REVIEW: DOPELORD – “Children of the Haze” (2017)

dopel

(review por Matheus Jacques)
(thanks to Dopelord for sending the stuff!)


DOPELORD – “Children of the Haze

Tracklisting:

1.Navigator
2.Scum Priest
3.Children of the Haze
4.Skulls and Candles
5.Dead Inside (I&II)
6.Reptile Sun


Não há grande surpresa ou espalhafato quando pegamos um novo trabalho dos poloneses da Dopelord e constatamos que estamos presenciando algo relevante e fortemente diferenciado, inspirado. Tendo debutado em 2012 com a obra de excelência “Magick Rites“, o quarteto percorreu esse caminho torto e denso do doom metal atmosférico e suntuoso apresentando uma sonoridade tão pesada e pessimista quanto lisérgica e hipnotizante. E o novo album “Children of the Haze” pode,de certa maneira, ser tomado meio que como uma síntese dessa estrada obscurecida dos caras, estabelecendo um ponto crítico para eles e dando contornos definitivos à posição de mestres condutores do stoner/doom metal.

Tudo que define e molda a essência da banda está lá, em grande quantidade e realçado de forma enervante: uma porrada de excelentes riffs ressonantes e que ficam latejando na mente, vocais delirantes se conectando a uma atmosfera esfumaçada e psicótica, um massivo caminhão instrumental estraçalhando a audição. Entretanto, podemos notar que uma certa ênfase foi dada ao limiar mais viajante dos caras, com a atmosfera melódica tomando a condução das faixas em vários momentos, ainda lado a lado com um massivo desenvolvimento sonoro instrumental, mas ganhando mais liberdade para fluir e hipnotizar.

Navigator” exerce esse fascínio de mostrar um esmero impressionante nessa aura hipnótica fumegante e bem construida. Somos levados a contemplar o “total nada”, obscuro e perverso, com marteladas na bateria e riffs brutais se contrampondo a vocais que alternam em camadas entre mais plácidos e mais rasgados, viscerais, em uma construção progressiva, um aclive atmosférico.

Scum Priest” se lança em uma espiral de torpor e obscenidade, com a condução de Tomasz na bateria nos guiando a mais uma ótima faixa de “Children of the Haze“, com o pequeno sample da abertura muito bem inserido, marcando relevância no contexto… pequenos detalhes que ajudam a compor uma atmosfera. Novamente essa veia parelha entre a crueza e perversidade do doom metal e a psicodelia encorpada fazem a diferença, com a vociferação ruidosa e assombrosa de Pawel sendo um ótimo destaque.

Children of the Haze” é um dos pontos mais fortes do trabalho. O estado de transe beira o inevitável em determinados momentos, com a ótima conexão dos vocais rasgados e tenebrosos de Pawel pareando com os mais atmosféricos e lisérgicos a la Electric Wizard de Piotr Zin no refrão. O trampo de guitarra nessa faixa é nada menos que primoroso.

Dead Inside” é outro momento brilhante do trabalho, uma evolução instrumental belissimamente moldada, dotada de imenso poder. E “Reptile Sun” encerra o trabalho num ritmo mais frenético e bruto, acelerando e colocando pontos finais com ótimo refrão e um excelente solo de guitarra no caminho.

O novo trabalho dos poloneses da Dopelord intitulado “Children of the Haze“, caprichosamente produzido, é nada mais, nada menos que uma indelével marca na trajetória dos caras. O quarteto segue desenvolvendo sua sonoridade absorta, crua e envolvente sem que haja oposição. Com certeza, são uma das bandas mais cativantes e fortes do estilo na atualidade, e não há como dizer menos que isso após ouvir esse seu novo album!


DOPELORD – Children of the Haze (2017)
Data de Lançamento: 16/1/2017
CD / Digital
Independente
Gravado em: Nebula Studio
Gravado, Mixado e Masterizado por Haldor Grunberg (Satanic Audio)
Arte da Capa: Pig Hands


DOPELORD é:

Grzegorz Pawlowski – guitarra
Piotr Zin – baixo/vocal
Pawel Mioduchowski – guitarra/voz
Tomasz Walczak – bateria

Adicional:

Piotr Gruenpeter – Synths


Dopelord
Dopelord (BANDCAMP)

 

 

 

 

 


 

 

(TRANSLATION TO ENGLISH)

There is no great surprise or fuss when we have in hands a new stuff of the polish guys from Dopelord and we see that we are witnessing something relevant and strongly differentiated, inspired. Having debuted in 2012 with the masterpiece “Magick Rites” the four-piece went through this dense and crooked path of atmospheric and sumptuous doom metal presenting a sound as heavy and pessimistic as lysergic and hypnotizing. And the new work “Children of the Haze” can be somewhat taken as a synthesis of this obscured road of the guys setting a critical point for them and giving definite contours to the dudes as stoner / doom metal riders.

Everything that defines and shapes the essence of the band is there, in great numbers and enraged: a bunch of excellent resonant riffs throbbing in the mind, delirious vocals connecting to a smoky and psychotic atmosphere, a massive instrumental truck shredding the hearing. However, we can note that a certain emphasis was placed on the more lysergic threshold of the guys with the melodic atmosphere taking the conduction at several times, side by side with a massive instrumental sonic development but gaining more freedom to flow and hypnotize.

“Navigator” exerts this fascination to show an impressive dedication in this smoky and well-built hypnotic aura. We are led to contemplate the obscure and perverse “total nothing” with hammering pound on the drums and brutal riffs counteracting alternating layers of vocals between more placid and more torn and visceral in a progressive construction with an atmospheric acclivity.

“Scum Priest” throws itself into a spiral of torpor and obscenity with the superb driving of Tomasz on the drums guiding us to another great track from “Children of the Haze” with the small sampler of the opening nicely inserted, highlighting the context … small details that help to compose the atmosphere. Again this parallel vein between the crudity and perversity of doom metal and full-bodied psychedelia makes the difference with Pawel’s loud and haunting roar being a great mark of the work.

“Children of the Haze” is one of the strongets points of the work. The state of trance borders the unavoidable at certain times with the fine connection of Pawel’s torn and tenebrous vocals matching with the more atmospheric, lysergic and “Electric Wizard-ian” line of Piotr Zin’s in the chorus. The guitar work in this track is nothing short of amazing.

“Dead Inside” is another brilliant moment of the work. A beautifully shaped instrumental evolution endowed with immense power. And “Reptile Sun” ends the work at a more frenetic and brutal pace accelerating and putting end points with a great chorus and excellent guitar solo on the way.

The new work of polish Dopelord entitled “Children of the Haze”, capriciously produced and very powerful, is nothing more nothing less than an indelible mark in the trajectory of the guys. The four-piece continues to develop its engrossing, raw and engaging sound without any opposition. Certainly they are one of the most captivating and strong bands of the style today, and there is no way to say less than that after hearing this new amazing album!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s