REVIEW: Captain Crimson – “Remind”(2016)

SE ESQUECER COMO O HARD ROCK SETENTISTA PODE SER INCRIVEL, RELEMBRE” COM ESSE ALBUM!!!!

captain

CAPTAIN CRIMSON – “Remind

Tracklisting:

1.Ghost Town
2.Bells From The Underground
3.Love Street
4.Black Rose
5.Money
6.Drifting
7.Remind
8.Let Her Go
9.Alone
10.Senseless Mind


Pense em um parque de diversões cujos primeiros cinco minutos na primeira atração visitada já te passam a sensação de que o ingresso valeu totalmente a pena e o resto do dia consiste apenas em reiterar esse sentimento, sem maiores compromissos. Consegue imaginar? Talvez seja o que você absorva já de cara com a ótima “Ghost Town“, a primeira faixa do novo trabalho da banda sueca Captain Crimson, e apenas reafirme com veemência com as outras nove faixas do trabalho.

Ageless Time“, o ótimo trabalho anterior do quarteto sueco, saiu no ano passado e trouxe uma nova leva de petardos setentistas de alto calibre após o bacana “Dancing Madly Backwards” de 2012, a estréia dos sujeitos. Com “Remind” (SMALL STONE RECORDS), a nova mostra de Hard Rock blueseiro e trabalhado no boogie e no groove da banda, temos mais um tiro certeiro em direção ao passado, buscando influências do hard rock setentista, do blues, algo da psicodelia, mas tambem coberto com uma roupagem que remete aos tempos atuais, a essa safra do “revival” bem feito que se tem visto com grandes bandas como Graveyard (tragicamente “aposentada”), Horisont, Vidunder, Kadavar e por ai vai.

Ghost Town” é a abertura que qualquer um com bom senso poderia esperar de um album caprichado. O trabalho de guitarra de Andreas Eriksson já nasce para “Remind” com a tônica que apresentará no album inteiro: grooveado, com “malemolência”, desenvoltura e pegando os ouvintes de cara. Seja esbanjando uns riffs muito bacanas desde o começo, seja compondo um lance mágico lado a lado com o vocal primoroso de Stefan Lillhager no refrão, a parada é eficiente e cativante, daquele tipo de “rockão” setentista trazido para os dias atuais. Destaque tambem para o solo bacana e bem agradável de Andreas no fim da canção.

A segunda faixa “Bells From The Underground” tem um quê de Graveyard/Horisont, principalmente me remetendo ao recentemente aposentado quarteto sueco fronteado por Joakim Nilsson, mas obviamente com a personalidade própria da Captain Crimson e sem se deixar levar pela chance de ser apenas uma cópia barata. Riffs, refrão, as grudentas linhas vocais, a inserção de uma intervenção mais acelerada de baixo aos 2 minutos (com os demais acompanhando a rigor em seguida): tudo aqui compactua para somar uma outra faixa divertidissima ao novo album dos caras, com um desenvolvimento em um ritmo que eu quase ousaria chamar de “motorhediano”, pura urgência e energia. E da-lhe mais um solo fera! O encerramento acústico é uma boa pedida tambem.

As boas canções envernizadas com blues e jeitão de “classico setentista” vão vindo em sucessão. “Love Street” é daquelas que pode te relembrar a paixão pelo rock ao estilo dos anos 70, de bandas como Mountain, Creedence, Deep Purple e Humble Pie, caso algum dia você se esqueça como é o sentimento. Uma faixa “ensolarada”, positiva e empolgante. “Black Rose” ja apresenta uns riffs sólidos e com groove desde o começo, a cadência do som é um pouco mais comportada e “séria”, mas é inegavelmente um petardo hard/blues “dazantigas” trazido para os tempos atuais. Novamente, certamente separando tambem todos os devidos méritos para os sempre ótimos Mikael e Chris (batera e baixo), destaque para Stefan e Andreas com uma parceria foda entre a linha vocal sempre incrivel e o trampo de primeira nos solos de guitarra. Vem ainda “Money“, uma baladinha muito bem feita com verve sentimental melancólica, pra você curtir um momento mais particular e intimista bebendo umas ou então pra dançar colado com alguem, você escolhe.

Ja na segunda metade, destaques para: “Drifting” com sua pegada certeira mais acelerada, em uma linha inicial mais heavy metal adicionada ao Blues Rock e que pode remeter a/agradar quem curta Thin Lizzy ou Foghat, com um dos melhores trabalhos de guitarra de “Remind” e a presença caprichada da gaita de Timo Tilli; a deliciosa faixa titulo “Remind” numa veia que me remeteu em algo a Cactus/Deep Purple e com um fantástico solo de guitarra perto de sua conclusão; e a derradeira peça eletrizante “Senseless Mind“, que pode se tornar facilmente sua faixa favorita do album e na qual é necessário apontar como destaque o grandioso trampo de Mikael na bateria, um grande fera em seu instrumento. Conclusão perfeita do album. E como ponto extra, tambem cito a bela baladinha “Alone“, com os caras novamente acertando em cheio no tom mais sentimental com uma engrandecedora peça acústica, que só tem a somar positivamente ao album.

Esperar algo muito bom da Captain Crimson é algo meio óbvio, até esse ponto os caras nunca decepcionaram e só entregaram albuns muito bem construidos e com grandes reverências ao Hard Rock setentista blueseiro. Dito isto, “Remind” é um lance que vai ainda alem e soa como um destaque dentro da própria discografia excelente dos caras, um universo revival original e com frescor. “Remind” talvez seja o melhor momento dos caras, mais maduro e com algumas de suas melhores faixas, coisa que ja comecei a sentir com a fantástica “Ghost Town“. Se algum dia você começar a esquecer como o Hard Rock setentista pode ser vibrante, inspirador e divertido, coloque esse novo album dos suecos para tocar que ele vai te “relembrar” como é o esquema!


CAPTAIN CRIMSON – Remind (2016)
Data de Lançamento: 14/10/2016
SMALL STONE RECORDS
CD / LP / Digital
Gravado em Crimson Cove Studio
Produzido por: Jocke Frisö e Captain Crimson
Mixado por: Jocke Frisö
Masterizado em Baseline Audio Labs por: Chris Goosman
Arte da Capa por: David Zika

CAPTAIN CRIMSON é:

Stefan Lillhager– vocal
Andreas Eriksson – guitarra
Chris David – baixo
Mikael Läth – bateria

Participação:

Timo Tilli – harmônica


Captain Crimson
Captain Crimson (BANDCAMP)
Captain Crimson (OFFICIAL)
Small Stone Records
Small Stone Records (BANDCAMP)
Small Stone Records (OFFICIAL)
Buy “Remind”



(TRANSLATION TO ENGLISH)

Think in an amusement park whose first five minutes in the first attraction visited already give you the feeling that the ticket fully paid off and the rest of the day is just to reiterate that sentiment, without further commitments. Can you imagine? Maybe that’s what you absorb already in the first moments face to face with the great “Ghost Town”, the first track of the new work of swedish band Captain Crimson, and only reaffirm strongly with the other nine tracks of the album

“Ageless Time”, the great previous work of the swedish four-piece, came out last year and brought a new wave of high-caliber seventies blasts after the cool “Dancing Madly Backwards” from 2012, the debut of the guys. With “Remind” (SMALL STONE RECORDS), the new stand of bluesy hard rock worked above the boogie and the groove, we have another clear shot into the past, looking for influences of 70’s hard rock, blues, something of psychedelia but also covered with a style which refers to the present times, this wave of well done “revival” that you have seen with great bands like Graveyard (tragically “retired”), Horisont, Vidunder, Kadavar and so on.

“Ghost Town” is the opening that anyone with good sense would expect from a strong album. Andreas Eriksson’s guitar work is born to “Remind” with the keynote will present the entire album: groovy, with malemolence, resourcefulness and catching the listeners at the first listen. Being presenting some very cool riffs from the beginning, being building a magical thing play alongside the excelent vocal of Stefan Lillhager on the choruses, the stuff is efficient and engaging,being that kind of 70’s rock´n roll brought to the present day. Featured also for the cool and very pleasant Andreas at solo at the end of the song.

The second track “Bells From The Underground” has a hint of Graveyard / Horisont, mainly referring me to the recently retired swedish four-piece fronted by Joakim Nilsson, but obviously with the very own personality of Captain Crimson and not get carried away by the oportunity to be only one knockoff. Riffs, chorus, the catchy vocal lines, the insert of a faster bass intervention at the second minute (with the others following in great shape in the sequence): everything here help to add another amusing track to the new album of the guys with a development at a pace that I almost dare call “motorhedian”, pure urgency and energy! And we have another awesome! The acoustic foreclosure is a good piece too.

The good songs with varnished blues and “seventies classics” style comes in succession. “Love Street” is one that can remind you the passion for 70’s rock style, from bands like Mountain, Creedence, Deep Purple and Humble Pie, if you ever forget how the feeling seens. A positive, exciting “sunny” track. “Black Rose” already has some solid riffs and groove from the beginning, the sound compass is a bit more behaved and “serious”, but it is undeniably a old fashioned hard / blues blast brought to the current times. Again, separating certainly also all due merit to the always great Mikael and Chris (drums and bass), he have a huge moment of Stefan and Andreas with a fucking great partnership between the always incredible vocal line and the very cool guitar work on the solo. So we have “Money,” a very well made ballad with some sentimental, melancholy verve, that put you in the mood to enjoy a more private and intimate moment drinking some beers or so to slow dancing with someone, you choose.

So in the second half, the highlights were: “Drifting” with its faster unerring style in an initial more heavy metal line added to Blues Rock work and that may refer to / please those like Thin Lizzy or Foghat, with one of the best guitar works of “Remind” and the presence of cool harp of Timo Tilli; the delicious title track “Remind” in a vein that sent me some feeling in Cactus / Deep Purple style and a fantastic guitar solo near the end; and the last electrifying piece “Senseless Mind”, which can easily become your favorite track on the album and which is necessary to point out to highlight the great work of Mikael Läth on drums, a big beast on their instrument. Perfect completion of the album. And as an extra point i also point the beautiful ballad “Alone” with the guys again hitting right in the aim the more sentimental tone with a aggrandizing acoustic piece that only have to add positively to the album.

Expect something very good from Captain Crimson is something kind of obvious, at this point the guys never disappoint and only handed very well built albumswith great reverences to the 70’s bluesy hard rock seventies. That said, “Remind” is some stuff that goes even beyond and sounds like a highlight within the excellent discography of the guys, an original and freshness revival universe. “Remind” is perhaps the best and more matures moment of the guys, with some of their best tracks, which i already began to feel with the fantastic “Ghost Town.” If you ever start to forget how the old hard rock can be vibrant, inspiring and fun hear again this new album of the swedish guys and “remind” the feeling!!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s