REVIEW: Telekinetic Yeti – “Abominable” (2017)

teleki

(thanks to Dan Hutchison and Sump Pump Records for the stuff!)

(review por Matheus Jacques)


TELEKINETIC YETI – “Abominable

Tracklisting:

1.Abominable
2.Electronaut
3.Stoned And Feathered
4.Colossus
5.Lightbearer
6.Apophis
7.Beneath The Black Sun
8.Himalayan Hymn

Qual é o inúmero ideal? Dois? Três? Cinco? Quantos músicos são necessários para desenvolver uma sonoridade capaz de arrancar uma árvore do solo, de riscar os céus com o mais puro poder sônico emanando de seis cordas ou de um kit de bateria? Cada caso é um caso, e em cada um deles uma mecânica de trabalho pode funcionar perfeitamente de acordo com o número de integrantes em uma banda. Tivemos (e ainda temos) power trios quase sobrenaturais ao longo da história da música. Cream, Rush, Motorhead e ELP, por exemplo.

Por outro lado, vários quartetos marcaram seus nomes através das décadas de igual forma, estabelecendo seus legados de forma incontestável. Rolling Stones. Led Zeppelin. Black Sabbath. E outros. Mas e o que dizer então dos duos ? Bom, aí a coisa já muda um pouco de figura e caminha mais numa linha “podemos contar com os dedos das mãos”. Temos alguns representando de forma bem interessante esse tipo de formação, alguns famosos como White Stripes e Black Keys, outros um pouco menos renomados mas igualmente ou ainda mais interessantes como o duo de sludge punk VAILS, do País de Gales. E a esse modesto, porem cativante panteão já se pode somar um nome que demonstra ter uma bagagem robusta e convincente o bastante para não ser esquecido, e talvez muito mais: Telekinetic Yeti.

No duo de Iowa, Anthony Dreyer se encarrega do kit de bateria com resoluta convicção e um poderio de bateria anti-aérea. Já Alex Baumann é a pessoa responsável pela emanação grave e arrastada proveniente das seis cordas e pelas vociferações que por vezes se aproximam fortemente do Sludge e se assemelham a Neil Fallon da banda Clutch, mas guardando a proporção de um caminhão em suas vocalizações rasgadas. Nesse seu trabalho de estréia “Abominable”,  os caras entregam uma sonoridade de alto calibre e grande poderio sonoro que transita entre elementos nem sempre fáceis de classificar, o que proporciona uma experiência sonora atrativa e de alto nível. Pode-se dizer que a base de seu som, a sustenção dessa casa, é o pareamento de um Stoner Rock encorpado e volumoso com  um Doom Metal com nuances lisérgicas latentes. Mas é possível ressaltar elementos que se diferenciam, remetendo a caminhos como o Sludge e o Metal Progressivo. Tudo muito bem alicerçado por riffs mastodônticos que chicoteiam o ar e parecem querer devorar tudo ao redor. Já o trabalho das baquetas por cortesia de Anthony Dreyer apresenta uma linha bastante original e habilidosa, providenciando andamentos que buscam se afastar de uma linha previsível e conferem bastante autenticidade ao som da banda.

Entre as faixas que se destacam nesse excelente trabalho: “Electronaut”, onde os riffs são despejados sem pudor e são como pregos sendo cravados por marretas nos ouvidos, com o compasso sempre bem executado de bateria conferindo um massacre sonoro desalinhado e caótico; “Stoned And Feathered” com seu desenrolar mais dinâmico, deslizando como uma avalanche por cima de um chão coberto de vidro e com Anthony Dreyer entregando suas melhores e mais participativas intervenções vocais somadas a uma torrente de ótimos riffs; as absurdas e gigânticas “Lightbearer” e “Beneath the Black Sun”, também se destacando como fonte quase inesgotável de incríveis riffs e atmosferas igualmente opressivas e atraentes; e a minha favorita, que se destaca por andar  paralelamente entre o caminho mais macio e melódico e o mais denso: “Colossus”,  um ponto alto absoluto do trabalho.

Telekinetic Yeti deixa uma ótima impressão com seu álbum “Abominable” pela Sump Pump Records,  mostrando que dois podem fazer o trabalho e o barulho de três, quatro ou cinco. Que venham. E mais que isso, talvez tenham deixado um desafio: quem será o próximo duo a desafiar a saraivada titânica desses dois caras?


TELEKINETIC YETI – Abominable (2017)
Data de Lançamento: 17/3/2017
Sump Pump Records
LP / Digital
Gravado em Flat Black Studios, Iowa em 2016
Mixado por: Luke Tweedy
Masterizado por Carl Saff em SAFF Mastering em 2016
Arte da Capa por: Headbang Design


TELEKINETIC YETI é:

Anthone Dreyer – bateria
Alex Baumann – guitarra/voz


Telekinetic Yeti
Telekinetic Yeti (BANDCAMP)
Sump Pump Records
Sump Pump Records (OFFICIAL)
Sump Pump Records (BANDCAMP)
BUY “Abominable”

 

 

 

 


 

 

(TRANSLATION TO ENGLISH)

What is the ideal number? Two? Three? Five? How many musicians are needed to develop a sonority capable of plucking a tree from the ground, from scratching the skies with the purest sonic power emanating from six strings or from a drum kit? Each case is a case and in each of them a working mechanic can function perfectly according to the number of members in a band. We had (and still have) some almost supernatural power trios throughout the history of music. Cream, Rush, Motorhead and ELP, for example.

On the other hand several quartets have marked their names through decades in the same way establishing their legacies in an undeniable way. Rolling Stones. Led Zeppelin. Black Sabbath. And others. But what about the duos? Well, i guess the things changes a little here and walks more in a line “we can count on the fingers of the hands”. We have some very interestingly representing this type of lineup, a few famous as White Stripes and Black Keys, others a little less renowned but equally or even more interesting as the sludge punk duo VAILS from Wales. And to this modest  but captivating pantheon can be added a name that shows itself enough strong and convincing to be remembered, maybe even more: Telekinetic Yeti.

In the Iowa duo, Anthony Dreyer takes charge of the drum kit with resolute conviction and anti-aircraft battery power.  Alex Baumann is the person responsible for the nervous and dragged emanation from the six chords and by the vociferations that sometimes approach strongly of Sludge and resemble a little Neil Fallon from Clutch, but guarding the proportion of a truck in their raw vocalizations. In their debut work “Abominable” the guys deliver a high caliber sound and great sonic power that transits between elements not always easy to classify, which provides an attractive and high-level sound experience. It can be said that the basis of its sound, the sustenance of the house, is the pairing of a thick and bulky Stoner Rock with a Doom Metal with latent lysergic nuances. But it is possible to emphasize a approach with elements that are different, referring to paths like Sludge and Progressive Metal. All very well founded by mastodontic riffs that whip the air and seem to want to devour everything around. The stick-work, courtesy of Anthony Dreyer, have a very original and skillful line providing performances that try to move away from a predictable line and gives a lot of authenticity to the band’s sound.

Among the tracks that stand out in this excellent work: “Electronaut”, where the riffs are fired without shame and are like nails being driven by hammers in the ears, with the always well executed drum´s pace giving a misaligned chaotic massacre; “Stoned And Feathered” with a more dynamic unfolding, sliding like an avalanche over a glass-covered floor and with Anthony Dreyer delivering their stronger and most participatory vocal interventions added to a torrent of great riffs; the absurd and gigantics “Lightbearer” and “Beneath the Black Sun” also standing out as an almost inexhaustible source of incredible riffs and equally oppressive and attractive atmospheres; and my favorite one, which stands out parallely between the more melodic and the most dense ways: “Colossus”, an absolute high point of the work.

Telekinetic Yeti leaves a great impression with the album “Abominable” through Sump Pump Records showing that two can do the work and the noise of three, four or five. Let they come. And more than that, perhaps they have left a challenge: who will be the next duo to challenge the titanic hail of bullets of these two guys?                          

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