16 play nacionais lançados em 2016 que o Zombetero recomenda ;)

Chega mais amiguinho, vamos fazer um passeio pelo Roque lento e chapado produzido na Brasilândia, no ano de 2016 da era vulgar.

Muita coisa boa rolou, o Jacques já fez uns esquemas assim, faz um passeio aqui na SUD que você vai achar essas listas – “Brasil Chapado”, é certo que terão uns repetecos, isso é o de menos. Bora lá mergulhar na sonoridades dessas bandas?



Começando pelo fim de dezembro com o lançamento do debut do quinteto Erasy, formado em 2012 em Feira de Santana/BA. Após 2 singles em 2014 – “Hollow” e “Living Hell”, os caras se lançaram a labutar no que viria a ser o seu debut, uma longa jornada até o resultado final trouxe resultados satisfatórios, o play conta com 7 faixas, os 2 singles mais 5 inéditas, a sonoridade passeia pelo Stoner/Doom típico, pelo sabbathismo, pelo Metal dos anos 90, o vocal fica mais próximo da pegada Sludge, Southern… a arte ficou tão fino trato quanto o som, diga-se de passagem. Deleite-se.


Continuemos na Bahia, agora, em Vitória da Conquista, terra do trio Black Mantra, que no 1º semestre do ano nos presenteou com o EP – From the Graves of Madness, trazendo 5 faixas que flertavam primorosamente o Stoner/Doom voltado ao revival com uma vibe gótica, fruto da voz de Dimi Garcez, foi aquele reboliço no meio dos poucos que veneram essa sonoridade mais rústica. Ainda no 1º semestre, eles lançam o debut auto-intitulado, contando com as 4 faixas do EP, uma nova gravação para a “From the Graves of Madness”, 3 inéditas, destas, 2 são instrumentais, para encerrar, um cover acústico dos Crowbar. Fino trato!


Próxima parada, Mossoró/RN. No fim de 2015 a coisa ganhou vida com o EP Aware, foram 5 faixas duma amostra do que o quarteto do deserto potiguar era capaz, com um pé no Stoner/Doom macabro e outro na ginga nordestina, a música dos caras tem algo que remete ao chão seco daquelas bandas, uma dose de originalidade, outro fato a ser apontado é a presença feminina, Lorena fronteando a banda, lá na gringa isso se tornou corriqueiro, por aqui, em pequenos passos, as mulheres começam a ocupar os seus lugares na Música Lerda e Chapada. Amém! Após o EP, a jornada prossegue por novas composições, no caso, 7 delas, juntando 3 regravações do EP, totalizando 10 marteladas forjadas no abismo do sinistro, assim nasceu Solve et Coagula, o debut dos Black Witch. A banda acabou de fazer um passeio pelo sudeste/sul, nesta feita, tive a oportunidade de vê-los duas vezes, caso você tenha uma oportunidade dessas, jamais perca!


Descendo para Maceió em busca do 3º disco dos Necro, o Adiante. Desta vez, todo cantado em português, Pedrinho assume as guitarras, Lillian, o baixo, os 2 intercalaram mais as vozes também. A sonoridade sofre novas adaptações, porém, não chega a ser um disco reto, algo mais visceral, momentos progressivos, o já habitual intercalar da veia 60 com a 70, a psicodelia, além do som, invadiu também as letras, eles parecem ter deixado o mundo obscuro para tratar mais do real e palpável, letras mais complexas mostrando o sucumbir da existência em sua busca pela consciência. O disco foi lançado oficialmente hoje, eu já havia sacado há uns dias atrás, como? DESCUBRA!


Encerrando o passeio pelo nordeste com os caba do Mondo Bizarro, no debut os doido criaram uma lei, apenas uma, MARRETAÇÃO! Too Loud is not Enough consegue ser uma paulada na cara e ao mesmo tempo te injetar umas melodias mais de boa, o play passa voando, é curto, as faixas são aceleradas, lentidão não é com eles! Vi os caras ao vivo mais uma vez neste ano, sempre uma satisfação trombar essa galera. Salve!


O rolê prosseguirá pelo sudeste… Passando ali na cidade capixaba de Serra para trazer os Broken & Burnt, em junho, os caras lançaram o seu 2º disco – It Comes To Life, munido de 9 faixas massacrantes, eles dão uma passeada pelo Stoner, Doom, Sludge, Grunge, o moderno e o antigo, uma massaroca de sons que caminham por décadas de música pesada. Vi os caras ao vivo num puta rolê (que nem lembro a porra da data) e foi do caralho d+!


Chegamos na terra do Tiradentes, do et de Varginha, do pão de queijo e da cachaça rasga cu. Indo lá pra trás, no começo do ano, com um EP que me deu mó tesão, o dos Duna Brisa e Chama, são 5 faixas que se desprendem de si para explorar sonoridades que se complementam, até baião do capiroto rolou, passou pelo Blues, pelos anos 70, pela psicodelia, pelo Stoner, agraciado por uma voz bela e potente, mais uma banda com a presença feminina, caia de cabeça na obra.


Outra de BH, deixando a magia do experimento para ser soterrado por riffs oriundos das fornalhas do tradicional Doom Fucking Metal, tô falando do quinteto Pesta, que ascendeu ao mundo dos vivos com o fodelante EP Here She Comes, do início de 2015, a partir daí, o bang ia ficar mais cabuloso. Em Bring Out Your Dead, uma vez mais, os Pesta mergulham na escola tradicional européia em fazer música Lenta e Chapada, riffs cortantes e diretos, a cozinha te martelando o miolo e uma voz alucinante, um time bem escalado para te trazer uma epopeia baseada na Idade Média e nos tormentos da raça humana.


Chegamos à terra da garoa, do concreto, da boca do lixo, da ostentação hipster da paulista e da augusta, e da ostentação marketeira free dos funkistas da periferia.

Vou começar por uma banda que passou bem batida, na real, um projeto dum cara envolvido com o lado mais rápido da força, o Serpent Coven, tendo como seu mentor Raphael “Oldskull”, um cara que já passou por uma caralhada de banda e resolveu se aventurar pela lerdice, trocando uma ideia com o mano, ele me disse que a parada vem de longa data e que só neste ano ele conseguiu finalizar um EP, e que obra meus caros. Doom Metal no seu mais impuro âmago. Covil da Serpente traz 3 faixas mais uma piração, as 3 são cantadas em nossa língua pátria, os temas envolto nas obras de Crowley e do sinistrismo. A única infelicidade é a do EP não passar dos 20 minutos.


Os Abske Fides chegam no seu 2º disco – O Sol Fulmina a Terra, como é de praxe, trazendo toda aquela aura melancólica e desesperançosa, além de ser totalmente cantado em português, o play trouxe o mundo da seca e da miséria, uma realidade do sertão brasileiro, nem só de sonoridades densas e fúnebres o play se fez, as doses de algo voltado ao Post-Rock continuam presentes.


Continuando na mão desacelerada pra chegar em Arujá, uma city próxima da capital paulista, terra dos Fallen Idol, que lançaram o seu 2º disco em setembro. Adeptos duma mescla bem pensada entre o Heavy Metal  tradicional e o Doom Metal (na pegada Candlemass), em Seasons of Grief o trio demonstra mais cuidado em suas composições, o disco se mostra mais lapidado também, polido. Chega mais, contemple os riffs, as melodias soturnas dos caras.


Saindo da escuridão, rumo ao mundo pinguço e marolento do trio Superchiadeira, um Stoner Rock direto, com fuzz, com maconha, com breja, com minas, com maconha, falando sobre correria, sobra a vida fudida dum roqueiro. Os maninho lançaram o seu 1º EP em maio, contando com 5 faixas e mais um bônus. Devo acrescentar que passei um cagaço com os caras voltando de Arujá num rolê que rolou lá, todo mundo loco na Dutra tirando onda com a morte, tamo são e salvo, valeu Jesus!


Encerrando a passagem por sampa com os caipiras porra loca do I Am The Sun, os vagabundo não pouparam esforços pro seu debut, são apenas 10 pauladas cheias de prego arregaçando sua mente, é isso o que você vai encontrar em Death Water, sem dó nem piedade!


Chegou a hora de fazer um rolê pelo sul, começando pelo Paraná. Os maninho Disaster Boots pegam a visceralidade do Stoner Rock e o aliam com Blues, doses de psicodelia e modernismos, o debut deles conta com 9 faixas, 7 inéditas, mais os singles antecessores como bônus.


Caindo pra Santa Catarina, temos o EP de estréia dos Ruínas de Sade, 3 faixas longas, carregadas de influências dos Sleep, Electric Wizard e correlatos, o bang é vertiginoso, abismal, cantado em português, cultuando figuras como Nietzsche, entre outros que enfiaram o dedo na ferida humana que jamais cicatrizará. O disco saiu de forma digital, aí os mano conseguiram um acordo com o selo estadunidense Swamp Metal Records, que lançou o material de forma física, em CD e K7.


Descendo mais um pouco pra encerrar essa bagaça, chegamos em Porto Alegre, lá tem uma banda chamada Cattarse, o trio causou um alvoroço com o seu 2º disco – Black Water, 9 faixas mostrando uma nova fase da banda, agora, cantando totalmente em inglês, aliando peso e altas doses modernas flertando com o antigo, uma receita bem acertada dos caras, vai agradar o cara do Rock clássico ao cara do Metal que não conhece Manowar.



2016 foi um ano loco, vários rolês, novas frustrações com o rolê, vários manos revistos, outros vistos pela primeira vez, muita música, pouca chapação (quis me manter mais limpo, obrigado Jesus, mais uma vez), acho que 2017 vai no embalo, talvez seja mais fodão, sei lá, só sei que tamo aí, na correria. 🙂


Que Coffin Joe vos abençoe – .:G.Z/SUD:.

3 comentários sobre “16 play nacionais lançados em 2016 que o Zombetero recomenda ;)

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