REVIEW: Lucifer´s Fall – “II: Cursed and Damned” (2016)


lulu

(II: CURSED AND DAMNED, NOVO TRABALHO DA BANDA LUCIFER´S FALL, ESTÁ TOTALMENTE REGIDO PELA MÃO LERDA!)

(resenha por Gustav Zombetero)


LUCIFER´S FALL – “II: Cursed and Damned

Tracklisting:

1.Mother Superior
2.Damnation
3.The Mountains Of Madness
4.Cursed Priestess
5.(Fuck You) We’re Lucifer’s Fall
6.The Necromancer
7.Sacrifice
8.The Invocator / Cursed Be Thy Name
9.Homunculus


Lucifer’s Fall é uma banda australiana que iniciou suas atividades em 2013, formada por membros da banda de Doom Metal ROTE MARE. A ideia era seguir, creio eu, a mesma proposta sonora da antiga banda. Eles lançaram uma demo em 2013 e um single em 2014, e ainda em 2014 eles debutaram com um disco auto-intitulado. O material foi lançado de forma independente via Bandcamp, contando com 7 faixas e seguindo a mão mais tradicional do Doom Metal.

Em 2015, a formação sofre mudanças, o som também: eles passam a dosar a sonoridade mais lenta com o Heavy Metal dos anos 80. Mais alguns materiais lançados, até que no final de 2016 nasce o segundo ataque; II: Cursed & Damned” Vamos ao disco.
Nos primeiros acordes de “Mother Superior” fica claro a inclinação dos caras à sonoridade dos anos 80, uma mescla de classe te fazendo embarcar na jornada batendo cabeça como um roqueiro alucinado. Em “Damnation” eles dão uma leve desacelerada, a densidade dos riffs e a delirante voz de Deceiver casam com a cozinha altamente afiada e muito presente. Um refrão potente entre assuntos daquela velha forma de falar sobre o que é demoníaco. “The Mountains of Madness” traz a marca do Doom Metal tradicional quase na pegada nórdica, uma letra mais voltada ao lado esotérico das coisas, um solo menos tímido, uma faixa mais melodiosa… A coisa desacelera ainda mais em “Cursed Priestess“, uma tonelada de peso em riffs envoltos em névoas obscuras que te arrepiam, fritação de cordas, chegamos a um ponto mais aterrorizante da obra, me lembrou algo dos Solitude Aeturnus no meio desse mar abismal

Os caras resolvem acelerar as coisas fazendo um passeio pelos anos 90, capricharam! É hora de retornar ao espírito dos anos 80, praticamente um acorde punk com peso é o que temos na curta “(Fuck You) We’re Lucifer’s Fall“, que ficou bem posicionada no disco, levantando você pra agitar e te derrubando com a “The Necromancer“, a mais longa do play. A Mão Lerda assume junto duma vibe mais balada, fica bem nítido o quanto a banda quis seguir os passos das bandas clássicas. Num mundo tão repetitivo no meio musical, seguir uma velha receita e acertar a mão é menos arriscado do que querer enfeitar demais. As faixas anteriores eram produto de demos e foram regravadas, as 3 que encerram o disco são as inéditas. Poderia dizer neste momento que os caras intercalam muito bem as escolas americana e europeia. “Sacrifice” me lembrou muito os belgas da Death Penalty, o misto de Heavy e Doom Metal retorna aos ouvidos em uma faixa curta. No seu encalço, “The Invocator/Cursed Be Thy Name“, uma fritação de guitarra como ‘intro’ precedendo a martelada da Mão Lerda, envolta uma vez mais no manto da obscuridade. Encerrando com “Homunculus“: essa faixa soa como uma amostra de tudo o que foi feito no disco e encerra-se cultuando a nossa sagrada Música Lenta. Sem sombra de dúvidas, “II: Cursed & Damned” é um disco para quem quer ouvir o que é clássico, a continuidade do que já está bem estabelecido, com a identidade da banda.

O disco foi lançado do dia 12 de dezembro em CD pelo selo polonês Nine Records, fica aqui o agradecimento ao Rafal por ter nos contatado e parabéns pelo trabalho.


LUCIFER’S FALL – Cursed And Damned (2016)
Data de Lançamento: 12/12/2016
NINE RECORDS
CD / Digital


LUCIFER´S FALL é:

Deceiver – baixo/guitarra/vocal
Unknown and Unnamed – bateria
Cursed Priestess – baixo
The Invocator – guitarra
Heretic – guitarra

Lucifer´s Fall
Lucifer´s Fall (BANDCAMP)
Nine Records
Nine Records (BANDCAMP)
BUY


(TRANSLATION TO ENGLISH)

Lucifer’s Fall is an australian band started in 2013 formed by members of Doom Metal band ROTE MARE. The idea was to follow the same sound proposal as the old band,i believe. They released a demo in 2013 and a single in 2014,in the same year they debuted with a self-titled album. The material was released independently via Bandcamp counting with 7 tracks and following the more traditional Doom Metal line.
In 2015 the formation undergoes changes, just like the music: they begin to dose the slower sonority with the 80’s Heavy Metal. More stuffl released, until at the end of 2016 the second attack is born; “II: Cursed & Damned “.Let’s talk about the album.

In the first chords of “Mother Superior” it is clear the inclination of the guys to the 80’s sonority with a mixture of class making you embark on the journey bangin the head like a hallucinated rocker. In “Damnation” they give a slight deceleration, the density of the riffs and the delirious voice of Deceiver matches with the highly sharp and very present rhythm section. A potent chorus about that old way of talking about what is demonic. “The Mountains of Madness” brings the traditional Doom Metal mark almost on the nordicline, a letter more guided to the esoteric side of things, a less shy solo, a more melodious track … The thing slows even more in “Cursed Priestess” , a ton of weight in riffs wrapped in hazy fog that chill you down, string frying, we arrive in a more terrifying point of the album that reminded me something in the Solitude Aeturnus vibe in the middle of that abysmal sea.

The guys decide to speed things up taking a walk in the 90’s! It’s time to return to the spirit of the 80’s with a practically punk chord with weight thas is in the short (“Fuck You”) We’re Lucifer’s Fall “, this track was well positioned in the album raising you to shake, knocking you down with “The Necromancer”, the longest of the play. The Slow Hand takes over with a more lively vibe, it is very clear how much the band wanted to follow in the footsteps of the classic bands. In a world so repetitive in the musical world, following an old recipe hitting the bullseye is less risky than wanting to embellish too much. The previous tracks were demos and were re-recorded; the 3 closing tracks of the disc are the unpublished ones. I could say right now that the guys mix very well the american and the european schools elements. “Sacrifice” reminded me a lot the belgium band Death Penalty, the mix of Heavy and Doom Metal returns to the ears on a short track. In his wake, “The Invocator / Cursed Be Thy Name” an guitar shaking serving as intro preceding the hammering of the Slow Hand once again wrapped in the cloak of obscurity. Concluding with “Homunculus”, this track sounds like a synthesis of everything that was done in the disc and ends up worshiping our sacred Slow Music. Without a doubt “II: Cursed & Damned” is an album for those who want to hear what is classic, the continuity of what is already well established and with the identity of the band.

The album was released on December,12 in CD cross the polish label Nine Records. Thanks to Rafal for contacting us and congratulations to the guys for the work.

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