REVIEW: Nightstalker – “As Above So Below” (2016)

(DELIRANTE VIAGEM ATRAVÉS DOS PSICODÉLICOS DESERTOS GREGOS DA NIGHTSTALKER!!)

night

(huge thanks to Andreas for sending the album!!)

NIGHTSTALKER – “Nightstalker

Tracklisting:

1.Naked Fire
2.Space Matter
3.Zombie Hour
4.The Dog That No-one Wanted
5.Deeper
6.Forever Stoned
7.We Belong to the Dead
8.My Electric Head
9.Blue Turns to Black


Quando se é um dos pioneiros e maiores influências de uma vertente musical em seu país, lidar com tal posição talvez se torne quase tao relevante quando seu próprio som, às vezes. Bom, é uma opinião pessoal, talvez não seja a mais exata e próxima da realidade, e aí só os principais envolvidos (a própria banda, obviamente) para dizerem como é essa colocação.
Assim sendo, é de se imaginar como uma banda como a Nightstalker, que é uma das mais antigas (talvez A mais) do Stoner Rock na Grécia, deve lidar com isso. Eu arrisco um palpite: MUITO BEM. “As Above so Below” é um daqueles reforços positivos grandiosos nesse aspecto.

O novo trabalho do quarteto, sucedendo o ótimo “Dead Rock Commandos” de 2012, segue uma linha bem próxima e compativel com a do próprio “Dead Rock…”, nos trazendo mais uma rodada de excelentes incursões arenosas e vertiginosas rumo aos desertos chapados. O album é uma viagem relax e prazerosa através do deserto a bordo de um carrão envenenado, exalando riffs e suspiros de fuzz. Um passeio entorpecido e embriagado por paisagens delirantes e calorosas, com Argy e seus camaradas estabelecendo novamente a sua posição de pioneiros e “profetas” do rock chapado grego. Os caras entregam com afinco um trabalho incendiário e criativo de Heavy Rock, inegável o fato.

Naked Fire” nos coloca nos trilhos de uma viagem frenética e altamente empolgante no Heavy Rock, remetendo a nuances claras de Monster Magnet e Kyuss, se apresentando como uma faixa emocionalmente excitante e elétrica, o “primeiro tiro” de uma arma que faz tudo, menos disparar pela culatra. Guitarra berrando, levada extremamente agradável de bateria e o inconfundível e marcante vocal de Argy. A coesão da banda é de uma eficácia exuberante. “Space Matter” traz o fuzz na veia e uns riffs caprichados, uma cadência cheia de um groove caprichado. “Zombie Hour” e “The Dog That No-One Wanted” exibem um traço marcante da banda, a capacidade de criar refrãos memoráveis, grudentos, conectando com maestria peso, boas melodias e lisergia. Muitas vezes, apelando para uma certa veia “melancólica”, mostrando que o Heavy Rock não precisa apenas ser “heavy”, mas tambem cadenciado e digno de tocar a alma.”Zombie Hour” tem um desfecho apoteótico com sua frenética “surra” final na bateria.

Deeper” nos coloca a reboque de mais uma deliciosa e inebriante passagem pela aridez do deserto, com riffs flamejantes e macios fazendo uma ponte robusta para o vocal hipnotizante de Argy. E somado a isso, a cozinha igualmente entorpecedora da Nightstalker vai se movendo com extrema eficiência ao lado de Argy e Tolis. As faixas derradeiras vão vindo e as excelentes “Forever Stoned” e “We Belong to the Dead” são o prenúncio de que o deserto está na iminência de ter sido completamente atravessado. Duas ótimas faixas de Heavy/Stoner Rock com um desenrolar que atende todos os “requisitos” para uma boa sonzeira chapada. “We Belong to the Dead” te dá a impressão de ser levado diretamente para um show dos caras, em transe, deixando a psicodelia tomar conta do momento em 100% e eletrizando com a enérgica segunda metade da música.

My Electric Head” e “Blue Turns to Black” são as últimas duas faixas e entregam mais 12 excelentes minutos de travessia chapada, cadenciada e vibrante por paisagens ensolaradas e delirantes através da sonoridade “Kyussiana/Monster Magnetiana” dos caras. Um último suspiro de lisergia através das areias escaldantes da Nighstalker.

Placar final: “As Above So Below” é o Nightstalker, velho de guerra do Stoner Rock, em sua melhor forma. Mais uma vez os caras comprovam a capacidade de destacarem muito bem fazendo bom uso do lance “genialidade nas coisas simples”, sem precisar redefinir ou reinventar coisa alguma. Muitos pelo contrário, os melhor se destacam justamente pelo manejo criativo de coisas simples (e eficientes!) das quais dispões. “As Above…” está entre os destaques absolutos do ano no Stoner/Heavy Rock, simplesmente fantástico!

(Resenha por: Matheus Jacques)


NIGHTSTALKER – As Above so Below (2016)
Data de Lançamento: 7 de Outubro
OAK ISLAND RECORDS
CD / Digital / LP
Gravado em Matrix Studio Athens em 2016
Mixado em Matrix Studio Athens em 2016, por: Nightstalker & Dimitris Misirlis
Masterizado em Sweet Spot por: Dimitris Papadimitriou & John Christodoulatos
Produzido por: Nightstalker
Arte da Capa por: Vagelis Petikas (REVOLVER DESIGN)


NIGHTSTALKER é:

Argy – vocal
Andreas Lagios – baixo
Tolis Motsios – guitarra
Dinos Roulos – bateria


Nightstalker
Nightstalker (BANDCAMP)
Nightstalker (OFFICIAL)
Oak Island Records
Oak Island Records (BUY)
BUY “As Above So Below”:


 

nightstalker-0365

 

 


 

(TRANSLATION TO ENGLISH)

When you are one of the pioneers and greatest influences of a musical genre in your country, deal with this position may become almost relevant as your own music, sometimes. Well, it’s a personal opinion and maybe it’s not the most accurate and close to reality. Then, only the main ones involved (the band itself, of course) can tell us what it’s like. So, we can imagine how a band like Nightstalker which is one of the oldest (maybe THE ONE) Stoner Rock bands in Greece should deal with this. I take a shot: VERY WELL. “As Above So Below” is one of those great positive reinforcements in that regard.

The new work of the four-piece following the great “Dead Rock Commandos” (2012) follows through a very close and compatible with “Dead Rock …” line/vibe bringing us another round of excellent dusty and dizzying incursions towards the stoned deserts. The album is a relaxing and enjoyable trip through the desert aboard a Charger 60 exuding riffs and fuzz sighs. A stunned and drunken ride through delirious and warm landscapes with Argy and his comrades once again establishing their position as pioneers and “prophets” of greek stoned rock. The guys offer a incendiary and creative Heavy Rock stuff, this is a undeniable fact.

“Naked Fire” puts us on the trail of a frantic and highly exciting journey into Heavy Rock with clear reminiscences of Monster Magnet and Kyuss presenting itself as an emotionally exciting and electric track, the “first shot” with accurate aim of a gun that does it all. Guitar screaming, extremely nice pace of the drums and the unmistakable and striking vocal of Argy. The cohesion of the band is of exuberant effectiveness. “Space Matter” brings the fuzz in the vein and a great riffs, also a great ride o groove with a cool pace. “Zombie Hour” and “The Dog That No-One Wanted” feature a striking side of the band: the ability to create memorable, sticky choruses connecting with masterful weight, good melodies and lysergia. Often, appealing to a certain “melancholic” vein showing that Heavy Rock need not only be “heavy” but also cadenced, groovy and worth touching the soul. “Zombie Hour” has an apotheosis ending with its frenetic final pounding on drums.

“Deeper” take us in another delightful and intoxicating passage through the arid desert with flaming, soft riffs making a sturdy bridge to Argy’s mesmerizing vocals. And in addition Nightstalker’s equally numbing rhythm section is moving extremely efficiently alongside Argy and Tolis. The final tracks are coming and the excellent “Forever Stoned” and “We Belong to the Dead” are the harbinger that the desert is about to be completely crossed. Two great tracks from Heavy / Stoner Rock with an unwinding that meets all the “requirements” of a great stoned badass music. “We Belong to the Dead” gives you the impression of being taken directly to a show of the guys in trance, letting the psychedelia take over the moment in 100% and electrifying with the energetic second half of the song.

“My Electric Head” and “Blue Turns to Black” are the last two tracks and deliver another 12 excellent minutes of stoned, cadenced and vibrant trip across sunny and delirious landscapes through the Kyussian / Monster Magnetian sonority of the guys. A last gasp of lysergia through the sizzling sands of Nighstalker.

Final Score: “As Above So Below” is the Stoner Rock of Nightstalker “old warriors” at his best performance. Once again the guys prove the ability to stand out very well making good use of the “genius in the simple things” bid, without needing to redefine or reinvent anything. On the contrary, the bests stand out precisely for the creative management of simple (and efficient!) things that have in hands. “As Above …” is among the absolute highlights of the year at Stoner / Heavy Rock, just superb!

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