REVIEW: GOYA – “Harvester of Bongloads” (2017)

cover[

(review por Matheus Jacques)
(obrigado a Jeff Owens e Opoponax Records pelo envio do material!)


GOYA – “Harvester of Bongloads

Tracklisting:

1.Omen: I. Strange Geometry, II. Fade Away, III. Life Disintegrates
2.Germination
3.Misanthropy On High
4.Disease

Desde seu mais recente album de estúdio, o excepcional “Obelisk” de 2015, a banda Goya do Arizona trouxe para o deleite de seus ouvintes mais dois trabalhos: os EPs “Doomed Planet” e “The Enemy” de 2016. Evocando uma essência primordial de ferocidade e bestialidade, prestando uma reverência (que se evidencie o “prestando reverência”, mantendo sua própria face sem se permitir uma conversão em cópia barata e fuleira) essencialmente a bandas como Electric Wizard e Sleep, os caras vêm desenvolvendo um trabalho nótavel e efusivamente pesado de Stoner/Doom Metal. Com uma couraça visceral e demencial de doom metal associada a elementos lisérgicos latentes, é com seu novo trabalho “Harvester of Bongloads“, lançado pelo selo Opoponax Records (criado pelo vocalista Jeff Owens) que os caras vêm dar seguimento a sua discografia.

Os caras seguiram pelo caminho conhecido para dar origem a esse album, trabalho novamente com Joe Asselin (o mesmo cara do album “Obelisk”) e gravando o album no estudio Switchblade. Mexer em time que está vencendo, é algo que considero uma peça-chave para eventuais derrapadas. Considero, na maioria das vezes, o “sair da zona de conforto” algo arriscado, dependendo do trabalho ao qual voce se propoe. E Goya mostra que manter elementos-chave é um lance bem pensado e produtivo.

Harvester of Bongloads” é em proposta e execução uma sequência natural e tão violenta quanto seus lançamentos anteriores. O trio americano continua se revestindo de brutalidade e impiedade para com os mais sensíveis a distorções sônicas: a aura arrastada e poderosamente encorpada segue intacta, o que resulta em quatro faixas de caos sonoro e inquietação. E para os que porventura pudessem considerar o tracklist módico, temos o alento de duas massivas e longas faixas: “Omen” (dividida em 3 atos), num total de mais de 20 minutos, e “Misanthropy On High” com seus quase 12 minutos. Assim, temos um tempo corrido de pouco mais de 40 minutos de verborragia sonora enervante, de riffs martelando ouvidos e cérebro, de melodias tenebrosamente bem construidas e constritivas e de vocais de alto calibre do front Jeff Owens. Ou seja, Goya sendo Goya desde seu primeiro registro, a demo de 2012 através da qual conheci essa bandaça, nas primeiras incursões no Bandcamp.

Indo ao veredito: o novo trabalho “Harvester of Bongloads“, cuja bela capa foi feita por Hunter Hancock e tem a parte lírica a cargo do front Jeff Owens, é mais poder de fogo impressivo e denso do Goya. É um “homem das cavernas do Doom” segurando um tacape enorme, desferindo pauladas sem dó e nem piedade. Talvez um pouco menos pesado que “Obelisk“, mas ainda assim pesado pra caralho. “Harvester…” acerta em acheio e nos apresenta uma banda ainda relevante, poderosa e cheia de alma.


GOYA – Harvester of Bongloads (2017)
Data de Lançamento: 3/3/2017
Opoponax Records
CD / LP / Digital
Produzido por: Joe Asselin e Jeff Owens
Produtor Executivo: Dalton Trumbo
Gravado em Switchblade Sound por: Joe Asselin
Masterizado por Dennis Pleckham em: Comatose Studio
Arte da Capa por: Hunter Hancock


GOYA é:

Jeff Owens – guitarra/vocal
Nick Lose – bateria
Sonny DeCarlo – baixo

ADICIONAL:

Percussão em “Omen” – Shane Stonerwitch Ocell & 10 Dollar Bag Of Weed Darrell


Goya
Goya (BANDCAMP)
Opoponax Records

BUY

 


 

(TRANSLATION TO ENGLISH)

Since their most recent studio album (the amazing “Obelisk” from 2015) the band Goya from Arizona brought to the delight of their listeners another two works: the EPs “Doomed Planet” and “The Enemy” from 2016. Evoking a primordial essence of ferocity and bestiality, paying some kind of reverence (quoting “reverence”, keeping their own face without allowing himself to be converted into a cheap and facile copy) essentially to bands like Electric Wizard and Sleep, the guys have been doing a lot of cool and effusively heavy Stoner / Doom Metal work. With a visceral and demential harness of doom metal associated with latent lysergic elements it is with the new work “Harvester of Bongloads” released across the label Opoponax Records (created by the vocalist Jeff Owens) that the guys come to follow up to his discography.

The guys went through the known way to give origin to this album, working again with Joe Asselin (the same guy on the album “Obelisk”) and recording the album in the studio Switchblade. Change a winner team is something that I consider a key piece for eventual skidding. I think ( in a great number of times) the “getting out of the comfort zone” is risky, depending on the job you are working on. And Goya shows that maintaining key elements is a well thought and productive move.

“Harvester of Bongloads” is in proposal and execution a natural and equally violent sequence as the previous releases. The american trio continues to clothe themselves with brutality and impiety towards the most sensitive to sonic distortions: the dragged and powerfully full-bodied aura remains intact, resulting in four tracks of sound chaos and restlessness. And for those who might consider the tracklist a little “cheap”, we have the victory of two massive and long tracks: “Omen” (divided in 3 acts), in a total of more than 20 minutes, and “Misanthropy On High” with almost 12 minutes. Thus, we have a running time of just over 40 minutes of unnerving sonorous verbiage, riffs hammering the ears and brains, tenebrously well-constructed and constricting melodies and the high-caliber vocals from the frontman Jeff Owens. This means: Goya being Goya since their first stuff, the 2012 Demo through which I met this band in my first steps on Bandcamp.

Going to the verdict: the new work “Harvester of Bongloads”, which beautiful cover was made by Hunter Hancock and got the lyrical part in charge of frontman Jeff Owens, is another dense and impressive fire power of Goya. He is a “doom metal caveman” holding a huge club and pounding without pity or shame. Maybe a little less heavy than “Obelisk” but yet fucking heavy. “Harvester …” hits with full precision and presents us a band that still relevant, powerful and soulful.

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