada Subversion (não encontrei nada da banda pra por aqui), a banda se findou em 2004. Em 2000, Thomas juntou mais uns caras e se aventurou com uma outra banda, chamada Weed in the Head, essa banda durou apenas 4 anos, produziu duas demos e um split. Thomas decide desenrolar outra banda, chama uns caras do Weed in the Head e dá vida aos Petrified, mais uma banda que segue aos trancos e barrancos quase inexpressiva, lançam duas demos e um single de duas (último material lançado – 2013). Incrível mesmo é não encontrar nada deles, talvez, uma amostra do quão despretensioso é a música pros caras, ou seria o excesso de lesadeira da erva, sei lá, só que tem uns mano que tá cagando pra tudo. Encontrei um live deles, se liga –


93 – Hungria. 1ª banda da terra dos meus ancestrais a figurarem por aqui. Mood tem uma história legal, foram se desdobrando em outras bandas com o tempo, seguindo pelo lado lerdo da força. Em 95 nasce a 1ª demo deles seguida pelo debut lançado no ano seguinte, discípulos da escola americana e dos Sabbath, esse é o molde do 1º play.

Ainda em 96, sai uma demo, em 97, o 2º disco. Ouvir esse play, é impossível imaginar que se trata de uma banda da Hungria, a capa sugere a vida dos caras no interior –

Os mano segue a milhão, um split em 98 precede o 3º disco lançado em 99. A receita permanece inabalável, cuidaram melhor da lapidação, ficou com uma ginga mais chapada –

Os caras retornam em 2001 com o 4º disco. Resolvem dar uma passeada na lisergia dos 70, nada do que trombamos hoje, só aquela dosada na velha receita, saindo um tiquinho só fora curva.

A banda mergulha no limbo, se cala, em 2007, sai um DVD com uma apresentação gravada em 2001. Rumores surgiram que a banda se reuniria em 2015 pr’uma tour europeia, isso foi desmentido pela própria banda, que ainda frisou que os Mood estão mortos até o momento.

Sándor (g), Ferenc (bass) e Gábor (voz), fundaram no ano de 2001, uma banda chamada Wall of Sleep, nessa empreitada, a ideia era de mandar um Stoner/Doom brisado. Ferenc fica na banda até 2004, Gábor sai em 2009, apenas Sándor continua seguindo. WoS conta com 5 discos lançados e permanece ativa, o tempo foi moldando o som da banda. Saca uma faixa do debut –

Essa do disco de 2007 mostra uma cara mais melosa –

Faixa do disco de 2010 com outro vocalista, mais moderno, mais Stoner’n’Roll –

Mudança de vocalista novamente, duas faixas do disco mais recente – 2014 –

Ainda surgiram duas bandas de Doom Metal com o término das atividades dos Mood; Stereochrist e Magma Rise, mas, só irei desenrolar sobre essas bandas na hora que for conveniente, quando chegarmos aos anos 2000.


93 – Suécia. Essa banda tinha tudo pra seguir a escola nórdica, que nada, tocaram o foda-se e foram beber na fonte dos americanos com doses cathedralísticas, a banda contou com uns caras que tocaram/tocam em bandas como Therion, Entombed, Benediction, Destroyer 666, etc… A discografia conta com 2 discos lançados em 96 e 97, em 2016, um disco gravado em 99 e engavetado ganha vida, fechando a discografia oficial da banda. Ah, a banda segue desativada.

Algumas faixas do debut – 96 –

2º disco na íntegra –

O disco engavetado que foi lançado em 96, os caras seguiram fiéis à proposta inicial, quase um Saint Vitus atual  –

Coincidentemente, existe uma outra banda sueca com esse nome, uns caras do rolê revival.


93 – México. Essa banda ficou por um Ep e um disco marcada no rolê. Como o nome da banda sugere, seria ridículo se eles não mandassem um som sabbathico. Iniciam a jornada com um EP em 93, debutam em 97 e encerraram as atividades. Essa banda joga no time das fronteadas por mulheres, um voz macia e chapada da Gaby de la O.

Uma faixa do EP –

Um live duma faixa presente no debut –

Algumas faixas do debut –


94 – Alemanha. Sangue, Suor, Lágrimas é o que quer dizer o nome dessa banda de Hamburgo – Blut, Schweiß, Tränen. Apesar de ter sido ativada em 94, só em 2000 nasce o 1º EP. Um diferencial dessa banda é o fato de terem adotado sua língua pátria em todos os discos.

Dali 9 anos um novo EP ganha vida, munido de 3 faixas e um som mais sóbrio, melhor encaminhado, voltado ao peso e à lerdice.

Enfim, debutam em 2013, desta vez, se inspiraram nos riffs congelantes da escola nórdica.


94 – EUA. Mais uma banda que nem bem chegou e já vazou, deixaram um disco gravado em 94, composto por 10 faixas, um som esquisitão, uma bateria abafada muito saliente, uma tentativa de imitar o Mestre King Diamond, um som bem pirado, fora de mão, fazendo jus ao nome da banda.


94 – EUA. Las Cruces encarna fielmente o espírito desacelerado dos states e dos anos 90, o vocalista faz lembrar do Kenny Hickey (dos finado TON), aquela ginga latina, geral da banda tem descendência mexicana, o nome da banda é relacionado a 2ª cidade mais populosa do México. Os caras descabaçaram com um debut de 9 faixas em 96, músicas sem enrolação fechando com 35 minutos de duração.

Em 98 o 2º disco é lançado, Mark Zamarron adota uma voz mais próxima do Grunge, lembra Tool também, a guitarra é dobrada, assim como o peso. Lembro quando eu era pivete, um chegado descolou esse disco e colocava num buteco (interior de SP) pra rolar enquanto a gente jogava um bilhar, tomando um quente, já lesado pela erva, há época eu pirava mais numas podrera extrema, mas, achava do caraio esse disco, e é!

Em 2001 sai uma demo com 3 faixas e a banda mergulha num silêncio.

Silêncio que é quebrado em 2010 com o 3º disco, recheado com 12 faixas, seguindo a mesma receita de sempre. A banda permanece imersa em silêncio novamente.


94 – Suécia. Como você pode ter notado até aqui, o teclado não é um instrumento muito usual nessa pegada de som, essa galera soube usar esses artifícios, essa banda acabou me lembrando de Ghost à bandas italianas (justamente pelos italianos abusarem dessas atmosferas). Em 95 lançam um demo, em 97 debutam com um discaço que você confere na íntegra –

Em 99 nasce o derradeiro, a receita segue inabalável e não se sabe mais sobre que fim levou esses caras.


95 – Itália. Falando em Itália e tecladinhos… pode-se dizer que a ideia dessa banda se formou em meados dos 90, porém, só debutariam em 2004, um play que é a escola italiana em movimento, aliás, já reparou o quanto os tutti-buona-gente são fiéis aos seus antigos mestres? Por fim, optaram por cantar em língua pátria.

O 2º disco nasce 7 anos depois, com mais peso, com mais doses setentistas, imerso em ocultismo e filmes de horror, segue alguma faixas do disco –

A mais recente notícia da banda é de 2013, via o lançamento dum split, no mais, seguem em silêncio. L’Impero delle Ombre é fruto da mente de Giovanni Cardellino, ele compõe todo o material e recruta uma galera pra gravar e pra se apresentar ao vivo. Giovanni passou por outras duas bandas que desenrolarei mais adiante.


95 – EUA. É hora de voltar pr’um lugar mais próximo de Jesus, que tal, no colinho? Pale Divine é mais uma banda da galerinha do bem made in terra do tio Trump. O corre deles descabaça com uma demo de 97, sabbathico até o talo e um certo azedume.

Debutam dali 4 anos com um play todo brisadão, coverizaram uma faixa dos Pentagram.

Em 2004, o 2º disco é lançado, desta vez, um cover dos Candlemass –

Mais 3 anos se passam pro 3º disco ganhar vida, lançado via Shadow King Rec., foram adicionados altos bonus, esse vocalista (guitarrista também) curte metamorfosear a sua voz.

Lá se vão mais 5 anos até o mais recente disco ganhar forma, tradicional até o talo.


96 – Alemanha. Cold Embrace, com um nome desses, já vem aquela impressão de ser uma banda bem melosa ou até, um funeralzão bem travado, não é o caso dessa banda, o debut traz um pouco dessa veia pré-melosa, nada de extrapolado. O maior investimento foi por parte do peso e marretação, outra banda que quando você escuta, não tem como negar ser dos anos 90. Foram duas demos (97 e 98) até debutarem em 99 com este disco –

O disco seguinte abandona a pegada do debut e mergulha em algo mais épico, a formação é reduzida e o guitarrista e fundador da banda assume o vocal.

Em 2003, um EP mais atmosférico, chega a lembrar os finados Agalloch. Um silêncio de 12 anos é quebrado com o lançamento duma coleta em 2015, contendo o EP de 2003 e umas faixas não lançadas.


96 – México. Essa banda tem uma história interessante, resolveram peitar organizações cristãs e quase perderam a cabeça por isso, tanto que os 3 caras mantêm suas identidades ocultas. A pira dos caras era tocar ao vivo e tocar o terror, só lançaram um disco em 2001, após o fim da banda, um período que durou de 96 a 98… usavam até uma voz sampleada, uma atmosfera carnicenta, é um Brujeria em câmera lenta.


Chegamos ao fim da 2ª parte deste rolê pelos anos 90, a próxima parte encerrará o Ato II, entraremos no século XXI em seguida. Até lá.


 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe – G.Z/SUD

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