Meia hora para a cova – 5 bandas fronteadas por mulheres – Ato II

O esquema é mais ou menos o seguinte: imagine que você tem apenas mais meia hora de vida. Mais 30 minutos antes que o grande símbolo da S.U.D, o grande Zé do Caixão, icônico personagem da mitologia de Horror do Brasil, te leve diretamente para um encontro definitivo com o Ceifeiro. Nessa seção, você vai poder conferir recomendações rápidas e bacanas de algumas novidades do rock torto, chapado e demente. Utilize bem o tempo, ouça as bandas e aproveite seus últimos minutos com uma boa música desvirtuada.

E  boa morte!



A SUD traz mais um “Meia Hora…” contando com bandas fronteadas por mulheres que tenham lançado seus discos neste ano, são 5 banda, 5 discos e muita música de qualidade.

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Iniciando os trabalhos com o quarteto de Portland – Holy Grove, após duas demos entre os anos 2012/14, em março, a banda debutou com seu disco auto-intitulado, o play conta com 7 faixas dum som denso que passeia pelo Doom, Stoner, Heavy Metal, marretação total, alguns solos, altas doses de groove e fuzz, a voz de Andrea é grave, ela mete uns berro no meio que deixam a parada mais selvagem, do jeito que tem que ser, puta play!


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Mais uma estadunidense, Castle foi fundada em 2009 por Elizabeth Blackwell (b/v) e Mat Davis (g), neste ano, a banda lançou o seu 4º disco – Welcome to the Graveyard, a receita continua intocável, um Heavy/Doom cru, direto, chutando várias bundas que aparecerem pela frente, Elizabeth tem um vocal específico, parece a voz duma bruxa, de fato ela seja, já que a banda aborda inúmeros temas ligados ao ocultismo.


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Pristine vem da gélida Noruega mostrar um som calcado no Blues e no Hardão 70’s, uma receita já explorada com sucesso pelos Blues Pills, um forte investimento em produção audio-visual, e claro, na qualidade sonora, fizeram com que a banda alcançasse algum destaque na Europa.


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Em maio, os Electric Citizen lançaram o seu 2º disco, trazendo além de inéditas, algumas regravações de materiais antigos, os irmãos Dolan deram uma bela extrapolada ao irem buscar novas fontes sonoras a serem exploradas, com isso, gravaram uma das músicas que mais me alucinou neste ano, a faixa título do disco – “Higher Time”, santo pai das profundeza abissal, é uma obra absurdamente linda. O disco todo caiu no gosto dos Europeus e no da galera da sua terra natal, fazendo com que a banda excursionasse mundão a fora.


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No dia 14 de outubro, o trio texano The Well lançou o seu 2º disco, o play é composto de 10 faixas + um bônus, Lisa Alley não pode ser considerada uma frontwoman, ela divide a voz com o guitarrista Ian, mas, abriremos uma exceção, até porque, vale muito a pena dar um confere no som dessa banda, se você curte essa onda revival dos anos 70, uma vibe mais psych, você tem mais um motivo para conferir.



Encerra-se mais um Meia Hora para a Cova, caso você não tenha sacado a 1ª parte, é só dar um clique aqui.

Que Coffin Joe vos abençoe – .:G.Z/SUD:.

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