SUD news: Dirty Grave, Wounded Giant, Demon Head, Valborg, Arc of Ascent

A SUD news traz 5 lançamentos destroçadores de crânios paridos no mês de abril. Aperte o play sem dó nem piedade.



Dirty Grave – So Fall and Crawl Away – Independente

Começando pelos Dirty Grave, banda do interior de SP, capitaneada pelo meu querido Mark Rainbow. O play vem com duas faixas inéditas que estarão presentes no debut, encerrando com um live da “Unholy Son”, original do 1º EP. A sonoridade continua absurdamente fiel a proposta inicial, Tradicional Doom Fucking Metal reto e sem firula, abençoado por Saint Vitus, Pentagram e Sabbath.

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Wounded Giant – Vae Victis – STB Records

Após 4 anos do seu play de estréia, esse trio de Seattle chega ao seu 2º disco, um play carrancudo e sacana ao mesmo tempo, não é à toa que escolheram o mago Rasputin pra figurar a capa do play. São 6 faixas cabulosas, fiquei de cara com o trampo da bateria, rolos, repicadas e pedal duplo martelando a mente, as cordas afiadas até o talo, uma voz, diria até, ‘adolescentizada’, no clipe dos caras fica nítido que o lance deles, acima de tudo, talvez, seja o de se divertir e tirar onda, tão no caminho certo!


Demon Head – Thunder On The Fields – The Sign Records (LP & CD) – 

Caligari Records (K7)

Além de jogarem no time da nova geração pró-anos-setenta, o som desse quinteto dinamarquês me soa como um Graveyard e Witchcraft (em suas fases mais ‘pesadas’), com uma pitada de Pentagram, selando com uma envolvente aura sinistra e gélida. Thunder… é o 2º disco da banda, mais lapidado do que o debut, diria que, suas músicas foram melhor pensadas também, saíram um tanto daquele clichê do revival, se tornaram mais direto ao ponto. Na moral, um puta play munido de 7 faixas. Os meninos são bem comprometidos com a arte visual, soltaram 3 ‘clipes’ mesclando produção própria com video montagem (um recurso que já se tornou típico).


Valborg – Endstrand – Lupus Lounge/Prophecy Prods.

Caindo pra Alemanha rumo ao som torto e amargo dos Valborg. Iniciada a jornada em 2002, uma banda que nunca seguiu uma cartilha, um som feito pra incomodar, por vezes, se aventuram pelo lado mais Death Metal, por outras, algo mais melancólico, doses de Black Metal, Doom Metal e Goth Rock são fáceis de captar. No caso desse 6º disco, eles retornam ao Death Metal crú, carregado de resíduos Avant-Garde, além duma raiva cantada em alemão, isso deixou o play com mais cara de rude. São 13 faixas, nenhuma delas ultrapassa os 5 minutos, um play digno dos anos 90.


Arc of Ascent – Realms of the Metaphysical – Independente

Pegue o incenso e ajoelhe-se ante a sua estátua de Buda feita dum gesso bem vagabundo. Apesar da capa escandalosamente Thelemica, esse trio neo-zelandês é adepto daquela vibe space intergaláctica, nada prejudicial ao som, eles souberam dosar essas aspirações com o clássico Stoner/Doom reto e sem firula. Neste 3º disco, a banda segue sua receita primordial, um play totalmente mais do mesmo, porém, de completa mão acertada, 6 faixas que vão te pregar facinho, facinho… por vezes, ouço doses de Kyuss nesse disco…


Espero que tenham feito a cabeça com essas bandas, caso não tenham, fodam-se!

 

Que Coffin Joe vos amaldiçoe! – Zombetero/SUD

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