REVIEW: Asatta – “Spiraling Into Oblivion” (2016)

“SPIRALING INTO OBLIVION”, PEÇA ORIGINAL E SÓLIDA DA BANDA AMERICANA ASATTA É VIAGEM ATRAVÉS DE BURACO NEGRO!

asatta

ASATTA – “Spiraling Into Oblivion

Tracklisting:

1.Three Dials
2.Lapse
3.1678
4.She Died Long Ago
5.Breath of Kali
6.Son of the Morning


Primeira chamada… segunda…terceira… quarta…quinta… sexta…. sétima…. oitava chamada… EVEN NOOOOOW!!!

Ok, confesso que simplesmente fiquei sem reação! Estava tentando entender em meu subconsciente como aconteceu o que se passava dali em diante. Era uma entrada para um universo monótono, o mundo desabando lentamente e embarcando acidentalmente em um buraco negro, onde sentimos constantemente o desejo de sair e nos libertar dessa bad trip, o anseio para retornar ao mundo real são e salvo, a angustia de estar tentando retornar de um verdadeiro teto preto! Quando finalmente acaba e nos damos conta de onde estávamos, simplesmente vem o estado de choque: O que caralhos foi isso?

O primeiro full do Asatta, ‘Spiraling into Oblivion‘, é desesperador! Entramos no pior do nosso subconsciente, o que necessariamente não é algo ruim estando mentalmente e espiritualmente preparados. Caso contrário, pode ser um caminho sem volta! A faixa inicial ‘Three Dials‘ é como uma queda absurda! Como esses caras mantêm uma atmosfera absurda apenas com duas notas por vários minutos? Os vocais barítonos de Sean Anderson chegam a beirar o absurdo, definitivamente me prendeu desde a primeira frase! Simplesmente arrebatador! Não só desesperador mas com uma melodia harmônica incrível onde ele clama aos prantos ‘oblivion’, ‘no future’. Me envolveu totalmente, me fazendo cantarolar durante o dia todo, o que é algo um pouco mais raro no gênero. ‘Lapse‘ abre seguindo a cadência da faixa inicial, porém mais solta e com uma sequencia mais dinâmica. É interessante como essas variações relatam com precisão verdadeiras situações bizarras em um universo paralelo, é como se os caras estivessem viajado pelo espaço e tivessem se perdido. As letras, ritmos, vocais, tudo com uma interpretação impecável, tudo soa tão real!

1678‘ é como se criaturas rodeassem nossa cabeça em um estado de sono profundo, é interessante como os temas, por mais fictícios que pareça ser, são situações que realmente acontecem. Talvez seja por isso que o choque é grande, mesmo tentando ignorar. Mas tudo segue em ‘She Died Long Ago‘ com o ápice dos vocais e suas melodias enlouquecidas, há uma virada na música com riffs aterrorizantes! O trabalho da guitarra, onde Jay Denzer é o responsável, é simplesmente impecável, por mais simples que possam ser técnicamente, a harmonia dos riffs são excelentes, o timbre gordo e saturado típico do sludge está lá: muito bem timbrado diga-se de passagem, aquela guitarra que realmente satisfaz totalmente. O final dá faixa é triste, mas belo. A cozinha trabalha sincronizadamente, Neil Pech é extremamente preciso na bateria, cadenciando durante todo o tempo, tudo muito bem feito. Há também cello adicionado a fundo, o que é um ponto muito positivo no enriquecimento do som. Para mim, quanto mais instrumentos puder gravar, melhor. Ainda contamos com um otimo teclado por Lee Halvorson, que traz um tempero especial transformando em uma verdadeira orquestra.

‘Brath of Kali‘ começa a finalizar o álbum, dando a sensação de uma sessão de execução, a redenção já parecendo impossível, certamente a faixa com o clima mais mórbido. O baixo sujo de Joe Arenas inicia o fim desta obra ‘Son of the Morning‘, provavelmente a melhor faixa até aqui (ok, dificil apontar um destaque), mas por ser a mais longa e progressiva, torna-se a minha favorita. Parece que aqui finalmente iremos nos libertar da bad trip, ou pelo menos buscar a determinação do fundo da nossa psique. A banda literalmente se despede. Encerramos com a satisfação de estarmos vivos, talvez…

Honestamente, acredito que como artistas, esses caras vão voar por ares mais altos, pois um álbum de estréia desse nível de qualidade não é pra qualquer um. Espero ver que sim!


ASATTA – Spiraling Into Oblivion (2016)
Data de Lançamento: 2/9/2016
Burnout Planet Records
CD / Digital
Gravado em 2015 no Howland St.Studio
Gravado e Mixado em 2015 por Shane Hochstetler
Masterizado em 2016 por Carl Staff em Staff Mastering
Arte de Capa: Carl Steinhagen

ASATTA é:

Sean Anderson – vocal
Joe Arenas – baixo
Neil Pech – bateria
Jay Denzer – guitarra
Lee Halvorson – teclado

Maddie Frank – Cello em “She Died Long Ago
Jon Liedtke – Theremin em “She Died Long Ago” e “Breath of Kali

Asatta
Asatta (BANDCAMP)

(por Renan Angelo)



 

(TRANSLATION TO ENGLISH)

First call … second … third … fourth … fifth … sixth seventh …. …. eighth call … EVEN NOOOOOW !!!

Okay, I admit that I was simply unresponsive! I was trying to understand in my subconscious how was happened what was going on from there. It was an entrance to a monotonous universe, the world collapsing slowly and accidentally boarding a black hole, where you constantly feel the urge to go out and free yourself from this bad trip, the yearning to return to the real world safely, the anguish of trying returning from a true dark ceiling! When finally ends and we realize where we were, just comes the shock: “WHAT THE FUCK WAS THAT???”

The debut from Asatta, ‘Spiraling Into Oblivion’ , is shocking! We entered in the worst of our subconscious, which is not necessarily a bad thing mentally and spiritually being prepared. Otherwise, it may be no going back! The first track ‘Three Dial’ is like an absurd fall! How do these guys keep an absurd atmosphere with only two notes for several minutes? The baritone vocal of Sean Anderson come to border on the unbeliavable, definitely hooked me from the first sentence! Simply breathtaking! Not only nerve-racking but with an incredible harmonic melody where he cries out in tears ‘oblivion’, ‘no future’. I totally involved, making me humming all day, which is something a little more unusual in the genre. ‘Lapse’ opens following the cadence of the original track, but more “free” and with a more dynamic sequence. It is interesting how these variations relate precisely true bizarre situations in a parallel universe, it is as if the guys were traveling through space and had been lost. The lyrics, rhythms, vocals, all with an impeccable interpretation, everything sounds so real!

‘1678’ is like if creatures surrounded our head in a state of deep sleep, it is interesting how the themes, however fictional it seems, are situations that really happen. Maybe that’s why the shock is large, even trying to ignore. But it goes on ‘She Died Long Ago’ with the apex of the vocal and their mad melodies, there is a turning point in music with terrifying riffs! The guitar work of Jay Denzer is simply impeccable, however simple it may be technically, the harmony of the riffs are great, the fat and saturated typical sludge tone is there: very well done, by the way. That guitar really satisfies completely. The end of the track is sad but beautiful. The rhythm section works synchronously, Neil Peach is extremely accurate on drums, conducting the rhythm in a greaet way all the time, all very well done. There are also a cello in the background, which is a very positive point to enrich the sound. For me, the more instruments can record, the better. Here we have a great keyboard of Lee Halvorson, who brings a special seasoning turning into a real orchestra.

‘Brath of Kali’ starts to finish the album, giving the feeling of an execution session, the redemption already looking impossible, certainly the song with the most morbid mood. The dirty bass of Joe Arenas starts the end of this work ‘Son of the Morning’, probably the best track here (ok, hard to point only ONE highlight), but because it is the longest and progressive, it is my favorite. It seems that here we will finally free us from the bad trip, or at least seek in the deepest of our mind the determination to do that. The band literally say goodbye. We ended with the satisfaction of being alive, maybe …

Honestly i believe that as artists, these guys will fly in higher skies cause we dont have a lot of bands building debut albums in this quality level . Hope to see them reaching the success!

 

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