The Evil – quarteto belorizontino lança o seu debut

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Made by Doom Maniacs for Doom Maniacs!!!” – Bandas que usam esse tipo de mensagem curta e direta sobre a sua musicalidade tendem a serem destroçadoras de crânios, é aquela coisa amarga de anos idos, aquele cerne dos antigos, aquela coisa que caracteriza a música pesada como algo na contramão de tudo, aquilo que só entende quem é, quem sabe, quem comunga fielmente e dedica a sua vida ao culto maldito.

Lembro quando me passaram uma prévia desses caras, eram 4 músicas numa pré-mix (as 4 estão presentes no debut), eu já havia ficado em polvorosa por conta dum pequeno trecho dum live deles, 4 seres trajando mortalhas, máscaras, executando uma sonoridade que ainda não havia topado em bandas aqui no país, fronteado por uma mulher com um vocal absurdo, operístico e que acabou me lembrando outra banda que amo de mais; The Devil’s fucking Blood, os caras me ganharam sem fazer nenhum esforço.

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The Evil funciona como uma esponja que absorve toda a desgraça causada pela complexidade da espécie humana, se aprofunda na alma destruidora, assassina, corrupta e corruptível, nas amarras, nos meios escravatórios que estamos estonteantemente pré-dispostos a sermos vitimados, e, no meio disso, odes e mais odes ao Anjo Caído e toda sua incúria.

A sonoridade em si, costumo dizer que é a banda mais embaçada do rolê, o som é azedo, os graves são elevados ao estilo Electric Wizard, mas, eles vão muito além disso, apesar do disco ser bem inclinado ao Stoner/Doom, por inúmeras vezes você topa com doses diferentes, riffs que lembram a escola lerda nórdica, o Death Metal tradicional, atmosferas mais modernas mesmo que no sentido obscuro da coisa, eles mostram, já, na sua estréia o quanto são experientes e o quanto sabem muito bem onde estão se metendo, honrando aquele lema citado lá no começo.

Se os integrantes abusam da teatralidade em suas vestes, é de praxe que usem pseudônimos:

Miss Allien – Screams

Theophylactus – Bass Fuzz

Iossif – Distortions

Saenger – Percussions

Essa é a tétrade que escancara a crueldade humana, que abre nossas feridas com riffs, marteladas e vozes cortantes, seu primeiro disco auto-intitulado, contém um intro mais 6 faixas beirando os 50 minutos de culto macabro. Outro ato na contramão do atual rolê é a capa, a face oculta dos quatro membros numa montagem simples, num momento em que o apelo artístico as vezes fala mais alto do que a própria sonoridade, os The Evil descartam essa ideia, provavelmente, pela única e exclusiva intensão de esmagar nossas almas com a sua música maldita, esse velho espírito mostra uma vez mais o quanto esses caras são experientes e entendem das coisas. Total reverência!!!

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Que Coffin Joe vos amaldiçoe! – G. Z.

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