10 discos do Revival para ouvir

“Mas que porra é essa de revival? É tudo Rock, parça.” – Realmente é, mas, foda-se! Revival nada mais é que uma onda que começou a crescer no início do 2º milênio, são bandas com sangue novo fazendo o que a velha guarda fazia, a coisa gira em torno do Blues, Hard Rock 70’s, psicodelia com mais peso, até aquele elo perdido n’alguma altura do tempo que o liga com o Doom Metal e Stoner Rock. Isso também é chamado de vintage, mas, vintage soa muito hipster da Augusta, revival é mais true e hétero. Caso você seja um iniciado na música retrô (desmunhequei agora hein miga), irá quebrar a cara com essa lista, aqui só constarão as mais-mais, só as top…



Começaremos com 2 bandas suecas que fazem muita gente molhar a calcinha por aí, dançar e chorar, antes, fica a amostra do embrião dos dois grupos –

Norrsken era composta por Rikard Edlund, Kristoffer Sjödahl, Magnus Pelander e Joakim Nilsson, a banda perdurou pelo limbo entre os anos de 1995/00, lançaram algumas demos e um single com 2 faixas, após o single a banda se desfez, Magnus chama uns caras para formar os Witchcraft, Rikard e Nilsson passam a tocar numa banda chamada Albatros, essa brincadeira dura meia década até eles decidirem fazer um som pra valer, então, em 2006 nasce os Graveyard.

Magnus assume a guitarra e voz do seu novo voo no mundo da música, Witchcraft acaba sofrendo alterações em cada play, claro, calcado na pegada 70’s, seu debut parece ser um ensaio gravado, isso de forma alguma o torna um disco ruim. No 2º disco a banda mostra mais cuidado com a gravação e com a composição das músicas também. Escolhi o disco The Alchemist, sinceramente, não faço a mínima ideia do porquê…

Graveyard, não teria como ser outro senão  o disco de estréia, Hisingen Blues é um bom disco, o terceiro já começa a ficar muito Amado Batista, mas é legal também… O primeirão é Rock veiudo, groovão chuta cus, muita ginga, classe no desenrolar, a arte é doida, não tem como ser outro, sem chance… Caso você não saiba, a banda acabou, meus pêsames!


A histórias dos Kadavar se inicia em 2010 em Berlin, Tiger e Mammut começam a brincadeira, aí chamam Lupus, assim surge a formação que gravou o disco aqui citado. O auto-intitulado sai em meados de 2012. O trio alemão dava uma escapada da pegada Blues indo de encontro a um Rock mais metalizado, a banda chegou a tocar no Brasil num rolê realizado pela Abraxas, não me pergunte o ano, sem chance.


Mais uma da Alemanha que também se iniciou em 2010, Janosch Rathmer foi baterista da banda de Post-Rock Long Distance Calling, ele caiu fora e se juntou com o vocal/guitarra Nick Van Delft para começar a jornada dos Zodiac. Em 2011 eles lançam o seu EP de estréia, acabam chamando a atenção com seu som mais visceral e melodioso, no ano ano seguinte eles debutam com A Bit of Devil, o resto é história…


Outro gol da Alemanha, nem sei se essa banda segue ativa, lançaram um disco em 2012, um play simplesmente absurdo, puta que pariu, os caras preencheram o seu caldeirão de coisa velha com tudo o que puderam encontrar estando ao alcance deles, sério, que disco lindo, infelizmente não é possível acessá-lo por completo em nenhuma plataforma digital, não fique triste, tem todas as faixas no youtube, você terá que ouvir uma-a-uma, ou se aventurar pelo mundo da pirataria digital, na moral, valerá muuuuuito a pena, bote fé (emotion piscadinha).


A parada aqui é acidez sonora até o talo, esses estadunidenses também fizeram um passeio pelo ‘Brasa’, um não, dois. Um pé no Blues, outro na cova do Hendrix, outro no limbo das bandas obscuras dos anos 70, pera aí, como assim 3 pés? Como assim o caralho, bicho, em que parte você não entendeu a acidez?


Uma banda que eu sou completamente apaixonado, a que eu mais ouvi entre todas que foram abordadas aqui, vou sacanear e deixar apenas o EP de estréia como o indicado, caso você odeie esse material, saque os 2 discos que vieram em seguida, caso você continue odiando, eu te odiarei também (emotion sorriso). Se pa, é a banda mais distante da proposta sonora aqui destacada, isso porque eles foram mais além, modernizaram a coisa, é uma banda mais lenta, seu som acabou sofrendo mudanças com o tempo, sem ficar num lenga-lenga como aconteceu com vária bandas por aí.


Tamo de volta na Suécia, é treta escolher um entre os 4 discos que eles lançaram, além dos dotes sonoros necessários para serem citados aqui, os maninho aí adicionaram umas conchadas de Heavy Metal clássico no som, algo de Prog. Rock também. O disco escolhido para estampar esta página de sangue e suor; Time Warriors, um nome bem macho, hétero, né? Então dá um confere no clipe que saiu pra faixa que abre o disco. Transgredir é a Lei!


Mias um gol da Alemanha, infelizmente, essa é outra banda que não permitiu encontrar o seu disco (seria o debut, o 2º disco você pode ouvir no bandcamp deles), deixarei 2 faixas aqui só pra você ir sentindo o gostinho de malemolência, ousadia e alegria.


Encerrando o baile, a galera mais punk oriunda da terra da rainha, eu sei lá qual dos 3 discos poderia mandar aqui, vai ficar sendo o 2º por ter tido um clipe que ensina às criancinhas o caminho para a vida plena. Eu posso estar completamente errado em todas as escolhas até aqui, o que me importa é que eu sei que Jesus (chamo ele de Jê hihi – emotion safadinho) irá me perdoar, e transformaremos o mar em vinho, ele né.

Outro play que vou ficar devendo, mals ae :/



É sério que você tá se perguntando, “ué, cadê Blues Pills e Rival Sons?”, meudeosdocéu parça, sai dessa vida!


Que Coffin Joe vos abençoe – .:G.Z/SUD:.

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