REVIEW: Willow Child – “Trip Down Memory Lane” (2017)

cover

(review por Matheus Jacques)

(thanks to Javier and Willow Child for sending the stuff)

 


 

WILLOW CHILD – “Trip Down Memory Lane”

Tracklisting:

1.Red Wood 04:19
2.Hale Rose 04:39
3.Easy Road To Luck 05:24
4.Holy Town 04:25
5.Lady On The Sea 03:39
6.Your Shadows 05:59

Uma verificada básica na página de Bandcamp do quarteto alemão Willow Child irá apontar o seguinte:o grupo iniciou suas atividades pelos idos de 2014 sob o nome Trip Down Memory Lane (batismo desse seu EP, diga-se de passagem) realizando versões de bandas como Led Zeppelin, Deep Purple e The Doors. Pois bem, o tempo passou. As canções autorais foram vindo a partir de 2015, junto com uma mudança de nome: Trip Down Memory Lane vira Willow Child. Que batiza seu excelente trabalho de estréia “Trip
Down Memory Lane“… bem, digamos que é algo como uma névoa que rebusca o passado em diferentes nuances, seja nas influência de sua musicalidade, seja nessa retomada do antigo nome da banda para ser a alcunha de seu album.

Em segundo ponto: uma verificada básica em “Trip Down Memory Lane” (2017) vai te apontar um trabalho requintado. Soberbo em seus suaves aspectos retrôs malemolentes. Fumaça e misticismo convergem em uma deliciosa e serpenteante sonoridade sessentista/setentista macia, porem convicta. The Doors certamente é uma presença etérea poderosa, seja no calibrado blues lisérgico destilado em doses cerebrais,seja na presença eletrizante de Jonas Hartmann executando com toque de maestro sua participação a cargo do Órgão da banda (que é onipotente quando presente).Willow Child convence sem permitir lacunas para questionamentos, muito disso tambem por responsabilidade do suave, porem encantador e extremamente cativante vocal de Eva Kohl, que ajuda a compor um místico painel para a sonoridade da Willow Child. Arrebatador o vocal da moça desde os primeiros momentos do desenrolar de”Trip Down Memory Lane“. E imagino ser bastante natural uma associação à voz soberba de Jex Thoth, algo que me ocorreu tão logo assimilava melhor a voz de Eva, e levei esse sentimento por boa parte da audição do album.

As guitarras e a cozinha do trabalho criam um laço estreito e uma interação verdadeira, passional, sem permitir que se crie um vácuo onde você comece a considerar que as coisas
destoam e se chocam ao invés de andarem lado a lado, criando uma estrada empoeirada, psicodélica e apaixonante. Daquelas que você atinge o climax ao trilhar. Entre as minhas faixas favoritas, a abertura com “Red Wood” e a absolutamente fora de série “Easy Road to Luck“, com algumas das melhores intervenções de Órgão do trabalho.

Para qualquer um que procure um som revivalista bem feito, mesmo que não seja o pilar da reinvenção da roda ou qualquer coisa nessa direção (e quem precisa ser? Oras!),
Willow Child será uma das primeiras indicações em minha mente nesse início de 2017. Trabalho apaixonante, honesto, sóbrio com a dose certa de ébrio. Se você já não se encantar simplesmente pela vibe de Doors e Blues Pills emergindo das almas desses alemães, meu caro…


WILLOW CHILD – Trip Down Memory Lane (2017)
Data de Lançamento: 10/2/2017
CD / Digital
Gravado em Red Audio Studio, Herzogenaurach por: Alexander Schmidt
Mixado e masterizado por: Alexander Schmidt


WILLOW CHILD é:

Eva Kohl – vocal/guitarra
Jonas Hartmann – Órgão/guitarra
Javier Zulauf – baixo/guitarra
David Kohl – bateria

Willow Child
Willow Child (BANDCAMP)


(TRANSLATION TO ENGLISH)
A basic check on the bandcamp page of the german four-piece Willow Child will point out the following: the group started their activities in the times of 2014 under the name Trip Down Memory Lane (baptism of this EP by the way) making versions of bands like Led Zeppelin, Deep Purple and The Doors. Well, time has passed. The songwriting was coming through 2015 along with a name change: Trip Down Memory Lane turns to Willow Child. Which give the name to this great debut work “Trip Down Memory Lane” … well, let’s just say it’s something like a haze that gleans the past in different nuances, whether in the influences of its musicality or in that resumption of the old band name to be the title of their album.

Secondly: a basic check in “Trip Down Memory Lane” (2017) will point you an exquisite work. Superb in their smooth and malemolent retro aspects. Smoke and mysticism converge in a delightful and meandering but yet strong and convincing 60’s/70’s tone. The Doors certainly is a powerful ethereal presence, whether in the calibrated lysergic blues distilled in brain doses or in the electrifying presence of Jonas Hartmann performing like a maestro in his participation leading the Organ (that is omnipotent when present). Willow Child convinces without allowing gaps for questioning, much of this also because of the soft but charming and extremely catchy vocal of Eva Kohl which helps to compose a mystical panel for the sonority of Willow Child. Remarkable are the vocal of this lady from the first moments of “Trip Down Memory Lane”. And I imagine that it is quite natural a association with the superb voice of Jex Thoth, something that occurred to me as soon i assimilated Eva’s voice, and I took this feelingacross the whole listening.

The guitars and the rhythm section create a close bond and a true and passionate interaction, without allowing a vacuum to be created where you begin to consider thingsdisintegrate and clash instead of walking side by side, creating a dusty, psychedelic and passionate road. From those you reach the climax while crossing. Quoting just a few of the tracks i most loved the opening with “Red Wood” and the absolutely outstanding “Easy Road to Luck”, with some of the best work organ interventions.

For anyone looking for a well-done revivalist sound, even if it’s not the pillar of reinvention of the wheel or anything in that direction (and who needs to be? Damn!),Willow Child will be one of the first indications in my mind in the beginning of 2017. A passionate, honest and “sober with the right amount of drunkenness” job. If you do not love it already. Simply by the Doors vibe emerging from the souls of these germans, well…

 

 

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