REVIEW: Blood Mist – “Blood Mist” (2017)

cover

(review por Matheus Jacques)
(thanks to Blood Mist for sending the stuff!)


BLOOD MIST – “Blood Mist

Tracklisting:

1.Burn the Trees
2.Blood Mist
3.Goblin Overload
4.As the Crow
5.My Lord

Vindo de Baltimore, o quinteto metalizado Blood Mist lança pela Grimoire Records seu EP auto-intitulado “Blood Mist“. Em seu lirismo, temas relacionados ao mitológico e ao mágico, referindo a coisas como Magic The Gathering e Dungeons and Dragons. E em sua musicalidade, poderosas influências  que vão do Heavy Metal ao Doom, passando pelo Stoner e pelo Blues. Poderia ser só mais um grande clichê na mão de quem não manjasse do que faz, mas definitivamente passa longe de ser o caso desses caras. Vamos ao que interessa.

Burn The Trees” me evocou de alguma forma uma associação a alguns elementos que pude notar em determinadas faixas do mais recente EP da banda sueca Haddock,Captain Wolfe’s Journey to the Center of the Sea“, Seja em alguns riffs matreiros e volumosos (ainda que numa cadência um pouco mais moderada que o da banda sueca, que se mostra um pouco mais adepta do “pé no acelerador”), seja no compasso quase “marcial” da bateria. A faixa se divide bem entre o monolítico Metal bruto com toques de Stoner Rock e a densidade mais capiciosa e gradual do Doom. Associados ao poderoso vocal de grande espectro de Matthew Casella, tais elementos ajudam a compor uma faixa que funciona de forma habilidosa para sintetizar a essencia da Blood Mist e jogar suas primeiras grandes cartas da manga.

O prelúdio do segundo ato “Blood Mist” se arrasta por cerca de dois minutos desenvolvido em uma entorpecedora atmosfera inebriante,embasada em leves intervenções vocais etéreas e de guitarra. Quando a névoa se desfaz, um canhoneio de bateria nos conecta com um pico vulcânico de intensidade, com um bombardeio de riffs explosivos bem direcionados e ótima presença vocal de Matthew. A cadência dessa faixa e o groove fora de linha marcante pontuam muito bem outro grande momento da Blood Mist, que tem como tripé fundamental ao longo de seu trabalho a considerável quantidade de poderosos riffs demolidores (e trabalho acertadissimo de guitarra no geral), o compasso de primeira linha de bateria e um  marcante vocal e arrasa-quarteirão. Essa essência mesclada entre a leve lisergia, o metal bruto e o stoner constroem uma muralha de som de fino trato.

Eis a minha faixa favorita do trabalho, “Goblin Overload“. Aqui, os caras se utilizam de uma cadência um tanto bluesy associada ao Metal e o fazem de forma persuasiva e massiva. Acho que em seu ponto mais evidenciado no trabalho inteiro, o vocal de Matthew remete a uma poderosa mistura entre Glenn Danzig e Igor Sidorenko (Stoned Jesus)… Okay, talvez seja uma grande viagem minha, um devaneio, mas foi o sentimento que ficou. Seja como for, presenciamos uma excelente faixa que poderia ser batizada de “Blues Metal”. Ou “Doom Blues Metal”. Ou seja lá o que for, realmente não importa: ela é ótima e isso é o que vale no fim das contas. O frontman da Blood Mist atinge um ponto incrível no desempenho de sua função, com suas melhores linhas vocais no trabalho inteiro associadas a uma parte instrumental que poderia ser modelada na forma de um trator.

As the Crow” se desenrola com a potência mais acelerada entre as faixas desse debut da banda. Conferimos aqui um visceral Stoner Metal monolítico com dois pés de chumbo colados no acelerador, trabalho de guitarra e da bateria aliados ao desempenho vocal totalmente direcionados para a maior energia possível.  E “My Lord” dá os tons finais a “Blood Mist“, com mais um grande momento no estilo “fast and furious” associado com alguns módicos pontos de certo arrasto. Novamente os caras botam o ponto correto nesse equilibrio entre o peso rochoso de seu jeitão de Heavy Metal e alguns toques de lentidão, tudo sempre com a presença constante de um fantástico trabalho das seis cordas cortesia de Kevin Considine e Nick Jewett  (fora, claro, as outras cordas: as vocais de Matthew).

Blood Mist era uma banda que eu não havia ouvido falar até agora, sinceramente. E veio pra ser muito mais do que eu esperava: poder ter realizado a audição desse seu trabalho auto-intitulado foi uma das mais gratas surpresas nesses últimos tempos. Concreto, empolgante, sólido de uma forma que deve surpreender e agradar muita gente ainda. Tenho certeza que os caras devem aparecer em muito radar daqui em diante, e realmente espero que isso aconteça.


BLOOD MIST – Blood Mist (2017)
Data de Lançamento: 10/2/2017
CD / Digital
Grimoire Records
Gravado em 2016 por: Noel Mueller
Mixado e Masterizado por: Noel Mueller
Arte da Capa por: John de Campos/Ghost Bat Illustration


BLOOD MIST é:

John de Campos – bateria
Matthew Casella – vocal
Nick Jewett – guitarra
Kevin Considine – guitarra
Scott Brenner – baixo


Blood Mist
Blood Mist (BANDCAMP)
Grimoire Records
Grimoire Records (BANDCAMP)

BUY “Blood Mist”:

 


 

(TRANSLATION TO ENGLISH)

Coming from Baltimore the metallized fivesome Blood Mist released through Grimoire Records the self-titled EP “Blood Mist”. In their lyricism themes related to mythological and magical, referring to things like Magic The Gathering and Dungeons and Dragons. And in their musicality powerful influences ranging from Heavy Metal to Doom, Stoner and Blues. It could be just another big cliché in the hands of those who did not handle it but its definitely NOT the case of these guys. Lets go to what matters.

“Burn The Trees” evoked somehow an association to some elements that I could saw in certain tracks of the swedish band Haddock’s latest EP “Captain Wolfe’s Journey to the Center of the Sea”, be in a few wily and bulky riffs (although in a cadence a little more moderate than the one of the swedish band that appears a little more adept of the “foot in the accelerator”) or in the almost “martial” compass of the drums. The track divides well between the monolithic rough Metal with touches of Stoner Rock and the more capricious and gradual density of the Doom. Associated with Matthew Casella’s powerful broad-ranging vocals these elements help to compose a track that skillfully works to synthesize the essence of Blood Mist and play their first great cards from the sleeve.

The prelude of the second act “Blood Mist” drags on for about two minutes developed in a dimming intoxicating atmosphere, based on soft and ethereal vocal and guitar interventions. As the fog melts a drum cannon connects us with a volcanic climax of intensity with a bombing of well-directed explosive riffs and a good vocal presence of Matthew. The cadence of this track and the out-of-line groove punctuate very well another great moment of Blood Mist which has as a fundamental tripod throughout their work the considerable amount of powerful breaker riffs (and a well developed guitar work in general), the compass of the first-class drum’s work and a striking and block-devastating vocal. This essence blended between the light lysergia, the raw metal and the Stoner build a wall of fist-class music.

Here’s my favorite track, “Goblin Overload.” Here the guys use a somewhat bluesy cadence associated with Metal and do it in a persuasive and massive way. I think that at its most evident point in the entire work Matthew’s voice refers to a powerful mix between Glenn Danzig and Igor Sidorenko (Stoned Jesus) … Okay, maybe it’s a great trip of mine, a delusion, but it was the feeling that stayed. Anyway, we witnessed an excellent track that could be dubbed “Blues Metal.” Or “Doom Blues Metal.” Or whatever it is, it does not really matter: the tune is great and that’s the bottom line. The frontman of Blood Mist reaches an incredible point in the performance of his function, with his best vocal lines in the whole work associated with an instrumental part that could be shaped in the form of a tractor.

“As the Crow” unfolds with the fastest power between the tracks of this Blood Mist debut. We check here a monolithic and rough Stoner Metal with two lead feet glued on the throttle, guitar and drum works allied to a vocal performance totally targeted for the highest possible energy. And “My Lord” gives the final tones to “Blood Mist” with another great moment in the “fast and furious” style associated with some punctual points of certain trawling. Again the guys put the right spot in this balance between the massive weight of their Heavy Metal style and a few slow touches, all with the constant presence of a fantastic six-chords work courtesy of Kevin Considine and Nick Jewett (and of course, belong with the other chords: the vocal chords from Matthew).

Blood Mist was a band that I had not heard about until now, honestly. And it came to be so much more than I expected: being able to listen their self-titled work was one of the most pleasant surprises in these days. Concrete, exciting, solid in a way that should surprise and please a lot of people yet. I’m sure the guys should show up on a lot of radars from now on and I really hope that happens.

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