REVIEW AND FULL ALBUM STREAM: CHANT OF THE GODDESS – Chant Of The Goddess (2017)

chant

CHANT OF THE GODDESS – “Chant of the Goddess

Tracklisting:

1.Sanctuary of the Scarlet Night
2.Cantico della Dea
3.Refuge-Collapse
4.The Black Mythology
5.Confusion to Redemption (Tempio della Dea)


 

Estamos apenas no primeiros suspiros desse novo ano chamado “2017”.
A criança 2017 começa a engatinhar, inicia suas primeiras incursões no novo universo ao qual é apresentada, e já nesse primeiro mês (batizado carinhosamente de “Janeiro”) bate de frente com um monolito do Doom Metal nacional: Chant of the Goddess.

Formada a partir das cinzas da banda Siracvsa por Renan Angelo (guitarra e voz), a Chant of the Goddess segue seu caminho de destruição e entropia sob novo nome, mas sob proposta sonora semelhante. Com uma pequena demo de duas faixas lançada na metade de 2016, demonstrando o que viria a ser a caminhada por vias tortuosas que é esse novo album, a banda finalmente apresenta em seu album homônimo uma viagem completa por um lugar nefasto e pessimista. Demonstrando rebuscar influências no Doom Metal pétreo de bandas como Pallbearer, Cough e YOB, de algo da linha mais tradicional e old school, e até alguns toques de bandas de funeral doom metal como Ahab e Aldebaran, temos nesse trabalho cinco faixas e um total de mais de 50 minutos de puro “arrastar de correntes”, com uma unidade sonora obscurecida e entorpecida que poderia servir de trilha sonora para um filme de terror dos bons ou para um pesadelo dos mais escabrosos.

“Sanctuary of the scarlet night” abre a conversa com um argumento quase indiscutível, 13 minutos de um clamor infernal que parece corroer a alma e entorpecer os sentidos. Temos um vocal numa linha um pouco mais limpa, porem ainda agoniante, que parece clamar por sua alma ou convocar os incautos para os caminhos do Inferno. A tônica da faixa não parece deixar muito espaço para esperança, soando como os sinos do submundo reclamando os que lhe pertencem. O final é quase apocalíptico, com os berros preenchendo o final da faixa e decretando finalmente o fim dos dias, o Armaggedon. “Cantico Della Dea” prossegue com a agonia e o desespero ainda tomando conta da atmosfera, alternando a dinâmica da faixa em certos momentos e estabelecendo outro convincente motivo para não vermos muita esperança e positividade (o que é muito positivo na proposta do album!).

“Refuge-Collapse” parece fazer um pequeno contraste entre duas partes da faixa usando seu titulo como base: os cerca de 4 minutos iniciais, mais cadenciados, parecem estabelecer um “refúgio” para o terror instaurado pelo inicio do album. Dali em diante, o “colapso” acontece e novamente seguindo o caminho rumo ao fim dos tempos, com mais riffs brutos, mais concreto instrumental, mais caos sonoro. A virulência e o tom nefando constroem a perfeita aclimatação do album, permitindo que o ouvinte se imagine inserido nessa “universo” de sombras criado pelo trabalho.

“The Black Mythology” é o penúltimo ato dessa ode ao doom metal e ao horror. O início aparentemente suave guarda algumas surpresas (o barulho aparente de chuva talvez seja o crepitar de corpos no Inferno?), que logo são desveladas aos poucos, abrindo as portas para algumas intervenções demenciais do vocal sobrepujarem a aparente calmaria e trazerem a tona os horrores de Dante. A música se arrasta serpenteando sobre si mesma, criando diferentes camadas e alternando entre sossego e seriedade rapidamente. O final guarda mais novos momentos de urros agonizantes e atemorizantes.

O album é encerrado com sua melhor faixa, “Confusion to Redemption (Tempio Della Dea)”, uma densa e vibrante peça sombria de 10 minutos que capta os melhores pontos e nuances apresentados durante o album, os resumindo de forma impecável. O instrumental encorpado e soturno contrasta com a vibração mais épica de Doom metal do vocal, estabelecendo uma atmosfera sufocante e hipnótica na mesma medida.O encerramento da faixa(e do album) é apoteótico.

2017 já viu a luz do dia tendo à mostra um voluptuoso e impressionante trabalho de Doom Metal brasileiro, que (imagino eu) irá figurar em diversas das famigeradas “Listas de melhores” desse ano. Indo alem: talvez estejamos conferindo aqui um dos melhores trabalhos do gênero já feitos no país, junto a uma safra de bandas que incluem Son of a witch, Witching Altar, Ruinas de Sade e Black Witch. Possivelmente, para alguns, o melhor!

 


 

CHANT OF THE GODDESS – Chant of the Goddess (2016)
Data de Lançamento: 8/1/2017
Gravado em Hurricane Estudio, Porto alegre/RS
Produzido e Mixado por: Sebastian Carsin
Arte da Capa: Thais Sugahara

 


 

CHANT OF THE GODDESS em “Chant of the Goddess” é:

Renan Angelo – guitarra/voz
Sergio Alberti – bateria
Allan Neves – baixo

 

Chant of the Goddess
Chant of the Goddes (BANDCAMP)

 


 

(TRANSLATION TO ENGLISH)

We are only in the first breath of this new year called “2017”.The child begins to crawl, begins their first incursion in the new universe to which it is presented and already in this first month (affectionately baptized  “January”) face the face of a monolith of the national Doom Metal: Chant of the Goddess.

 

Formed from the ashes of the band Siracvsa by Renan Angelo (guitar and voice) Chant of the Goddess follows its path of destruction and entropy under a new name, but a similar sound proposal. With a small demo of two tracks released in the middle of 2016, demonstrating what would become the tortuous walk that is this new album, the band finally presents in their eponymous album a complete trip through a nefarious and pessimistic place. Demonstrating rummaging influences of the solid and dense Doom Metal from bands like Pallbearer, Cough and YOB, from something of the more traditional and old school line and even a few touches of funeral doom metal bands such as Ahab and Aldebaran, we have five tracks and a total of more than 50 minutes of pure “chain-dragging,” with an obscured and numbed sound unit that could serve as a soundtrack to a good horror movie or a nightmare of the more rugged type.

 

“Sanctuary of the scarlet night” opens the conversation with an almost indisputable argument, 13 minutes of an infernal clamor that seems to corrode the soul and numb the senses. We have  a slightly cleaner style of vocal,but in a agonizing line that seems to cry out for their soul or summon the unwary to the ways of Hell. The tonic of the track does not seem to leave much space for hope, sounding like the bells of the underworld complaining to those who belong to it. The ending is almost apocalyptic, with the screams filling the end of the track and finally decreeing the end of days, the Armaggedon. “Cantico Della Dea” follows the agony and despair taking over the atmosphere, alternating the dynamics of the track at certain moments and establishing another convincing reason not to see much hope and positivity (which is very positive in the proposal of the album!

 

“Refuge-Collapse” seems to make a small contrast between two parts of the track using their title as the base: the initial more cadenced 4 minutes seems to establish a “refuge” for the terror set at the beginning of the album. From then on the “collapse” happens and again follow the path towards the end of time with more gross riffs, more instrumental concrete, more sonic chaos. The virulence and nefarious tone build the perfect acclimatization of the album, allowing the listener to imagine himself inserted in this “universe” of shadows created by the work.

 

“The Black Mythology” is the penultimate act of this ode to doom metal and horror. The seemingly smooth beginning has a few surprises (the apparent noise of rain is perhaps the crackling of bodies in Hell?) Which are gradually unveiled, opening the door for some vocal interventions overcoming the apparent lull and bringing to the surface the horrors Of Dante. The music crawls on and on creating different layers and alternating between calmness and seriousness quickly. The end holds more moments of agonizing and frightening howls.

 

The album closes with its best track, “Confusion to Redemption (Tempio Della Dea),” a dense and vibrant 10-minute dark play that captures the best points and nuances presented during the album, summarizing them flawlessly. The full-bodied and sullen instrumentation contrasts with the more epic Doom metal vibe of the vocal, setting up a suffocating and hypnotic atmosphere to the same extent. The closing of the band (and of the album) is apotheosis.

 

2017 has seen the light of day with a voluptuous and impressive work of Brazilian Doom Metal, which (I imagine) will appear in several of the notorious “Best Lists” of that year. Going further: maybe we’ll be giving one of the best works of its kind ever done in the country, along with a bunch of bands that include Son of a Witch, Witching Altar, Ruins of Sade and Black Witch. Possibly for some, the best!

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