REVIEW: Motorgun – “Motorgun” (2016)

(PEGUE A ESTRADA, PEGUE UMAS CERVEJAS, PEGUE ESSE CD E OUÇA AGORA MESMO!!!)

motorgun-capa

MOTORGUN – “Motorgun

Tracklisting:

Heading For Tomorrow
Rebel Souls
Back To Ashes
Deliverance
Hellhounds
Come And Go
Beyond The Black
Whyskey,Women And A Whole Lotta Blues
Call Me A Loser
Going Home


Pense em um power trio que desenrola uma sonoridade de alta octanagem e grosso calibre inspirado no bom e velho hardao bluesy setentista, mas tambem com uma roupagem trazida para a época atual e que vai na veia de bandas contemporâneas como Crobot e Monster Truck. Conseguiu começar a idealizar? Bem-vindo a Motorgun!

Oriundo do Rio de Janeiro, o ótimo trio já despontava faíscas de potencial e qualidade com “Heading for Tomorrow“, um EP lançado em 2014 que carregava todo aquele “mojo” blueseiro associado à um rockão estradeiro e acelerado cheio de malemolência. Faixas como “Whiskey, Women and a Whole Lotta Blues” entregavam um cartão de visitas extremamente digno e que inspirava bastante atenção em cima dos caras. Pois foi agora em 2016 que eles vieram com seu primeiro album, “Motorgun“, e não foi de brincadeira. Se apoiando no Hard Rock de bandas como Led Zeppelin, Mountain e Soundgarden e no Blues, os sujeitos desenrolam dez faixas viscerais, com ótimo groove e bastante potencia.

Abrindo os trabalhos, do EP de 2014 vem “Heading for Tomorrow“, que já inicia a “conversa” com o ouvinte de forma crua, ríspida e apaixonante com um baita hard rock grooveado, repleto de ótimos riffs e um trabalho primoroso e inspirado de guitarra, levada bem firme da bateria e o onipresente ótimo vocal de Bebeto Daroz (que tambem cuida das seis cordas). Os caras sabem se dividir bem entre o peso e o balanço em seu trabalho, o que ajuda a reforçar essa capacidade de entregar algo muito prazeroso de se ouvir. “Rebel Souls” na sequência instiga aquela vontade (hipotética!) de tirar o carro da garagem, jogar umas cervejas geladas no banco do lado e cair de cara na estrada à toda velocidade. Ao mesmo tempo que a faixa é sólida e enérgica, tem um apelo mais “soft” e mais “comercial”, no melhor sentido da palavra. A faixa pode remeter a algo como uma jam entre Audioslave e Led Zeppellin em uma auto-estrada no caminho para o bar Titty Twister de “Um Drink no Inferno“.

Back to Ashes” leva seu ritmo um pouco mais adiante em seu começo, jogando lenha na fogueira e descendo o pé no acelerador com gosto. Mais riffs incendiários, mais andamentos caprichados de guitarra e com a cozinha da banda acompanhando a rigor e com muita eficiência. Há espaço até para um groove de hardão 80’s inserido na canção, remetendo aos “hinos” de Hard Rock da época. “Deliverance” alterna um pouco a vibe mais explosiva com uma veia mais cadenciada e densa, proporcionando a apresentação de outras facetas da banda com uma pegada forte e introspectiva mais lenta, destoando um pouco do hard/blues mais “tradicional” e remetendo a algo mais atualizado. As boas canções vão seguindo e vem pelo caminho faixas grandiosas e muito interessantes como a deliciosa “Hellhounds“, com um toque a la Soundgarden, e outro petardo do EP de estréia, “Come and Go“, outra das faixas que associam as inspirações hard-blueseiras da banda com uma pegada diferenciada e mais atual.

Beyond The Black” novamente traz a sonoridade da Motorgun para uma roupagem com timbragem mais marcante e passo mais contido, tudo para que uma atmosfera seja criada e cada nuance e cada pequena grande qualidade do trabalho da banda, possam ser notados com clareza e atenção. O vocal marcante, a parte instrumental afiada… tudo se destaca a seu tempo na faixa. “Whiskey, Women and a Whole Lotta Blues” já é “velha conhecida” da banda e segue a mesma coisa: uma baita canção eletrizante ideal para retomar aquele espírito de colocar as rodas na estrada e seguir sem rumo, apenas curtindo o pôr-do-Sol sem maiores pretensões ou planos. Se tiver uma boa companhia e bebida ao seu lado, melhor ainda.

Fechando com a maior classe possível o trabalho, “Call me a Loser” e “Going Home“. Do CD, “Call me a Loser” talvez seja a que possua a maior veia blueseira entre todas as faixas, naquela apaixonante linha bem marcante e grooveada do blues rock. Aqui, logo me veio à mente a sempre excelente George Thorogood and the Destroyers. E pra fechar com bandeira fincada e fogos de artifício, “Going Home“, traz um pouco do lance do stoner rock para o terreno do hardão dos caras, imprimindo aquele punch final no album e sem ter deixado nenhuma ponta solta ou sentimento de “faltou algo”.

O album de estréia da banda Motorgun realiza com o selo Grooveyard Records a comunhão perfeita: a associação entre um grande selo que representa através das bandas em sua familia a essência do hard´n blues e uma banda que é a perfeita síntese da proposta do selo. A parceria é síncrona e perfeitamente funcional. E o album da Motorgun é uma porrada que fica melhor a cada audição. Fantástico!


MOTORGUN – Motorgun (2016)
Data de Lançamento: 1/7/2016
GROOVEYARD RECORDS, CD
Gravado em Estúdios Meier e Kolera por: Rodrigo Gavião e Celo Oliveira
Mixado por: Celo Oliveira
Masterizado em Pro Tone Sonic (USA)

MOTORGUN é:

Bebeto Daroz – guitarra/vocal
Leo Mello – bateria
Edinho – baixo


Motorgun
Motorgun (SOUNDCLOUD)
Grooveyard Records
Grooveyard Records (OFFICIAL)

motorgun-banda


(TRANSLATION TO ENGLISH)

Think in a power trio that unleashes a high-octane thick-gauge sonority inspired by the good and old bluesy hard rock, but also with their style brought to the present days going through the vein of contemporary bands like Crobot and Monster Truck. Did you start to idealize? Welcome to Motorgun!

Coming from Rio de Janeiro/Brazil the powerful trio was already blazing their potential and quality with “Heading for Tomorrow” an EP released in 2014 that carried all that bluesy “mojo” associated with a speeding and incendiary rock´n roll full of malemolence. Tracks such “Whiskey, Women and a Whole Lotta Blues” delivered an extremely dignified business card that drew a lot of attention to the guys. Well it was now in 2016 that they came with their first album “Motorgun” and it was not a joke: they rocks. Inspired by the Hard Rock of bands like Led Zeppelin, Mountain and Soundgarden and also the Blues, the guys present ten visceral tracks with great groove and plenty of power.

Opening the works from the 2014’s EP comes “Heading for Tomorrow”, which already begins the “talk” with the listener in a crude, fast and passionate way with a great hard rock groove full of great riffs and of soulful and inspired guitar work, very cool drums stuff and the omnipresent great vocal of Bebeto Daroz (who also takes care of the six strings). Guys know how to divide well between weight and swing in their work, which helps reinforce this ability to deliver something very pleasurable to hear. “Rebel Souls” in the sequel instigates that (hypothetical!) will of taking the car out of the garage throwing a few cold beers on the side bench and falling on the road at full speed. While the track is solid and energetic, it has a more “soft” and more “commercial” appeal, in the best side of the word. The track may refer to something like a jam between Audioslave and Led Zeppellin on a freeway heading to the Titty Twister from “From Dusk Till Dawn”!!

“Back to Ashes” take the rhythm a little further in its beginning, throwing fuel on the fire and lowering its foot on the accelerator. More incendiary riffs, more awesome guitar developments and with the band’s rhythm section following very efficiently. There’s even place to a 80’s hard rock groove inserted into the song referring to the “hymns” of Hard Rock of that time. “Deliverance” alternates the more explosive vibe with a more cadenced and dense vein providing the appearance of other facets of the band with a slower, introspective and strong pace making something a little bit different of the more “traditional” hard / blues, referring to something more up-to-date. The great songs keep
coming and on the way we have another very interesting tracks like the amazing “Hellhounds”, with a touch of Soundgarden, and another firecracker of the debut EP, “Come and Go”, another of the tracks that associate the hard-bluesy inspirations of the band with a different and more current vibe.

“Beyond The Black” brings again the sound of Motorgun to a more distinctive toning and more restrained step, everything so that an atmosphere is created and every nuance and every small great quality of the band’s work can be tasted with clarity and attention . The striking vocal, the sharped instrumental part … everything stands out at its time in the song. “Whiskey, Women and a Whole Lotta Blues is already an “old-fashioned piece” of the band and follows the same: a great thundering song perfect to retrieve that spirit of putting the wheels on the road and to follow aimlessly just enjoying the sunset without major pretensions or plans. If you have a good company and some booze in your side, better yet.

Closing with the highest possible skill “Call Me a Loser” and “Going Home”. In this CD, “Call me to Loser” is perhaps the one with the greatest blues vein among all the tracks, in that passionate and very striking line of blues rock. Here, at the first moments come to my mind the excellent George Thorogood and the Destroyers. And to close with “Hallelujah and Amem!!” and fireworks “Going Home” brings some of the stoner rock style to the Hard Rock ground of the guys printing that final punch on the album without leaving any loose end or “missing something”.feeling!

The debut album of Motorgun realize with Grooveyard Records the perfect communion: the association between a great label that represents through the bands in his family the essence of hard’n blues and a band that is the perfect synthesis of the proposal of the label. The partnership is synchronous and perfectly functional. And Motorgun’s album is a blast that gets better with every audition. Fantastic!

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2 comentários sobre “REVIEW: Motorgun – “Motorgun” (2016)

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