REVIEW: Thebuckle – “Labbrador” (2017)

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THEBUCKLE – ‘Labbrador

Tracklisting:

1. Evil Sky
2. Goin’ Home
3. Hey You
4. Labbrador
5. Blind
6. Sixty-Two
7. Think
8. Perfect Black
9. Shemale
10. On My Own
11. 12 Seconds


Labbrador“, novo trabalho do duo italiano Thebuckle, é mais um dos trabalhos de alta qualidade recentemente lançados pelo selo italiano Argonauta Records. A mira precisa dos caras em bandas diferenciadas e com algo mais a acrescentar na maré de semelhanças, clichês burocráticos e banais e “mais do mesmo” parece coisa de sniper, e tem se mostrado sempre eficiente. E segue no topo da maré com o novo trabalho da Thebuckle, que joga boas cartas com sua mistura de hard rock, desert rock e punk.

Abertura: “Evil Sky” gira as rodas e queima o asfalto, turbinado por um baita combustivel sônico. Não demora a sermos apresentados a um estilo “fora da curva”, que combina elementos mais clássicos e usuais do stoner rock com um heavy rock que busca flamejar o horizonte alternando vocais típicos e empolgantes, e outras linhas mais distintas e chamativas. A faixa de abertura é estradeira, é acelerada, com uma britadeira sonora não tão comum pra um duo. Cartão de visitas muito bem dado por parte da Thebuckle, que já se apresenta com o tapete vermelho extendido nessa primeira faixa.

Goin Hard” remete a algo em uma linha Queens of the Stone Age, com um verborrágico arsenal de bons riffs e bem sucedidas linhas vocais. Essa (e outras faixas do trabalho) vêm a reiterar a proficiência de Andrea e Maxim em emular elementos “clássicos” e modernos de modo a compor uma artilharia prodigiosa e cativante, realmente grudenta. O tal do “rock alternativo”, o hard rock e o Desert rock buscam ao mesmo tempo se conectar e se destacar um relação ao outro em cada uma das faixas.

Elementos de bandas como Mudhoney, Soundgarden, Queens of the Stone Age e Kyuss vão se aglutinando no decorrer de “Labbrador” e edificando um trabalho bem pensado e muito bem desenvolvido. Conseguir se conectar com o ouvinte por um riff, por uma linha vocal especifica ou por qualquer lance pontual é um arte, coisa muito bem posta em prática nesse album. Mas o que compoe obra de tamanha qualidade é a constância de tais elementos, essa é a carta na manga e o poderio de “Labbrador“. Sem mágica, sem grandes reinvenções e parábolas: apenas um bom rock pesado em destaque com a seção instrumental servindo de forte base e umgrande desempenho vocal extendendo o alcance de tal saraivada sonora.

Ainda destacaria nesse album as ótimas faixas “Labbrador“,”Sixty-Two” com seu estilo blueseiro slide em principio e algo que inspira um feeling alternativo e ate post-punk em seu decorrer, e o monolito chamado “Think“, que me soa até agora como faixa favorita do trabalho e carro-chefe do mesmo. Baita refrão, eletrizantes riffs, milimétricos vocais. Energia de punk rock com estilão stoner.

São só dois caras na banda, ressalte-se isso. Confira. O barulho e a energia liberados são maiores do que isso, como de uma “banda-completa”. Thebuckle descerra em “Labbrador” uma apoteótica peça de rock pesado sem amarras e critérios, sem delimetações. Flertes com desert rock, hard rock, rock setentista e punk podem ser conferidos à vontade. Abra sua mente e absorva todas as possíveis vindouras influências e inspirações antes de iniciar a audição desse album”: muito provavelmente você sairá extremamente satisfeito dessa experiência.


THEBUCKLE – Labbrador (2017)
Data de Lançamento: 13/2/2017
CD / Digital
Argonauta Records
Produced and Mixed by: Andrea Marcarino
Recorded & Mastered by: Ago Mascarello
Art of Cover by: Andrea Marcarino


THEBUCKLE é:

Andrea Marcarino – guitarra/voz
Maxim Sclavo – bateria


Thebuckle
Thebuckle (OFFICIAL)
Argonauta Records
Argonauta Records (OFFICIAL)
BUY “Labbrador”


(TRANSLATION TO ENGLISH)

“Labbrador” new work of italian duo Thebuckle is one of the high quality works recently released by the italian label Argonauta Records. The accurated aim of the guys focused on unique bands with something more to add in the tide of similarities, bureaucratic and banal clichés and “more of the same” seems something like sniper thing and has always been efficient. And still on the top of the tide with Thebuckle’s new work which we check good cards been played with the mix of hard rock, desert rock and punk points.

Opening: “Evil Sky” spins the wheels and burns the asphalt fueled by a rad sonic fuel. It does not take long for us to be introduced to an “point off the curve” style which combines classic and more usual elements of stoner rock with a heavy rock that seeks to burn the horizon alternating typical and exciting vocals and other more striking and distinct lines. The opening track is roadtripper and accelerated with a sonic crusher not so common for a duo. Very well-given business card from Thebuckle who already presents itself with the red carpet extended in the first track.

“Goin Hard” refers to something in a Queens of the Stone Age line with a verbal arsenal of good riffs and successful vocal lines. This (and other songs of work) come to reiterate Andrea and Maxim’s proficiency in emulating “classical” and modern elements in order to compose a prodigious and captivating, really sticky artillery. Such “alternative rock”, hard rock and Desert rock seek at the same time to connect and stand out a relationship to each other in each of the tracks.

Elements of bands such as Mudhoney, Soundgarden, Queens of the Stone Age and Kyuss are coalescing in the course of “Labrador” and building a well thought out and well developed work. Getting connected with the listener by a riff, a specific vocal line or by any punctual pitch is an art, very well put into practice in this album. But what compose work of such quality is the constancy of such elements, this is the card in the sleeve and the power of “Labbrador”. No magic, no major reinventions and parables: just a good heavy rock featured with the instrumental section serving as a strong base and a great vocal performance extending the reach of the sound hail.

I would also highlight in this album the great tracks “Labrador”, “Sixty-Two” with his slide-bluesy style in principle and something that inspires an alternative and even post-punk feeling in its course and the monolith called “Think”, which sounds to me so far as favorite track of work and flagship of it. Cool chorus, electrifying riffs, millimetric vocals. Punk rock energy with stoner styling.

Just two guys in the band, stand out. Check it. The noise and energy released are bigger than that, like a “full band.” Thebuckle unveils in “Labrador” an apotheous piece of heavy rock without strings and criteria, without delimeters. Flirts with desert rock, hard rock, 70’s rock and punk can be checked at will. Open your mind and absorb all the possible upcoming influences and inspirations before you begin the “Labrador” listening: most likely you will come away extremely satisfied from this experience

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