REWIEW: VINNUM SABBATHI – “Gravity Works” (2017)

 

vinnum

(NO ESPAÇO, NINGUEM OUVIRÁ VOCE GRITAR… MAS TALVEZ ESCUTEM VINNUM SABBATHI!)

(review por Matheus Jacques)

(thanks to Roman of Vinnum Sabbathi for sending the stuff!)


VINNUM SABBATHI – “Gravity Works

Tracklisting:

1.Weightlessness
2.Early Works
3.Gravity Waves
4.Loop Quantum Gravity
5.The Probe B

Me recordo quase que com precisão total de detalhes a primeira vez em que assisti “Alien – Oitavo Passageiro“. A experiência, a sensação de isolamento e solidão vivenciando a epopéia aterrorizante de uma tripulação indefensa e à mercê de uma máquina mortifera, quase invencivel. É possivel extrair um sentimento claustrofóbico pulsante do filme, uma grande experimentação de puro horror. E é algo próximo disso, uma sensação iminente de perigo e ameaça, que extraio do primeiro album de estúdio da banda mexicana Vinnum Sabbathi, nomeado “Gravity Works”.

Durante mais de 40 minutos, somos jogados sem dó e nem piedade em uma experiência especial soturna e tenebrosa de doom metal espacial, psicodélico, com a iminência de um terror indescrítivel e desconhecido nos cercando a todo momento. A sombriedade e densidade da massa instrumental criada pela banda se soma aos efeitos espaciais e trechos extraidos de documentários da NASA, o que ajuda a compor uma aura misteriosa e perversamente magnética. Como uma sereia seduzindo marinheiros incautos com seu canto diabólico, a musicalidade de “Gravity Works” atrai o ouvinte para sua própria gravidade, que exerce então (perdoando o péssimo trocadilho) um trabalho de encantamento. Riffs estáticos estabelecem uma ponte para o transe, e você não sabe ao certo o que encontrará ao atravessar essa ponte.

Particularmente, me agradou bastante a segunda faixa “Early Works“, construida como se a martelar o ouvinte para dentro de sua reverberante armadilha sônica de caos e entropia, estática o bastante para se manter ameaçadoramente disfarçada a uma segura distância, mas ainda letal. “Gravity Waves” não deixa por menos, é igualmente pegajosa e lisérgica. E “Loop Quantum Gravity” serviria como uma luva de trilha sonora para o próprio “Alien“, se os dois houvessem coexistido no mesmo tempo espaço.

Gravity Works” é volumoso e grandioso para um album de estréia, possui características marcantes e potentes e apresenta uma banda muito bem integrada com o seu propósito. Não me admiraria se a Vinnum Sabbathi aparecesse em um bom número de citações de “Melhores Albums” do gênero no fim do ano! Só mesmo conferindo essa experiência única proporcionada pelos caras, se permitindo entregar à proposta apresentada, para poder tirar a limpo.


VINNUM SABBATHI – Gravity Works (2017)
Data de Lançamento: 3/1/2017
South American Sludge Records
Gravado e Mixado por Miguel Fraino em: Vesubio34 Studio, México
Masterizado nos Estados Unidos por: James Plotkin
Arte da Capa por: Mike Sandoval
Samples em “Weightlessness“, “Early Works” e “LQG“: cortesia da NASA, de seus documentários educacionais.
Samples em “Gravity Waves” e “The Probe B” por Roberto de la Peña e Andrea Celeste


VINNUM SABBATHI é:

Juan – guitarra
Sam – baixo
Roman – efeitos
Gerardo/Mico – bateria


 

Vinnum Sabbathi
Vinnum Sabbathi (BANDCAMP)

South American Sludge Records

 

 

 


 

      (TRANSLATION TO ENGLISH)

I remember almost with total precision of details the first time i saw “Alien”. The experience, the feeling of isolation and solitude experiencing the terrifying epic of a helpless crew and at the mercy of an almost invincible lethal machine. It’s possible to extract a pulsating claustrophobic feeling from the movie, a great experimentation of pure horror. And it’s something close to that, an imminent sense of danger and threat, which I extract from the first studio work from the mexican band Vinnum Sabbathi, named “Gravity Works.”

For more than 40 minutes, we are smashed without pity against a spacey gloomy and dark experience of psychedelic doom metal from outter space, with the imminence of indescribable and unknown terror surrounding us all the time. The somberness and density of instrumental mass created by the band adds to the spatial effects and excerpts extracted from NASA documentaries, which helps to compose a mysterious and perversely magnetic aura. Like a mermaid seducing unsuspecting sailors with their devilish singing the musicality of “Gravity Works” drag the listener to their own gravity which then exerts (forgiving the foul pun) a work of enchantment. Static riffs make a connection with the trance and you’re not sure what you’ll find when you cross that bridge.

I particularly liked the second track “Early Works” built as if to hammer the listener into their reverberating sonic trap of chaos and entropy, static enough to remain menacingly disguised at a safe but still deadly distance. “Gravity Waves” does not let it down, it’s equally sticky and lysergic. And “Quantum Gravity Loop” would serve as a glove for soundtrack to “Alien” itself, if the two had coexisted at the same time and space.

“Gravity Works” is massive and grandiose for a debut album, it features strong and powerful points and presents a band very well integrated with the purpose. I would not be surprised if Vinnum Sabbathi appear in a good number of “Best Albums” quotes of the genre at the end of the year. All you need is check this unique experience offered by the guys to be able to get a clean look over all the stuff and be pleased!

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