REVIEW: Witchwood – “Handful of Stars” (2016)

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(UMA BELA E SIGNIFICATIVA ODE AO PROGRESSIVO ITALIANO!)

(resenha por Pedro Costa)


WITCHWOOD – “Handful of Stars

Tracklisting:

1.Presentation: Under the Willow
2.Like a Giant in a Cage
3.A Grave is the River
4.Mother
5.Flaming Telepaths
6.Rainbow Demon
7.Handful of Stars (Alternate Version)


Ao escutar o “Handful of Stars”  dos caras do Witchwood, pensei: “o revival 70’s continua firme e forte”. Talvez seja porque aquela época é considerada a era de ouro do rock, ou talvez porque seja ima fórmula que sempre dará certo e vai atingir o público certo ou porque as pessoas mais novas desejam viver essa experiência sonora um tanto saudosista.  Bom, não importa o motivo, desde que exista fome e sede em querer apresentar um bom trabalho, que faça as pessoas escutarem seu disco, irem a seus shows ou mandar uma mensagem para alguma rede social da banda. “Cara, parabéns, vocês fizerem um puta trabalho”. Esses caras conseguiram isso.

Se você gosta ou tem um certo carinho por aquelas bandas progressivas italianas, então vai gostar desse disco tanto quanto eu. Não, eu não estou dizendo que eles são o novo Premiata Forneria Marconi, mas você vai encontrar vários elementos que tornaram Banco Del Mutuo Soccorso e Le Orme reverenciados. Eles pegaram tudo que deu certo no som dessas bandas  e criaram belíssimos instrumentais. Temos flautas, temos teclados, passagens lentas e até um tanto pesadas, mas tudo na medida. Nada exagerado ou que te passe aquela sensação de que a banda está querendo se exibir. As passagens e os andamentos sob medida, sem perder a maestria, sempre deixando em foco a melodia.

O disco começa  com “Presentation (Under The willow)”. Uma pequena introdução com guitarra “hendrixiana” e  flauta no melhor estilo Jethro Tull. Pequena, mas já mostra para o que banda veio. A segunda faixa, “Like A Giant In A Cage” é um soco de Mike Tyson.  Que música fantástica! Eu não sei o que mais me deixou impressionado nesta faixa. Se foi as passagens com órgão, os riffs ou o belo trabalho do batera. O que eu sei é que essa música foi uma das melhores coisas que escutei esse ano. “A Grave Is The River”  segue o mesmo fluxo da anterior, mas eu a achei bem mais parecida com Le Orme na questão de ser bem mais trabalhada, só que mais pesada, mais intensa. A faixa seguinte, “Mother” , é uma música bem triste, ou como gosto de falar, maravilhosamente triste.A melodia cria uma atmosfera melancólica, um tanto depressiva.” Flaming Telepaths”(Blue Oyster Cult) não me desceu muito bem, acho que ela poderia ser maior. Parece que a música não cresceu, se elevou até onde poderia. Quando parecia que ela iria para o próximo nível, ela volta duas casas. Já “Rainbow Demon”(Uriah Heep) é fantástica pelo fato dela ser diferente. Essa releitura está mais para Heavy Metal sabbathiano do que para qualquer outra coisa. Eu gostei bastante dessa faixa porque eles saíram de sua zona de conforto, eles seguiram outra direção nessa música e mesmo assim, ela não fica solta ou perdida no disco, ela se encaixa perfeitamente na seqüência de faixas. E a última faixa, que leva o nome do álbum, é uma longa viagem que reúne todos os elementos usados nas faixas anteriores. Me pareceu que eles quiseram passear por todas as faixas anteriores para fechar o disco de forma digna.

O que eu achei do disco? É um disco legal, tem suas vitórias como trazer para essa década coisas que estavam esquecidas ou não são muito conhecidas como a cena progressiva italiana. Não é um disco longo, nem de longe cansativo de se escutar o que é sempre muito bom.  Com exceção da faixa que eu não gostei, por pura questão de gosto, o resto do disco tem boas canções. Acredito eu que a banda atingiu seus objetivos e fez um álbum que vai agradar a gregos e troianos.


WITCHWOODHandful of Stars (2016)
Jolly Roger Records
Data de Lançamento: 31/10/2016
CD / LP / Digital / Boxset CD + Camiseta


WITCHWOOD é:

Riccardo “Ricky” Dal Pane – vocal / guitarra / mandolin / percussão
Andrea “Andy” Palli – bateria / percussão
Stefano “Steve” Olivi – hammond / piano / synth / moog
Luca “Celo” Celotti – baixo
Samuele “Sam” Tesori – flauta / harmonica
Antonino “Woody” Stella – guitarra


Witchwood
Witchwood (BANDCAMP)
Jolly Roger
Jolly Roger (BANDCAMP)
BUY “Handful of Stars”

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 (TRANSLATION TO ENGLISH)

Listening to “Handful of Stars” of Witchwood I thought: “The 70’s revival remains strong and solid.” Maybe it’s because that era is considered the golden age of rock, or maybe because it’s a formula that will always work for the right audience or because the younger people want to experience this somewhat nostalgic sound . Well, no matter the reason as long as there is hunger and thirst for wanting to do a good job that make people want to listen to your record, go to your shows or send a message to some of the band’s social network. “Dude, congratulations: you guys do a fucking job.” These guys do it.

If you like or have a certain affection for those Italian progressive bands then you will like this record as much as I do. No, I’m not saying they are the new Premiata Forneria Marconi but you will find several elements that have made Banco Del Mutuo Soccorso and Le Orme revered. They took everything that worked out in the sound of these bands and created beautiful instrumental parts. We have flutes, we have keyboards, even slow and a little heavy passages, but everything in the right measure. Nothing exaggerated or that get you that feeling the band is wanting to be futile. The passages and the movements tailor-made, without losing the mastery, always leaving in focus the melody.

The disc begins with “A” Presentation (Under The willow), a short intro with “hendrixian” guitar and flute in the best Jethro Tull style. Small, but already shows to what the band came. The second track “Like A Giant In A Cage” is a Mike Tyson’s punch, what a fantastic music! I do not know what impressed me most about this track, whether it was the Organ parts, the riffs or the drummer’s beautiful work. What I do know is that this song was one of the best things I heard this year. “The Grave Is The River” follows the same flow of the previous one but I think it’s more similar to Le Orme in the matter of being much more worked, but heavier and more intense.

The next track “Mother,” is a very sad song, or as I like to speak, wonderfully sad. The melody creates a melancholic and somewhat depressing atmosphere. “Flaming Telepaths” did not sounds me very well, I think it could be bigger. It seems the music did not grow, the music rise as far as it could go. When it looked like the song would go to the next level it´s comes back two houses. Already “Rainbow Demon” is fantastic because it is different, more guided to sabbathian Heavy Metal than anything else. I really liked this track because they came out of their comfort zone, they followed another direction in this song and even then it does not get loose or lost on the disc, it fits perfectly in the sequence of tracks. And the last track which takes the name of the album is a long journey that brings together all the elements used in the previous tracks. It seemed to me that they wanted to walk through all the previous tracks to close the record in a dignified way.

My impression about the album? It’s a cool record, it has its victories like bringing back to that decade things that were forgotten or not well-known from the progressive Italian scene. It’s not a long record, not tiring at all to hear and ths is always very good. With the exception of the track that I did not like, purely matter of personal taste, the rest of the record has great songs. I believe the band has achieved their goals and made an album that will please the Greeks and Trojans!

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